Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
147,00 131,00 142,00
GO MT RJ
143,00 132,00 141,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1300,00
Garrote 18m 1570,00
Boi Magro 30m 1930,00
Bezerra 12m 950,00
Novilha 18m 1170,00
Vaca Boiadeira 1320,00

Atualizado em: 15/12/2017 11:42

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Carne Fraca: um mês depois, pecuarista pagou conta

 
 
 
Publicado em 17/04/2017

Desde o início da Operação Carne Fraca até a quinta-feira (13), a JBS e a BRF perderam juntas R$ 5,471 bilhões de seu valor de mercado, segundo a empresa de informações financeiras Economatica. Apesar de toda a repercussão negativa do caso que completa um mês nesta segunda-feira (17), as exportações de carne brasileira aumentaram em março. O preço da carne, no entanto, caiu.

No mercado financeiro, a JBS foi a mais penalizada e perdeu 15,35% do seu valor, que era R$ 32,6 bilhões antes da operação e encerrou o ultimo pregão valendo R$ 27,6 bilhões. A BRF perdeu 1,45% do seu valor, que passou de R$ 31,9 bilhões para R$ 31, 5 bilhões.

Os analistas de mercado que acompanham o setor ainda têm dúvidas sobre como o dano à imagem da carne brasileira poderá impactar no preço do produto e na margem de lucro das empresas.

“Ainda há muitas questões para serem esclarecidas para que possamos medir o real impacto dos embargos em volumes, preços, margens e geração de caixa das companhias do setor”, afirmaram os analistas do Banco do Brasil, em relatório.

Para o diretor da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, a força-tarefa internacional do Brasil para recuperar a credibilidade dos importadores deve elevar os custos dos produtores, já que as carnes deverão passar por novos procedimentos preventivos antes de deixar os portos.

“Exames que antes eram aplicados apenas em amostragem de carnes, agora serão realizados em todos os produtos. Além disso, a carga vai demorar mais para sair do país por passar por mais vistorias. Quem paga essa conta é o exportador”, explica o diretor.

A União Europeia, por exemplo, já anunciou que enviará após o feriado de Páscoa uma comitiva para inspecionar os frigoríficos brasileiros.

Há um mês, a Polícia Federal deflagrou a operação Carne Fraca, que investigou irregularidades em 21 frigoríficos brasileiros. Eles são suspeitos de pagar propina a fiscais sanitários do Ministério da Agricultura e a vender carne de má qualidade.

Após o escândalo, alguns países anunciaram restrições à importação de carnes brasileiras. Alguns dos nossos maiores compradores, como China e Hong Kong chegaram a suspender totalmente a entrada de carne brasileira. Um mês depois da operação, a lista de países com restrição total à importação de carne brasileira inclui 17 países, como Argélia, Angola e Bahamas, mas nenhum deles figura entre nossos maiores compradores.

Os grandes compradores, como China, União Europeia e Emirados Árabes Unidos, mantêm uma restrição apenas à carne dos 21 frigoríficos investigados pela Operação Carne Fraca.

A retomada das importações pelos grandes compradores ajudou a manter a normalidade na balança comercial. As exportações de carne brasileira fecharam o mês de março em alta na comparação com o ano anterior. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a exportação de carnes de frango, bovina e suína, juntas, somaram U$1,34 bilhão, o que representa uma alta de 9%.

Na primeira semana de abril, dados até o dia 9 de abril, a média de venda de carne por dia útil foi de US$ 57,021 milhões. Em todo o mês de abril de 2016 essa média diária foi de US$ 58,529 milhões.

A Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa os fabricantes de carne bovina, mantém as projeções para este ano. “As projeções indicam crescimento das exportações de carne bovina em 2017, sendo 9% em faturamento e 11% no volume das exportações”, aponta a associação.

Do dia 17 de março, quando foi deflagrada a operação Carne Fraca, até o dia 12 de abril, o preço da arroba do boi gordo passou de R$ 144,72 para R$ 136,44, uma queda de quase 6%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Para o pesquisador do Cepea Sérgio de Zen, o ritmo mais acentuado da queda, verificado neste último mês, está relacionado à operação da Polícia Federal, que afetou a produção de parte dos frigoríficos, principalmente de bovinos.

Zen destaca que existe, nessa época do ano, um fator sazonal, e por isso, uma redução no preço era esperada, mas em um ritmo menor do que o verificado. “Os dois fatores combinados levam a esse tamanho de queda. A expectativa é que a gente não tivesse uma queda tão abrupta”, disse.

“A gente tem uma situação que o mercado espera uma baixa, então qualquer agitação leva a isso mesmo. É esperado que quando se tem uma turbulência haja instabilidade” disse.

De acordo com um relatório do banco BTG Pactual, os revendedores poderão se beneficiar dessa queda de preços do boi. “É importante notar que os preços do gado caíram 3% em março depois que diversas empresas de carne bovina decidiram suspender o abate. Com a normalização da demanda de carne, acreditamos que os revendedores poderão se beneficiar de rápidas recuperações do preço da carne. Já o preço do gado deve demorar mais para se recuperar. Isso corrobora com nossa visão de que as margens das indústrias serão não só preservadas, mas expandidas”, dizem os analistas.

No cenário interno, para especialistas do J.P Morgan, o escândalo não deve ocasionar mudanças significativas aos volumes do setor no Brasil já que a JBS e a BRF detêm, juntas, 2/3 do comércio de carne no Brasil.

“Além disso, nossa análise indica que os revendedores de carne dessas empresas possuem seus próprios sistemas de inspeção e nunca dependeram da inspeção federal, então eles não têm receio de ter comprado carnes estragadas. Acreditamos que essa operação possa, na verdade, estimular a consolidação da indústria de carne no Brasil”, diz o relatório.

Logo após o início das investigações, empresas citadas na operação divulgaram notas de posicionamento e anunciaram medidas.

A BRF teve uma de suas fábricas interditada pelo Ministério da Agricultura, a de Mineiros (GO). A unidade produz carne de frango e de peru, para exportar e para o mercado interno, e representa menos de 5% da produção total da BRF, segundo a empresa.

O Ministério da Agricultura detectou água em excesso nos frangos produzidos pela unidade, o que foi classificado como um “problema de ordem econômica” pelo secretário executivo do órgão, Eumar Novacki, sem risco à saúde dos consumidores.

Em nota, a BRF informou que alguns dos resultados nas análises de Drip Test, teste que mede o teor de água no descongelamento de carcaças de frango, realizadas pelo Ministério da Agricultura em frangos produzidos em seis datas diferentes na unidade de Mineiros (GO) foram diferentes dos resultados obtidos dentro da unidade produtora.

"Existem inúmeras variáveis que podem interferir nos resultados de Drip Tests realizados em frangos congelados coletados nos centros de distribuição, tais como condições de transporte e acondicionamento do frango assim como questões fisiológicas . A BRF já solicitou outros testes junto ao MAPA e está realizando uma verificação rigorosa nos seus controles de processo na fábrica e centros de distribuição. Até uma resposta definitiva, os produtos permanecerão retidos, apesar da inexistência de riscos à saúde do consumidor", disse a nota.

Já a JBS, que é dona das marcas Friboi e Seara e teve um funcionário da unidade de Lapa (PR) citado na investigação, não teve nenhuma fábrica interditada. No entanto, a empresa chegou a suspender o abate por três dias em 33 de suas 36 unidades de produção de bovinos.

Logo em seguida, a empresa retomou a produção nesses locais, porém com uma redução de 35%. Na mesma semana, anunciou férias coletivas em 10 de suas 36 unidades de bovinos: Lins (SP), Naviraí (MS), Nova Andradina (MS), Anastácio (MS), Senador Canedo (GO), Alta Floresta (MT), Juína (MT), Diamantino (MT), Pedra Preta (MT) e Tucumã (PA).

As férias coletivas de 20 dias tiveram início no dia 3 de abril, e podem ser prorrogadas por mais 10. “A medida é necessária em virtude dos embargos temporários impostos à carne brasileira pelos principais países importadores, assim como pela retração nas vendas de carne bovina no mercado interno nos últimos dez dias”, disse a JBS em comunicado.

Ao G1, a JBS afirmou, em nota, que "não compactua com desvios de conduta e tomará todas as medidas cabíveis" e que irá "reforçar seu comprometimento com a qualidade de seus produtos e reitera seu compromisso histórico com o aprimoramento das práticas sanitárias”. Com informações do G1.
 

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[15/12/2017] - Arroba: frigoríficos correm atrás de boi
[15/12/2017] - Carne sobe e está no maior preço do ano
[15/12/2017] - Exportações de carne podem bater novo recorde
[15/12/2017] - CNA: manutenção de vacina complica vendas aos EUA
[15/12/2017] - Senado aprova Lei do Funrural mas Temer deve vetar
[15/12/2017] - Produtor foi expulso de terras por indígenas
[15/12/2017] - Índios são usados para obter verbas públicas

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[15/12/2017] - ARTIGO: Governo é dono de 47% das terras do País
[15/12/2017] - Esvaziada, CPMI da JBS acaba
[14/12/2017] - Arroba: altas são generalizadas
[14/12/2017] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[14/12/2017] - Exportações de carne seguem fortes em dezembro
[14/12/2017] - Exportações de carne do MT batem recorde
[14/12/2017] - Abates cresceram 9% no terceiro trimestre
[14/12/2017] - MAPA cede e facilita importação de trigo russo
[13/12/2017] - Arroba: frigoríficos estão precisando comprar boi
[13/12/2017] - Reposição ganha força com a chegada das chuvas
[13/12/2017] - Exportação de gado subiu quase 32% em 2017
[13/12/2017] - Agência prevê 2018 melhor para os frigoríficos
[13/12/2017] - Mercosul cede, mas UE adia acordo para 2018
[13/12/2017] - Brasil trabalha forte para abrir mercado britânico
[13/12/2017] - Maggi crê que mercado dos EUA será reaberto logo
[13/12/2017] - Argentina ganha espaço entre os exportadores
[13/12/2017] - JBS deverá devolver terreno de frigorífico no MT
[13/12/2017] - Câmara conclui aprovação da Lei do Funrural
[13/12/2017] - Famato pede prorrogação para inscrição no CAR
[13/12/2017] - MST invade fazenda recém-desocupada no Paraná
[12/12/2017] - Exportações de carne bovina: recorde histórico
[12/12/2017] - MAPA vai atender exigências dos russos
[12/12/2017] - Arroba: frigoríficos tentam segurar alta do boi
[12/12/2017] - Produção de carne fica estável no MS
[12/12/2017] - Frigoríficos criticam imposto menor para o boi
[12/12/2017] - Mais um processo contra a JBS e Wesley Batista
[12/12/2017] - UE quer abertura, mas carne bovina ainda é entrave
[11/12/2017] - Operação da PF investiga propina da JBS a fiscal
[11/12/2017] - Arroba continua a subir com firmeza
[11/12/2017] - Carne sobe e melhora perspectiva para o boi
[11/12/2017] - Reposição começa a se agitar no Tocantins
[11/12/2017] - Acordo com a UE pode ser anunciado até o dia 21
[11/12/2017] - Missão oficial de Hong Kong inspeciona frigorífico
[11/12/2017] - Funrural: votação deve acabar amanhã na Câmara
[11/12/2017] - Venda de milho está parada
[08/12/2017] - Arroba: frigoríficos pagam cada vez mais pelo boi
[08/12/2017] - Frigoríficos: vendas para o Natal surpreendem
[08/12/2017] - Reação do mercado agora depende do consumidor
[08/12/2017] - JBS diz que vai recuperar o mercado perdido
[08/12/2017] - BNDES deve vender ações da JBS
[08/12/2017] - JBS mantém planos de vender ações em NY
[08/12/2017] - Venda da Itambé pode parar na Justiça
[08/12/2017] - Governo do MS reduz impostos para laticínios
[08/12/2017] - Preço do farelo de algodão cai com força
[07/12/2017] - Arroba: boi sobe e tem mais espaço para alta
[07/12/2017] - Preço do bezerro sobe com volta das chuvas
[07/12/2017] - Exportações podem fechar ano com forte alta
[07/12/2017] - Ameaça de Trump faz México buscar carne do Brasil
[07/12/2017] - Negociações para reabertura da Rússia vão bem
[07/12/2017] - Compra da Itambé cria nova líder no leite

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br