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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
151,00 138,00 146,00
GO MT RJ
136,00 136,00 144,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1650,00
Boi Magro 30m 2000,00
Bezerra 12m 1020,00
Novilha 18m 1250,00
Vaca Boiadeira 1420,00

Atualizado em: 14/1/2019 12:58

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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Exportações do agro faturaram 10% mais

 
 
 
Publicado em 06/11/2018

As exportações com origem no campo brasileiro tiveram de janeiro a setembro um faturamento 10% superior ao do mesmo período do ano passado, puxado pelo maior volume embarcado e pela desvalorização do real. A expectativa é que o bom resultado garanta a capacidade de investimento e fortalecimento do setor no País na safra 2018/19, segundo o Índice de Exportações do Agronegócio do terceiro trimestre, divulgado na segunda-feira (5) pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).

O faturamento subiu a US$ 76 bilhões. Apesar da redução nas vendas ao exterior de oito dos 15 principais produtos, apenas três tiveram receita menor nos primeiros nove meses deste ano. No caso das frutas, por exemplo, houve redução de 1,2% no volume exportado e alta de 27,9% nos valores recebidos.

Conforme o Cepea, os preços médios em dólar recuaram 1%, mesmo índice em que houve aumento no volume. Ao mesmo tempo, a desvalorização do real em relação ao dólar levou ao aumento no faturamento, puxado pelo bom momento de produtos como o complexo da soja, a carne bovina, o suco de laranja, as frutas e madeira. "O agronegócio se beneficiou, e muito, pela alta do dólar, mesmo com o contexto conturbado que vivemos no Brasil e com as oscilações causadas pela política", diz o analista técnico da Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), Maiko Zanella.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China também provocou um aumento nos prêmios pagos em portos por grãos brasileiros, diz o professor de economia Eugenio Stefanelo, da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e da FAE. "O prêmio pago no porto tem sido alto, em torno de US$ 2,50 (R$ 9,31, pela cotação de 05/11), e reflete os fundamentos de oferta e demanda porque a China é o principal parceiro comercial do Brasil", afirma.

Stefanelo lembra ainda que as exportações de carnes, que sofreram com alguns embargos como os propostos pela União Europeia e pela China para o frango, acabaram com bom faturamento diante de problemas sanitários em países importadores. "Apesar de tudo, doenças como a gripe aviária na China e pestes suínas na Europa e na Rússia fizeram com que esse pessoal se voltasse para a carne brasileira, também em meio à guerra comercial com os Estados Unidos."

De acordo com o Cepea, o agronegócio continua a ser um dos principais setores a contribuir para o aumento das reservas em dólares. "Em termos de indicadores macroeconômicos, a inflação ao redor da meta e a redução nas taxas de juros podem favorecer os investimentos na produção agrícola, o que contribui para que a oferta brasileira de alimentos, fibras e energia continue em expansão", informa no estudo. Ainda, aponta para a tendência de firme demanda por parte da China.

Para Zanella, o Brasil tem muito a crescer em área plantada, produção, produtividade e exportação no agronegócio e há crédito disponível, principalmente para pequenos e médios agricultores. Porém, diz que os investimentos devem levar em conta o custo dos insumos, que também variaram para cima por conta da desvalorização do real. "No Paraná, as cooperativas têm se destacado pelo profissionalismo e passam pela crise de forma mais tranquila e com esse aumento no faturamento nas exportações", diz. A Ocepar estima que o faturamento desse tipo de associações paranaenses do campo cresça 16,9%, de R$ 58,5 bilhões em 2017 para R$ 67,9 bilhões em 2018.

Para o professor de economia da UFPR, porém, o desempenho nas vendas ao exterior permite ao produtor intensificar o uso de tecnologias no campo, como já ocorre com a soja. "Exportaremos mais de 76 milhões de toneladas de soja e mais de 26 milhões de milho neste ano", diz. "Apesar de um eventual aumento de custos, o produtor cada vez mais sabe que não pode usar uma tecnologia 'meia-boca', ou perde em produtividade e faturamento." Com informações da Folha de Londrina.
 

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