Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
149,00 143,00 143,00
GO MT RJ
139,00 135,00 145,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1350,00
Garrote 18m 1570,00
Boi Magro 30m 1940,00
Bezerra 12m 970,00
Novilha 18m 1170,00
Vaca Boiadeira 1380,00

Atualizado em: 22/10/2018 11:24

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Acordo com a UE pode ser anunciado até o dia 21

 
 
 
Publicado em 11/12/2017

As barganhas finais entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entraram numa fase de turbulência neste domingo, em Buenos Aires, mas o presidente Michel Temer previu que o anúncio de um acordo político poderá ocorrer no dia 21, em Brasília, na cúpula do Mercosul. "Os avanços foram significativos nas últimas semanas, [mas] tem a questão da agricultura, do automotivo, que serão solucionados em brevíssimo tempo", insistiu o presidente, enquanto o ministro Aloysio Nunes, das Relações Exteriores, afirmava que ainda faltam muitas questões técnicas a resolver.

"Essa negociação faz mais de 20 anos, avançou muito e é provável que até o dia 21 possamos dar um passo a mais, pelo menos uma espécie de acordo político", afirmou Temer. "Se não concluir, seguramente vamos concluir em seguida", sem dizer quando.

Ministros do Mercosul e os comissários europeus de Comércio, Cecilia Malmström, e da Agricultura, Phil Hogan, se reuniram ontem desde cedo na chancelaria argentina. E a primeira decepção apareceu quando os europeus não colocaram na mesa a oferta melhorada para carne bovina e etanol.

O ministro do Mdic, Marcos Pereira, cobrou então uma data para os europeus apresentarem a oferta. Os europeus retrucaram que o Mercosul tampouco fez o que tinha de fazer, já que a sua oferta agrícola apresentada na semana passada tem condicionalidades, incluindo mais acesso para seus produtos industriais.

Os ministros e os comissários deram ordem para os técnicos continuarem as negociações. Mas o ímpeto da Argentina para anunciar o acordo em Buenos Aires, na quarta-feira, sofreu um forte revés. "Mas vamos trabalhar para tentar ainda algo até quarta-feira", disse um negociador brasileiro.

Seja como for, as condições de exportação agrícola do Mercosul para a UE, de produtos considerados sensíveis pelos europeus, estão praticamente definidas, podendo em alguns casos ter ajustes ainda na barganha final que está sendo travada.

O Valor teve acesso à oferta agrícola europeia apresentada na semana passada ao Mercosul, em Bruxelas - ainda sem acesso maior para carne bovina e etanol. Os volumes tiveram aumentos modestos para várias commodities, novas cotas foram criadas, em alguns casos livres de tarifa.

Segundo documento interno europeu, Bruxelas só não vai liberalizar completamente 18,2% dos produtos agrícolas e processados (paps) do Mercosul, dos quais só 0,4% ficará completamente excluído de acesso melhorado no mercado europeu.

Na oferta final para carne suína, a UE aumentou a cota de 12.250 toneladas para 17 mil toneladas. Para carne de frango, subiu de 78 mil para 90 mil toneladas. Milho e trigo tiveram aumentos de 50 mil toneladas cada nas cotas, desta vez livres de tarifa, ante a taxa de EUR 6 por tonelada da incluída na oferta anterior.

A tarifa na cota para leite em pó do Mercosul deve ser eliminada em sete anos. Surgiram novas cotas para mel, rum, derivados de amido.

Bruxelas (a sede da UE) condiciona tudo à completa liberalização no Mercosul para produtos europeus num período de no máximo dez anos, com redução linear de tarifas nesse período. Atualmente, o Mercosul tem boa parte dos produtos industriais na cesta de liberalização ao longo de 15 anos. E sinaliza que mais concessões dependem da magnitude de melhoras que a UE fizer no ajuste da oferta agrícola.

As barganhas finais em Buenos Aires envolvem, primeiro, o tamanho da cotas para carne bovina, de especial interesse do Mercosul. A UE promete melhorar a oferta de 70 mil toneladas, com tarifa de 7,5%, que ainda está na mesa. O Mercosul quer pelo menos 100 mil toneladas, para ter algum ganho mais significativo.

Em relação ao etanol, a demanda de produtores é igualmente para a UE aumentar a cota que ofereceu inicialmente, de 600 mil. O Mercosul quer cota de um milhão de toneladas.

Além disso, para a cota de 100 mil toneladas de açúcar, a expectativa de alguns negociadores é que as discussões possam eliminar a alíquota de EUR 98 por tonelada que a União Europeia quer cobrar.

A primeira discussão entre ministros do Mercosul e os comissários da UE ocorreu neste domingo em Buenos Aires, à margem da conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os dois blocos tem reuniões marcadas para hoje e amanhã, ainda em vista de um anúncio do acordo na quarta-feira.

Mas o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, disse esperar que o anúncio só ocorrerá no dia 21.

Para Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira e presente em Buenos Aires, o acordo UE-Mercosul é muito mais político do que comercial, porém sem ambição. "O conteúdo econômico é pequeno, representará pouco", diz ele. "Tem o lado positivo, pois Brasil e Mercosul afinal se mexem."

Camargo Neto admite que ele pode até não gostar, porém é obrigada a compreender a dificuldade dos europeus de abrir o mercado para as exportações agrícolas do Mercosul. "Entendo as cotas e acho muito pequenas, algumas ridículas. Não consigo, porém, aceitar as tarifas intracotas e a administração das cotas pelo importador", acrescenta.

Ainda segundo o vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, as cotas, mesmo pequenas, deveriam ser todas do Mercosul, para conseguir capturar todo seu valor. "A tarifa intracota significa deixar parte desse valor com o Tesouro da União Europeia. A administração da cota com eles é deixar parte com o importador europeu. Aceitar isso é falta de postura política", reclama.

Sua avaliação é que essa postura sinaliza para os futuros acordos, como a negociação que começará agora com a Coreia do Sul, que o Mercosul acaba aceitando pouco.

A Argentina, que em governos anteriores causava problemas na negociação, agora mostra grande pressa para fechar logo a negociação e apresentar algum resultado esta semana em Buenos Aires, segundo observadores.

A negociação decisiva entre os dois blocos, em Buenos Aires, ocorre no rastro do anúncio da UE e do Japão de conclusão de acordo comercial, na sexta-feira, chamado de troca de "carros por queijo", com concessões para automóveis japoneses na Europa e para lácteos europeus no Japão.

Para a UE, a lógica do pacote com o Japão é a mesma que domina a negociação com o Mercosul: remover barreiras e enviar uma poderosa sinalização de rejeição ao protecionismo.

"Isso mostra a disposição da UE em negociações de comércio e é um bom augúrio para a discussão com o Mercosul", afirmou o subsecretário de assuntos econômicos e financeiros do Itamaraty, o embaixador Carlos Marcio Cozendey.

O Japão vai eliminar tarifas em 94% de todos os produtos que importa da UE. Por sua vez, a UE vai acabar com 99% das tarifas de importação provenientes do Japão.

Os japoneses vão reduzir a tarifa para carne bovina europeia de 38,5% para 9% ao longo de 15 anos "para um volume significativo de carne", segundo Bruxelas.

O impacto sobre o Brasil deve ser modesto, na avaliação preliminar de alguns negociadores brasileiros. Eles acreditam que os cortes de carnes exportados pela Europa são diferentes daqueles do Brasil. Na verdade, o Brasil não está exportando carne bovina para o mercado japonês ainda por causa da falta de reconhecimento, pelos japoneses, da zona livre de febre aftosa no Brasil. Com informações do Valor.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[22/10/2018] - Arroba: frigoríficos pararam de comprar boi
[22/10/2018] - Arroba caiu, mas reposição não
[22/10/2018] - MP interdita unidade do Marfrig
[22/10/2018] - Mudança de governo dificulta acordo com a UE
[22/10/2018] - PIB da Pecuária cai e puxa PIB do Agro para baixo
[22/10/2018] - Dólar cai e já reduz preço do farelo de soja
[22/10/2018] - Milho: aumento de oferta derruba preços

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[19/10/2018] - Arroba: frigoríficos seguem pressionando
[19/10/2018] - Baixa da arroba preocupa pecuaristas em GO
[19/10/2018] - Hong Kong quer restringir frigoríficos habilitados
[19/10/2018] - Irã quer ampliar compras de alimentos do Brasil
[19/10/2018] - Operações da PF ainda afetam vendas de carne
[19/10/2018] - Preço do leite negociado entre as indústrias caiu
[19/10/2018] - Escócia anuncia descoberta de caso de vaca louca
[18/10/2018] - Queda da arroba ganha força
[18/10/2018] - Produtividade do boi de SP é maior
[18/10/2018] - Carne bovina salva balança comercial de carnes
[18/10/2018] - Cuidado ao aderir ao Refis do Funrural
[18/10/2018] - Deputados reagem a nova demarcação no Paraná
[17/10/2018] - Senado prorroga adesão ao Refis do Funrural
[17/10/2018] - Arroba perde força e recua
[17/10/2018] - Brasil não aproveita cota para vendas à UE
[17/10/2018] - Justiça aceita recuperação judicial de frigorífico
[17/10/2018] - BRF tenta acordo de leniência
[17/10/2018] - Milho: preços despencam e travam vendas
[17/10/2018] - Bancada já indica nomes ao MAPA de Bolsonaro
[17/10/2018] - Políticos já falam em taxar o agronegócio
[17/10/2018] - Reposição ganha força no Maranhão
[16/10/2018] - Exportações devem bater recorde novamente
[16/10/2018] - EUA prevêem que Brasil exportará mais carne
[16/10/2018] - Arroba: confinamento chega e pressiona o boi
[16/10/2018] - Consumo de carne dá sinais de melhora
[16/10/2018] - Leite: longa vida cai no atacado e no varejo
[16/10/2018] - PF vê fraudes praticadas pela BRF
[16/10/2018] - BRF diz ter tolerância zero
[16/10/2018] - MAPA: vigilância contra aftosa em Roraima
[15/10/2018] - Abílio Diniz é indiciado pela Carne Fraca
[15/10/2018] - Incêndio fecha unidade do Marfrig
[15/10/2018] - JBS tenta levantar US$ 500 mi para rolar dívidas
[15/10/2018] - Arroba: frigoríficos estão testando o mercado
[15/10/2018] - Reposição: preços vão subir?
[15/10/2018] - Carne recua no atacado
[15/10/2018] - Milho: compradores se retraem e preço cai
[15/10/2018] - Leite: preço afasta pecuaristas da atividade
[15/10/2018] - Confusão sobre Refis do Funrural só aumenta
[15/10/2018] - STF mantém liberação de gado em Santos
[15/10/2018] - Invasão de índios à Funai termina em morte
[11/10/2018] - Exportações do Agro devem chegar a R$ 100 bi
[11/10/2018] - Exportações de carne bovina devem bater R$ 7 bi
[11/10/2018] - Arroba: frigoríficos pressionam e mercado trava
[11/10/2018] - CEPEA: preço do boi oscila com força
[11/10/2018] - EUA batem recorde na exportação de carne
[10/10/2018] - Aliado detalha propostas de Bolsonaro para o Agro
[10/10/2018] - Bancada vai ao RJ para dar apoio a Bolsonaro
[10/10/2018] - Arroba: confinamento pressiona cotação do boi
[10/10/2018] - Preço da carne não caiu
[10/10/2018] - Leite: primeira queda em sete meses

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br