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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
153,00 138,00 145,00
GO MT RJ
137,00 138,00 141,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1650,00
Boi Magro 30m 2060,00
Bezerra 12m 1050,00
Novilha 18m 1300,00
Vaca Boiadeira 1480,00

Atualizado em: 15/2/2019 12:26

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Caminhoneiros querem 50% de aumento

 
 
 
Publicado em 13/06/2018

Mais próximas de um acordo com o governo, entidades de caminhoneiros estão propondo que a terceira tabela de frete mínimo para cargas rodoviárias traga ganhos de 50% em média em relação aos valores de frete praticados pelo mercado antes das greves, diz uma fonte diretamente ligada às negociações.

Dedicados em reuniões internas desde a última sexta-feira, lideranças dos caminhoneiros buscaram aparar possíveis divergências entre os sindicatos das categorias e estão fechando um consenso em torno do tabelamento. Mas a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das que estiveram à frente das negociações com o governo durante as paralisações, deve entregar até esta quarta-feira uma proposta individual, apurou o Valor.

"Está se caminhando para um acordo com o governo que não é tudo o que os caminhoneiros queriam, nem tudo aquilo que tinha na primeira proposta, mas será um grande avanço em relação ao que existia antes da greve", diz a fonte.

Os transportadores autônomos também vêm conseguindo convencer o governo de que, além de obrigatória, a tabela de preços precisa valer também para o frete de retorno - quando o motorista retorna de sua viagem. O chamado frete de retorno havia sido excluído da segunda versão da tabela, que a ANTT divulgou mas a considerou sem efeito horas depois na última quinta-feira.

No entanto, ainda não foi fechado um acordo formal entre caminhoneiros e governo. Ontem o ministro dos Transportes, Valtemir Casimiro, preferiu não dar qualquer previsão para a publicação de uma nova tabela. Casimiro foi muito criticado tanto pelos caminhoneiros quanto pelo setor empresarial por ter divulgado "ás pressas" a segunda tabela.

Por outro lado, porém, o setor do agronegócio não está mais disposto a negociar valores de tabela e partiu para as vias judiciais. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA(, entidade máxima de representação do segmento, entrou ontem com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o tabelamento dos preços mínimos dos fretes rodoviários.

"Buscamos o diálogo e nos colocamos à disposição para o debate em busca de uma solução que não fosse o tabelamento obrigatório. Mas o produtor rural começou a ser muito afetado e está com dificuldades de escoar sua produção e sem transportar nada devido a esse impasse. Por isso, não nos restou alternativa", disse o chefe da Assessoria Jurídica da CNA, Rudy Maia Ferraz.

A Associação Brasileira das Indústrias de óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) também protocolaram ontem uma ação civil pública com pedido de liminar na Justiça Federal de Brasília para suspender o tabelamento dos fretes rodoviários criado pela Medida Provisória 832. As entidades também solicitaram indenização às suas empresas associadas por prejuízos causados em razão das "inconstitucionais e ilegais" MP e a resolução da ANTT.

A estratégia das entidades do setor agropecuário é tentar suspender qualquer tabelamento de fretes antes que a ANTT publique uma terceira tabela. Com informações do Valor.

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