Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
137,00 123,00 128,00
GO MT RJ
119,00 122,00 133,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1180,00
Garrote 18m 1390,00
Boi Magro 30m 1730,00
Bezerra 12m 900,00
Novilha 18m 1150,00
Vaca Boiadeira 1370,00

Atualizado em: 22/5/2017 10:13

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Com acordo, JBS se livra de operações da PF

 
 
 
Publicado em 18/05/2017

Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?".

Em nota, Temer disse que "jamais" solicitou pagamentos para obter o silêncio de Cunha e negou ter participado ou autorizado "qualquer movimento" para evitar delação do correligionário.

A assessoria do deputado Rodrigo Rocha Loures informou que ele que vai "esclarecer os fatos divulgados" sobre a delação.

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas "ações controladas", num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.

Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.

A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão descarada?

Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento incomum. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.

Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS contratou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.

Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada.  Com informações do jornal O Globo.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[22/05/2017] - Pecuaristas não querem vender gado à JBS
[22/05/2017] - Temer prepara retaliação à dona da JBS
[22/05/2017] - JBS: Ética, só fora do Brasil
[22/05/2017] - BNDES: JBS pagou US$ 220 mi em propinas
[22/05/2017] - Pecuaristas do MT pedem intervenção do governo
[22/05/2017] - Sem alternativa ao JBS, pecuarista tem prejuízo
[22/05/2017] - Arroba: como a nova crise está afetando o boi?
[22/05/2017] - Reposição: como está o mercado?
[22/05/2017] - Custo de produção do leite caiu novamente
[22/05/2017] - Agro deverá puxar PIB mesmo com nova crise
[22/05/2017] - Demanda em alta evita queda do farelo de soja

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[19/05/2017] - Arroba: crise chegou ao bolso do pecuarista?
[19/05/2017] - JBS: Batistas venderam ações
[19/05/2017] - JBS: pecuarista está correndo risco?
[19/05/2017] - JBS: lucro com compra de dólares pagará multa
[19/05/2017] - JBS: Batistas estão de mudança para os EUA
[19/05/2017] - Delação da JBS: o crime compensou?
[19/05/2017] - Carne sem osso: preços caíram
[19/05/2017] - CAR: metade das propriedades do MS está fora
[19/05/2017] - Tumulto político paralisa discussão sobre Funrural
[18/05/2017] - Com acordo, JBS se livra de operações da PF
[18/05/2017] - JBS comprou dólar para lucrar com escândalo?
[18/05/2017] - Pecuaristas querem receber à vista da JBS
[18/05/2017] - Arroba: frigoríficos não querem comprar à vista
[18/05/2017] - Arroba: frigoríficos aproveitam para pressionar
[18/05/2017] - Confinamento: o que vai acontecer?
[18/05/2017] - CPI da Funai aprova indiciamento de 90 pessoas
[18/05/2017] - Aftosa: pecuaristas discutem fim da vacinação
[17/05/2017] - TCU: BNDES perdeu R$ 711 mi com JBS
[17/05/2017] - MAPA: novas operações da PF já eram esperadas
[17/05/2017] - PF divulga lista de empresas alvo de operação
[17/05/2017] - Brasil quer exportar boi em pé ao Kuwait
[17/05/2017] - Arroba: é hora de vender?
[17/05/2017] - Carne bovina ganha espaço em relação ao frango
[17/05/2017] - Reposição: mercado ainda devagar em Goiás
[17/05/2017] - Cotações desabam e negociações com milho travam
[17/05/2017] - Funrural: negociações chegam a impasse
[16/05/2017] - PF: operação na fiscalização do MAPA em 4 estados
[16/05/2017] - Arroba: frigoríficos retomam pressão de baixa
[16/05/2017] - Acrimat: queda da arroba confirma manipulação
[16/05/2017] - Como separar agora JBS e Bertin?
[16/05/2017] - JBS: problemas com a Justiça adiam oferta de ações
[16/05/2017] - Lucro bruto do JBS caiu 92% na América do Sul
[16/05/2017] - Reposição reage e pára de cair
[16/05/2017] - Exportações de carne decepcionam e voltam a cair
[16/05/2017] - Farelo de soja: preços caíram
[16/05/2017] - Governo fecha alíquota de 1,5% para o Funrural
[16/05/2017] - Caiado apresenta projeto de anistia do Funrural
[16/05/2017] - CPI da Funai deve indiciar quase 100 pessoas
[15/05/2017] - Donos da JBS podem fazer delação premiada
[15/05/2017] - JBS e Bertin: fusão será revertida?
[15/05/2017] - Credores cobram mais de R$ 10 bi dos Bertin
[15/05/2017] - Arroba: pressão de baixa voltou?
[15/05/2017] - Coréia e EUA vêm ao Brasil para ampliar compras
[15/05/2017] - Preço do milho continua a cair
[12/05/2017] - JBS: PF investiga fraude que envolve Palocci
[12/05/2017] - Irmãos Batista são foco da operação da PF
[12/05/2017] - Marfrig: prejuízo dobrou com câmbio e Carne Fraca
[12/05/2017] - Arroba: abates voltaram ao nível pré Carne Fraca
[12/05/2017] - Carne sobe e mantém margens altas de frigos
[12/05/2017] - ABIEC: preço médio da carne exportada subiu

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br