Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
149,00 143,00 143,00
GO MT RJ
139,00 135,00 145,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1350,00
Garrote 18m 1570,00
Boi Magro 30m 1940,00
Bezerra 12m 970,00
Novilha 18m 1170,00
Vaca Boiadeira 1380,00

Atualizado em: 22/10/2018 11:24

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Ameaça de Trump faz México buscar carne do Brasil

 
 
 
Publicado em 07/12/2017

Os brasileiros estão mais perto de conseguir exportar carne bovina e suína in natura para o mercado mexicano. A barreira usada até agora - a alegação de que o Brasil não pode garantir que os rebanhos estejam livres da febre aftosa - pode ser contornada. E, além da carne, há espaço para ampliar exportações de milho, cosméticos, automóveis, entre outros produtos, sem que o importador mexicano pague tarifas alfandegárias.

O sinal verde está sendo dado por empresários mexicanos que assessoram o governo do presidente Enrique Peña Nieto nas negociações com o Brasil. E eles têm pressa. Estão propondo que as conversas sejam encerradas no primeiro trimestre de 2018, antes que as campanhas para eleger novos presidentes nos dois países estejam a todo vapor. O México tem eleições em julho e o Brasil, em outubro. O risco de se politizar acordos comerciais é considerável.

A médio prazo, a maior abertura a produtos brasileiros tem a ver com a constatação de que o México precisa diversificar fornecedores e compradores, reduzindo a dependência dos Estados Unidos. Uma parte dos empresários mexicanos, não a maioria, ainda teme que o acordo de livre comércio com EUA e Canadá, o Nafta, seja destruído pelo presidente Donald Trump. O Nafta deve sobreviver, ainda que modificado, mas as ameaças de Trump estão fazendo com que as empresas mexicanas busquem outras alternativas.

É nesse contexto que Brasil e México podem ampliar o intercâmbio comercial. Neste ano, até outubro, foi de US$ 7,1 bilhões, 18% maior do que o mesmo período do ano passado. "Estamos interessados em abrir nosso mercado ao Brasil", diz Rafael Nava Uribe, presidente da seção para a América do Sul do Comce, associação mexicana que reúne 2 mil empresas exportadoras e importadoras.

O diretor-geral do Comce, Fernando Ruiz Huarte, também bate na tecla de que é preciso diversificar as relações comerciais. "Não é saudável vender 80% de nossos produtos em um só mercado", diz ele, referindo-se aos EUA.

O milho é um exemplo da dependência americana. O México compra dos EUA 98% do milho que consome. O vice-ministro de Economia do México, Juan Carlos Baker, disse recentemente ao jornal britânico Financial Times" que estava considerando a possibilidade de abrir o mercado para o milho do Brasil e da Argentina.

A safra de milho nos dois países foi grande neste ano, o que ajudou a elevar a venda aos mexicanos em 11%, até setembro, em relação a 2016. O volume é pequeno em relação ao vendido pelos EUA. Enquanto os americanos exportaram 10,5 milhões de toneladas aos mexicanos em setembro, o Brasil vendeu 100,8 mil toneladas.

"Os empresários mexicanos estão abrindo os olhos para o Brasil e o Brasil está em um momento favorável", diz João Marcelo Galvão de Queiroz, ministro-chefe da Embaixada do Brasil no México, referindo-se à safra de grãos deste ano. O diplomata lamenta que o Brasil ainda não esteja exportando carne in natura, uma demanda brasileira que já dura cerca de dez anos.

Nava, do Comce, vê dois caminhos para a carne brasileira no México. Um seria replicar o modelo aplicado à carne uruguaia. "O Uruguai não está totalmente livre de aftosa, mas compramos deles. O que fazemos é ter fiscais nossos lá, que liberam a carne". Segundo ele, isso encarece a carne, mas é um jeito de entrar no mercado mexicano, dominado pela carne dos EUA.

A outra alternativa é usar o instrumento de "reconhecimento mútuo", ou seja, o Brasil aceitaria a carne mexicana e vice-versa. "Mesmo que o México não exporte carne ao Brasil, e não deverá exportar, seria uma forma de comprarmos carne do Brasil", diz Nava.

O Brasil já é um grande exportador de carne de frango, in natura congelada, ao mercado mexicano. Mas a exportação está limitada a uma cota, sob pressão dos produtores locais. "O Brasil ocupa quase 100% da cota. É um mercado novo, que não existia há quatro anos", diz Queiroz. Essa cota, também aberta a outros países, expira neste mês e não se sabe o que o governo mexicano vai fazer.

Brasil e México podem, desde 2002, intercambiar, sem pagar tarifas de importação, 800 produtos. Em 2015, os dois países decidiram ampliar este acordo e mais 1.200 produtos foram incluídos na lista negociada. Dentre eles, produtos químicos para fazer garrafas PET e cosméticos, setor onde a brasileira Natura já tem uma operação estabelecida há mais de dez anos no México, com uma força de vendas de 200 mil pessoas.

Os dois países estão negociando a inclusão de mais 2 mil produtos. Carne e grãos estão nesse grupo, considerado mais sensível. "Acredito que cheguemos a um total de 5 mil produtos na lista nova", diz Nava. Açúcar e café, segundo ele, não devem entrar de jeito nenhum. O México exporta essas duas commodities e pretende proteger a produção local.

O acordo automotivo, que permite exportar e importar carros e autopeças, pagando tarifa zero desde 2002, também está sobre as mesas do Itamaraty e da Secretaria de Economia do México. Em sua versão original, não havia cotas, o comércio estava liberado. Mas, em 2015, o Brasil pediu cotas e reclamou que carros usados importados pelos mexicanos dos EUA estavam tirando mercado dos carros populares brasileiros.

O México, então, começou a exigir que os carros usados vindos do outro lado da fronteira teriam que ter determinado limites de emissão de CO2. Com isso, a importação caiu de cerca de 1 milhão de carros, em 2014, para 50 mil, um ano depois. O sistema de cotas tem prazo para terminar: março de 2018.

"Como o governo brasileiro não pediu até agora para manter as cotas, acredito que o comércio será liberado novamente", diz Nava, lembrando que se trata de um intercâmbio administrado, já que as montadoras instaladas no Brasil também operam no México.  Com informações do Valor.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[22/10/2018] - Arroba: frigoríficos pararam de comprar boi
[22/10/2018] - Arroba caiu, mas reposição não
[22/10/2018] - MP interdita unidade do Marfrig
[22/10/2018] - Mudança de governo dificulta acordo com a UE
[22/10/2018] - PIB da Pecuária cai e puxa PIB do Agro para baixo
[22/10/2018] - Dólar cai e já reduz preço do farelo de soja
[22/10/2018] - Milho: aumento de oferta derruba preços

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[19/10/2018] - Arroba: frigoríficos seguem pressionando
[19/10/2018] - Baixa da arroba preocupa pecuaristas em GO
[19/10/2018] - Hong Kong quer restringir frigoríficos habilitados
[19/10/2018] - Irã quer ampliar compras de alimentos do Brasil
[19/10/2018] - Operações da PF ainda afetam vendas de carne
[19/10/2018] - Preço do leite negociado entre as indústrias caiu
[19/10/2018] - Escócia anuncia descoberta de caso de vaca louca
[18/10/2018] - Queda da arroba ganha força
[18/10/2018] - Produtividade do boi de SP é maior
[18/10/2018] - Carne bovina salva balança comercial de carnes
[18/10/2018] - Cuidado ao aderir ao Refis do Funrural
[18/10/2018] - Deputados reagem a nova demarcação no Paraná
[17/10/2018] - Senado prorroga adesão ao Refis do Funrural
[17/10/2018] - Arroba perde força e recua
[17/10/2018] - Brasil não aproveita cota para vendas à UE
[17/10/2018] - Justiça aceita recuperação judicial de frigorífico
[17/10/2018] - BRF tenta acordo de leniência
[17/10/2018] - Milho: preços despencam e travam vendas
[17/10/2018] - Bancada já indica nomes ao MAPA de Bolsonaro
[17/10/2018] - Políticos já falam em taxar o agronegócio
[17/10/2018] - Reposição ganha força no Maranhão
[16/10/2018] - Exportações devem bater recorde novamente
[16/10/2018] - EUA prevêem que Brasil exportará mais carne
[16/10/2018] - Arroba: confinamento chega e pressiona o boi
[16/10/2018] - Consumo de carne dá sinais de melhora
[16/10/2018] - Leite: longa vida cai no atacado e no varejo
[16/10/2018] - PF vê fraudes praticadas pela BRF
[16/10/2018] - BRF diz ter tolerância zero
[16/10/2018] - MAPA: vigilância contra aftosa em Roraima
[15/10/2018] - Abílio Diniz é indiciado pela Carne Fraca
[15/10/2018] - Incêndio fecha unidade do Marfrig
[15/10/2018] - JBS tenta levantar US$ 500 mi para rolar dívidas
[15/10/2018] - Arroba: frigoríficos estão testando o mercado
[15/10/2018] - Reposição: preços vão subir?
[15/10/2018] - Carne recua no atacado
[15/10/2018] - Milho: compradores se retraem e preço cai
[15/10/2018] - Leite: preço afasta pecuaristas da atividade
[15/10/2018] - Confusão sobre Refis do Funrural só aumenta
[15/10/2018] - STF mantém liberação de gado em Santos
[15/10/2018] - Invasão de índios à Funai termina em morte
[11/10/2018] - Exportações do Agro devem chegar a R$ 100 bi
[11/10/2018] - Exportações de carne bovina devem bater R$ 7 bi
[11/10/2018] - Arroba: frigoríficos pressionam e mercado trava
[11/10/2018] - CEPEA: preço do boi oscila com força
[11/10/2018] - EUA batem recorde na exportação de carne
[10/10/2018] - Aliado detalha propostas de Bolsonaro para o Agro
[10/10/2018] - Bancada vai ao RJ para dar apoio a Bolsonaro
[10/10/2018] - Arroba: confinamento pressiona cotação do boi
[10/10/2018] - Preço da carne não caiu
[10/10/2018] - Leite: primeira queda em sete meses

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br