Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
152,00 138,00 145,00
GO MT RJ
140,00 138,00 142,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1650,00
Boi Magro 30m 2060,00
Bezerra 12m 1050,00
Novilha 18m 1300,00
Vaca Boiadeira 1480,00

Atualizado em: 21/2/2019 10:16

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - Código Florestal: o retorno

 
 
 
Publicado em 29/05/2012

Xico Graziano
Publicado no jornal O Estado de S. Paulo - 29/05/2012

Entre tantas dúvidas sobre o Código Florestal, uma certeza o agricultor José Batistela carrega: ele não precisa, nem quer, ser anistiado.

Ninguém jamais o convencerá de que incorreu em crime ambiental ao abrir as fronteiras agrícolas do Brasil. Julga tal suposição uma afronta ao seu caráter.

Descendente de italianos, cheio de bisnetos, seu José anda meio depressivo pelo que escutou no rádio e na televisão.

Sente-se desprestigiado na sociedade urbanizada que ajudou a erigir e agora lhe vira as costas, não lhe reconhecendo nas mãos os calos ganhos no árduo trabalho da roça.

Esquecem-se os citadinos de sua saga familiar, há mais de século iniciada com a abertura daquelas terras roxas na região de Araras, destinadas a plantar os cafezais que forjaram a pujança paulista.

O machado, sim, e a maleita, também, fazem parte de sua história. Renegada no presente.

A mistura entre desmatadores e pioneiros representou a pior desgraça gerada nessa infeliz polêmica sobre a legislação ambiental do campo. Uns, condenáveis, outros, elogiáveis,ambos se misturaram no discurso exagerado, enganoso mesmo, brandido pelos radicais do ambientalismo.

Em nome de nobre causa - a defesa ecológica -, cometeram uma tremenda injustiça com os nossos antepassados, equiparando-os aos criminosos da floresta. Cuspiram em suas origens.

Semelhantes a qualquer outro povo espalhado no planeta, os pioneiros da Nação brasileira, certamente, suprimiram muitas florestas virgens. Começaram pela Zona da Mata nordestina, onde o latifúndio açucareiro se instalou ocupando a faixa úmida e ondulada que acompanha a costa atlântica. Depois, durante a corrida para a mineração, chegou a vez de o montanhoso solo mineiro ser desbravado. O mesmo ciclo de progresso estimulou a exploração pecuária nos pampas gaúchos.

Pedaços da vida selvagem cediam espaço para a civilização humana crescer.

Mais tarde, a frente de expansão adentrou a Mata Atlântica do Sudeste, buscando a excelente fertilidade das terras roxas.

São Paulo, por intermédio dos bandeirantes e, depois, dos imigrantes, assumia a dianteira econômica, e política, do País antes mesmo do fim da escravatura.

Nessa época, o navio trazendo o pai de José Batistela aportava no Porto de Santos. O que o movia era o sonho da prosperidade no além-mar.

O tempo passou. Somente quando a agronomia realizou uma de suas maiores façanhas tecnológicas - a conquista do Cerrado no Centro-Oeste-a última fronteira se efetivou. Há 40 anos se iniciava a interiorização do desenvolvimento nacional, processo que ainda receberá da historiografia o devido reconhecimento na consolidação do País. Confundir essa ocupação histórica do território com o dano ecológico causado pelos devastadores do presente significa tola, ou mal-intencionada, visão.

Nossos avós, definitivamente, não são criminosos ambientais, tampouco criaram "passivos" a serem recuperados. Ao contrário, eles geraram ativos produtivos para a civilização.

Como se teriam erguido, e abastecido, as cidades sem a lavra do solo virgem? Impossível. Derrubar árvores, drenar várzeas, combater peçonha foram exigências do progresso material da sociedade, aqui como alhures, turbinado pela explosão populacional.

Haverá, com certeza, um limite para a exploração planetária.

O que permite tal hipótese é o avanço tecnológico. Quanto mais as modernas técnicas garantem, no campo, maior produtividade por área explorada, mais se facilita a preservação de espaços naturais. Boa comprovação disso se encontra na pecuária brasileira. O volume de carne produzido hoje no Brasil exigiria, se mantido o nível de tecnologia de 30 anos atrás, um assustador acréscimo de 535 milhões de hectares nas pastagens. Economizou- se uma Amazônia.

No patamar de conhecimento atual, estima-se que as áreas já exploradas do território nacional seriam suficientes para atender à demanda de mercado por alimentos e matérias-primas.

Ou seja, após séculos de expansão sobre os biomas naturais, vislumbra-se um ponto de equilíbrio entre derrubar e produzir.

Mais que utopia, o desmatamento zero torna- se uma possibilidade real.

Seu José Batistela, agricultor da velha guarda, tem dificuldade para entender esse assunto da "pegada ecológica" da humanidade.

Mas concorda com a punição dos picaretas que, na Amazônia ou onde mais, zunem a motosserra afrontando conscientemente a lei florestal. Sabe que os tempos mudaram.

Aqui está o xis da questão: como consolidar, e regularizar, as áreas produtivas da agropecuária nacional sem facilitar a vida para os bandidos da floresta. Infelizmente, no debate polarizado sobre o novo Código Florestal, tudo virou um só dilema: anistiar, ou não, os desmatadores, colocando todos no mesmo saco. Desserviço à inteligência.

Chegou a hora de passar a limpo essa encrenca entre ruralistas e ambientalistas. Má interpretação, exageros, preconceitos confundiram a opinião pública, até no exterior. Na Europa, especialmente, ecoterroristas venderam a ideia de que o Código Florestal acabaria com a Amazônia.

Mentira deslavada. Abaixada a bola com a (correta) promulgação da Lei 12.651/2012, com vetos, seguida da imediata publicação da Medida Provisória 571, há que retomar a capacidade de interlocução.

Doravante valeria a pena ouvir a voz da sensatez. Recuperar a biodiversidade não se sobrepõe à proteção humana. Não faz nenhum sentido regredir, salvo o imprescindível nas matas ciliares, o território produtivo do País. Muito menos facilitar os desmatamentos.

Código Florestal, o Retorno.

Assim se poderia chamar o filme.

Só que, nesse novo enredo, José Batistela ocupará um papel honrado.

AGRÔNOMO, FOI SECRETÁRIO DE AGRICULTURA E SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO.  

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[21/02/2019] - Chuvas fortes dificultam entrega de boi no MT
[21/02/2019] - Frigoríficos não acham boi para comprar
[21/02/2019] - Carne: preços continuam caindo
[21/02/2019] - Tereza diz que previdência agrada ao setor
[21/02/2019] - MAPA pede solução para conflitos com índios
[20/02/2019] - Em Dubai, embaixada brasileira não é problema
[20/02/2019] - Arroba caiu em São Paulo

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[20/02/2019] - E os preços da reposição, para onde vão?
[20/02/2019] - Leite: Brasil notifica OMC para aumentar imposto
[20/02/2019] - Leite: greve travou crescimento em 2018
[20/02/2019] - Rússia inspeciona frigoríficos bolivianos
[20/02/2019] - O que muda na aposentadoria rural?
[20/02/2019] - Bancada ruralista promete apoio às reformas
[20/02/2019] - Bolsonaro a ruralistas: Brasil precisa da reforma
[19/02/2019] - Procuradoria deve cobrar R$ 2 bilhões da JBS
[19/02/2019] - Exportações de carne podem ter alta de quase 40%
[19/02/2019] - Frigoríficos tentam continuar a vender ao Irã
[19/02/2019] - Exportações de carne do MS batem recorde
[19/02/2019] - Arroba: pressão mesmo com oferta curta
[19/02/2019] - Leite longa vida sobe com menor produção
[19/02/2019] - Minerva tenta atrair interesse por ações
[18/02/2019] - Estados aumentam impostos sobre o Agro
[18/02/2019] - Arroba: frigoríficos seguem tentando pagar menos
[18/02/2019] - Milho: procura está em alta
[18/02/2019] - Leite: governo tentará retaliar a UE
[18/02/2019] - Enchente mata meio milhão de bois
[15/02/2019] - Frigoríficos aumentam a pressão sobre o boi
[15/02/2019] - Carne: será que as vendas melhoram no Carnaval?
[15/02/2019] - Leite: governo ainda não aumentou tarifa da UE
[15/02/2019] - Leite: CEPEA mudará cálculo do preço ao produtor
[15/02/2019] - China fecha acordo para importar frango do Brasil
[15/02/2019] - Acordo com China puxa ações de frigoríficos
[15/02/2019] - JBS substitui Marfrig e assina parceria com ACNB
[15/02/2019] - Empresa da JBS tem prejuízo nos EUA
[15/02/2019] - Marfrig já está exportando ao Japão
[14/02/2019] - Carne: margem de lucro do varejo aumentou
[14/02/2019] - Arroba: o mercado está devagar?
[14/02/2019] - CEPEA: produtividade aumentou nos últimos anos
[14/02/2019] - Justiça pede explicações sobre fim da tarifa
[14/02/2019] - Produtores de leite protestam por falta de energia
[14/02/2019] - Indígenas plantam 18 mil hectares de grãos
[14/02/2019] - Tereza defende o direito de índios de produzir
[14/02/2019] - Funrural: produtor tem dúvidas sobre o pagamento
[14/02/2019] - Governo incentiva financiamento rural
[14/02/2019] - Frio extremo mata gado leiteiro nos EUA
[13/02/2019] - Leite: como o governo aumentará a tarifa da UE?
[13/02/2019] - Reforma aumenta contribuição rural ao INSS
[13/02/2019] - Conta de luz rural pode aumentar
[13/02/2019] - Arroba: oferta curta está puxando preço do boi
[13/02/2019] - Exportações de couro em alta
[13/02/2019] - Oferta de gado pode diminuir
[13/02/2019] - MT: utilização de capacidade dos frigos é recorde
[13/02/2019] - Falta reposição no Pará
[13/02/2019] - Exportações do agro batem US$ 102 bi em 1 ano
[13/02/2019] - Minerva quer incentivo fiscal para reabrir unidade
[12/02/2019] - Exportações: fevereiro já começou com recordes?
[12/02/2019] - Exportações à Rússia em 2019 já batem 2018

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br