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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
141,00 133,00 137,00
GO MT RJ
133,00 130,00 136,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1200,00
Garrote 18m 1430,00
Boi Magro 30m 1720,00
Bezerra 12m 900,00
Novilha 18m 1130,00
Vaca Boiadeira 1350,00

Atualizado em: 16/10/2017 10:09

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Eliminar umidade de cochos preserva saúde

 
 
 
Publicado em 18/07/2007
Preservar cochos e bebedouros sem umidade excessiva, por exemplo, é uma medida simples que pode evitar transtornos e prejuízos com a saúde do rebanho. O zootecnista Haroldo Queiroz, da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) dá as dicas de como evitar o problema.

O excesso de umidade em torno dos cochos e bebedouros, a lama e as poças d’água que se formam nesses locais são indesejáveis porque aumentam o risco de acidentes com animais, levando a fraturas de membros. “O risco se torna maior pela combinação de terreno escorregadio com o aumento da competição pelas áreas mais secas nas proximidades do cocho ou bebedouro”, afirma o zootecnista da Embrapa Gado de Corte, Haroldo Queiroz.

Outro problema causado pela umidade é o apodrecimento da madeira das instalações, afundando as pernas e desnivelando o cocho do telhado de cobertura, o que pode ocasionar até o seu tombamento. A movimentação e a erosão do solo também podem provocar rachaduras na alvenaria dos cochos e bebedouros e inutilizá-los por completo. A água empoçada próxima a essas instalações também dificulta o abastecimento manual ou mecânico dos cochos, além de favorecer a reprodução e multiplicação de micróbios patogênicos (por exemplo bactérias causadoras de diarréia nos bezerros) e de parasitas.

A concentração de animais, a proximidade entre eles no momento de beber a água, lamber o sal e comer os suplementos torna os cochos um local favorável à transmissão de doenças e parasitas pelo contato direto entre os animais, pelo contato dos animais saudáveis com secreções e fezes dos animais contaminados. A umidade do local, a lama e a água empoçada prolongam a sobrevivência dos parasitas e microorganismos além de espalhar o inóculo aumentando a probabilidade de contaminar outros animais. A combinação de fezes e umidade favorece também multiplicação de moscas parasitárias, como a mosca-dos-chifres, e de moscas transmissoras de doenças.

As principais medidas a serem tomadas para evitar a formação de lama e erosão em torno dos cochos e bebedouros são a escolha do local, a drenagem da área e o capeamento solo. “Para evitar o acúmulo de umidade ou empoçamento de água, o local escolhido para a instalação do cocho ou do bebedouro deve ser convexo e nunca uma baixada ou concavidade do terreno e para evitar erosões o local deve ser plano e alto. Se não for possível, deve ter pouca declividade e estar longe de vertentes, aqueles locais por onde corre a enxurrada. Os locais com solo arenoso, permeável e bem drenado são preferíveis aos locais de solo argilosos”, ensina Queiroz.

Caso seja necessário fazer essas instalações em local inclinado, a área de concentração dos animais, o “malhadouro”, deve ser drenada com canaletas cavadas no solo com um “V” apontando para a parte mais alta do terreno. Se essas medidas forem insuficientes, a formação de lama deve ser evitada pelo capeamento impermeabilizante do local. Neste caso os revestimentos mais indicados são o cascalho e o concreto. Sob a orientação de um zootecnista, outras soluções, sozinhas ou combinadas com as anteriores podem ser consideradas, a depender do custo e das características do local a ser protegido.

O cascalhamento do local é uma solução simples, rápida e de baixo custo de implantação, embora seja de baixa durabilidade, exigindo reposições trienais, bienais e, em alguns casos, até anuais. O cascalho, posto numa camada de 20 a 30 cm, deve recobrir uma largura equivalente ao comprimento de dois bois e meio a partir das bordas do bebedouro ou comedouro. Depois de espalhado no local o cascalho deve ser compactado com a roda do trator ou com socadores manuais. O cascalho utilizado é mesmo empregado no revestimento de ruas. Deve-se, entretanto, ter o cuidado de remover ou quebrar as pedras com diâmetro maior que 10 cm.

Outra opção é o revestimento do local com uma camada de 10 cm de concreto. “Esta solução tem um custo de implantação mais elevado, porém mais baixo a longo prazo, já que um concreto de traço adequado tem durabilidade superior aos trinta anos utilizados no cálculo de sua depreciação”, explica o zootecnista. Neste caso os cochos e bebedouros devem ser calçados numa distância de 2 m de largura. Para o revestimento de 10 cm o traço, a proporção dos ingredientes, mais indicado é o 1:2:3 (cimento:areia:pedra) com 25 litros de água para cada saco de cimento. A pedra recomendada é uma mistura, meio a meio, das britas número 1 e 2.

Esse traço consome 345 kg de cimento, 487 litros de areia seca, 365 litros de brita 1, 365 litros de brita 2 e 181 litros de água por metro cúbico de concreto, o suficiente para 10 m² de piso ou 5 m lineares de calçada. Este concreto deve ser reforçado com uma armação de vegalhões de aço (6 mm de diâmetro) dispostos a cada 20 cm , demandando 10 m / m², mais 1 m para cada 2 m de borda, e amarrados com 4 m de arame comum.

Caso os cochos sejam compridos, ou a calçada do bebedouro do bebedouro circular tenha um perímetro longo, é necessário deixar, no concreto, vãos de dilatação a cada 2 m de calçada. Para cada m² de calçamento serão necessários 35 kg de cimento, 50 litros de areia seca, 40 litros de brita 1, 40 litros de brita 2, 20 litros de água, 12 m de vergalhão de 6 mm e 4 m de arame. Com informações do Midiamax.

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