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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

O choro desesperado dos irlandeses

 
 
 
Publicado em 08/11/2007

Ian Hill

Não é de hoje, a Irlanda faz campanha contra a carne brasileira. Dona de 15% das exportações de carne bovina dentro da Comunidade Européia, o país não mede investimentos e usa as mais diferentes estratégias para atacar nossa pecuária. Até o momento, no entanto, apesar do arsenal pesado os tiros têm saído pela culatra: o Brasil não pára de aumentar suas exportações, inclusive para a Europa.

Nos últimos meses, três novos ingredientes desse embate ajudaram a mostrar o crescente desespero dos pecuaristas irlandeses, que estão à beira do precipício já que, em breve, devem perder os sagrados subsídios que recebem do governo sem fazer nenhum esforço e ultrapassam as centenas de milhões de dólares por ano.

O primeiro novo condimento dessa salada envolve a Associação dos Pecuaristas da Irlanda (IFA). Há alguns meses, o editor de Pecuária da IFA, Justin McCarthy, esteve no Brasil com dois dirigentes da entidade. Objetivo: investigar obscuramente, diga-se de passagem, a pecuária brasileira e retratar seu lado mais tenebroso para se defender do nosso avanço sobre o seu mercado cativo.

A conclusão do jornalista é contundente. Para McCarthy, que elaborou uma série de artigos para a imprensa européia, os quais, no entanto, não obtiveram a mesma repercussão de divulgações anteriores - uma, até, de 2006, da própria IFA -, a pecuária brasileira trabalha sem rastreabilidade, a remoção de brincos dos bovinos é corriqueira, assim como o trânsito animal é ilegal e irresponsável. Além disso, usamos hormônios de crescimento proibidos, há riscos iminentes de novos casos de febre aftosa e por aqui não se sabe o significado de biosseguridade.

A segunda novidade envolve a EBLEX, entidade inglesa com 2.500 associados que defende e define os padrões de qualidade da carne bovina e de ovinos. A última decisão da associação tenta cravar a espada no coração da pecuária brasileira: para ela, carne com gene de bos indicus não tem padrão de qualidade. A EBLEX se apóia em “pesquisas” que apontam que carne de qualidade é de bos taurus (raças de origem européia) e ponto final.

No começo de novembro, nova atitude desesperada da IFA. Um grupo de produtores associados à entidade protestou diante da sede da Comissão Européia, exigindo a divulgação de um relatório veterinário da União Européia referente ao controle de segurança alimentar e prevenção de febre aftosa no Brasil.

Sabemos bem dos desafios da nossa pecuária e não precisamos que “inimigos” comerciais nos mostrem esses obstáculos, mas, convenhamos, os pecuaristas irlandeses estão indo longe demais.

A pecuária brasileira é uma atividade jovem e em crescimento, com gestão profissional crescente. Uma prova irrefutável dos avanços é o espetacular avanço das exportações, mesmo com restrições pseudo-sanitárias impostas por dezenas de países, entre os quais da própria Comunidade Européia.

Salta aos olhos a estratégia dos pecuaristas da Irlanda, país cuja economia é historicamente amparada em subsídios e que está em vias de perder - ou de pelo menos ver reduzida - essa mordomia estatal. Assim como o peixe percebe que precisa se debater para não sucumbir à falta de oxigênio da água, a classe pecuária daquela região movimenta-se como pode para atingir nossa imagem no cenário internacional.

Que exemplo de Primeiro Mundo é esse que fala em fair trade, defende responsabilidade social e segurança alimentar e se contradiz, agindo para proteger o seu way of life rural!

Mas que os problemas identificados pelos irlandeses em nossa terra e a discutível decisão da EBLEX não sejam apenas instrumentos de guerra comercial. Que eles sirvam de alerta para toda a pecuária brasileira e os seus agentes: é preciso fazer a nossa parte e de maneira transparente.

Recentemente, surgiu a notícia de privatização do Sisbov, sistema de rastreabilidade do rebanho nacional. Sem entrar no mérito da questão, entendo ser possível concluir o processo de rastreabilidade de uma vez por todas. Incrível verificar que um sistema iniciado há mais de cinco anos ainda não esteja nos níveis solicitados insistentemente por nossos clientes internacionais, mesmo com alertas seguidos.

Espero sinceramente que mais esses alertas - mesmo de um concorrente que usa subterfúgios pouco, digamos, profissionais - seja entendido por autoridades, pecuaristas, técnicos, indústrias e demais elos da cadeia pecuária do Brasil. Essas reportagens na imprensa internacional estão ficando repetitivas. Mas, é exatamente por isso que podem começar a fazer sentido. E precisamos fazer tão pouco para evitar esses constrangimentos!


*O autor é diretor da Agropecuária Jacarezinho (Valparaíso/SP e Cotegipe/BA)

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