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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
142,00 130,00 136,00
GO MT RJ
131,00 128,00 130,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1270,00
Garrote 18m 1520,00
Boi Magro 30m 1820,00
Bezerra 12m 960,00
Novilha 18m 1160,00
Vaca Boiadeira 1330,00

Atualizado em: 18/7/2018 09:19

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Aumenta a competição pelo boi gordo

 
 
 
Publicado em 11/04/2018

A rápida expansão da capacidade de abate de bovinos do parque frigorífico nacional, viabilizada pela reabertura de abatedouros que estavam fechados há muitos anos, está cobrando uma fatura indigesta das indústrias.

Por causa da maior concorrência por boi gordo - o que agrada aos pecuaristas, mas incomoda a indústria -, a rentabilidade dos frigoríficos deteriorou-se especialmente no primeiro trimestre de 2018, de acordo com dois executivos de companhias de médio porte consultados pelo Valor.

Além disso, os preços baixos da carne de frango e da carne suína pressionam as cotações da carne bovina no mercado brasileiro, o que dificulta eventuais repasses de preços dos frigoríficos para recompor as margens, afirmou o analista da consultoria MB Agro, César Castro Alves. "O curto prazo é tenso", sintetizou.

A rentabilidade dos frigoríficos piorou tanto nas vendas no mercado interno quanto no externo, que apresenta boa demanda mas preços em queda. Na exportação, a diferença entre o preço da carne bovina embarcada e o do boi gordo ficou em 4% na média dos primeiros três meses do ano, de acordo com levantamento da MB Agro. A média histórica do indicador calculado desde 1997 é de 21%. No ano passado, o indicador ficou em 11%.

No mercado doméstico, a situação também não é confortável. O preço da carcaça bovina representou 97% do preço do boi gordo no primeiro trimestre, também segundo a MB Agro. Normalmente, esse indicador de margem bruta é mesmo negativo porque os frigoríficos só entram no azul apenas depois de venderem os subprodutos como o couro e cortes de carne de maior valor agregado. Nesse sentido, a diferença negativa entre o preço da carne bovino e do boi não é uma novidade na indústria de carne.

O grande problema para as empresas é que o atual quadro é bastante diferente daquele que justificou o movimento de reabertura de frigoríficos. No ano passado, em meio ao encolhimento dos abates da JBS, a carcaça valia 101% do preço do boi.

"A animação com a expansão dos frigoríficos era fantasiosa", avaliou um alto executivo de um dos maiores exportadores de carne bovina do país. A avaliação é que, mesmo que a oferta de boi tenha aumentado em razão do ciclo pecuário, a expansão de capacidade ficou além da conta.

Na Marfrig Global Foods, por exemplo, a reabertura de frigoríficos ampliou a capacidade de abates em 70%. Grupos menores como o frigorífico Frigol, do interior paulista, também expandiram os abates em mais de 50%.

A avaliação de um empresário do Centro-Oeste é que os frigoríficos concorrentes não esperavam uma reação da JBS, que restringiu expressivamente os abates no ano passado após a delação dos irmãos Batista. O problema, segundo esse empresário, é que a JBS não "morreu" e reagiu fortemente, voltando aos níveis de abates anteriores à Operação Carne Fraca - a investigação foi deflagrada em março de 2017.

De fato, a disposição da JBS em recuperar sua participação histórica no mercado brasileiro de carne bovina é grande. Em fevereiro, uma fonte próxima à companhia deu de ombros para a possibilidade de a retomada do abate comprometer a rentabilidade da negócio da JBS em carne bovina.

"As abóboras vão ter que se mexer", afirmou a fonte, em alusão à concorrência. A sinalização dessa fonte era que, por não haver espaço para todos aumentarem a capacidade, os rivais é que deveriam se ajustar e reduzir o atual nível de abates de bovinos.

Recentemente, a JBS e a Marfrig admitiram que a margem do negócio de carne bovina no Brasil está pressionada. "É de se esperar contração de margem na operação de bovinos no 1º trimestre", afirmou em 28 de março, em teleconferência com analistas, o CEO da Marfrig, Martín Secco. Apesar disso, o executivo disse acreditar na recuperação das margens ao longo do ano. Segundo Secco, o primeiro trimestre é sazonalmente mais fraco.

Na JBS, porém, a percepção é que o cenário de margens pressionadas vai além do primeiro trimestre. "Ainda observamos um mercado com excesso de capacidade, o que vai ser desafio para recuperar as margens ao longo desse ano", afirmou no mês passado, em teleconferência com analistas, o presidente do conselho de administração da JBS, Jerry O'Callaghan.  Com informações do Valor.

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