Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
144,00 137,00 135,00
GO MT RJ
133,00 133,00 128,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1410,00
Garrote 18m 1650,00
Boi Magro 30m 1910,00
Bezerra 12m 1060,00
Novilha 18m 1230,00
Vaca Boiadeira 1460,00

Atualizado em: 5/3/2015 13:40

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Frigoríficos clandestinos abastecem açougues
 
 
Publicado em 12/11/2007
Proibido há mais de dez anos, o transporte de carne bovina em carcaças ainda é adotado por açougues à luz do dia e sob os olhos das autoridades. Em dez dias, a reportagem da Folha de S. Paulo presenciou a infração em quatro áreas centrais da cidade, em horário comercial. Na alameda Barão de Limeira, na região central de São Paulo, vizinho a um posto fiscal da prefeitura, um açougue segue a velha prática: carcaças chegam em caminhões sem identificação, penduradas em ganchos e são levadas para dentro da loja nas costas de funcionários.

A mesma prática foi vista em três açougues em bairros de classe média alta. Por meio das placas dos caminhões, a Folha contatou duas empresas donas dos veículos. Identificando-se como um proprietário de açougue, pediu informações sobre o fornecimento de carne. Nas conversas, que foram gravadas, funcionários dos frigoríficos, do Paraná e do Mato Grosso, garantiram não haver risco de problemas com a fiscalização.

Segundo eles, a entrega fora das especificações legais é 30% mais barata para o varejista.

O que diz a lei

Desde abril de 1996, as condições do abate, comercialização e distribuição da carne são regulamentadas pela portaria nº 304 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ela tornou obrigatório que o estabelecimento abatedor entregue carnes e miúdos para comercialização com temperatura máxima de 7C, em cortes padronizados, desossados, embalados a vácuo e identificados com etiquetas.

A carcaça bovina deve ser fracionada em cortes secundários e as peças, lacradas em embalagens próprias, informando dados de origem, inclusive sexo do animal.

"A fiscalização é frágil em todos os sentidos, mesmo com a carne identificada com etiquetas, pois não se vê fêmeas [vacas] e claro que isso não é real", diz Cesário Ramalho, presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira). Ele diz que isso ocorre porque os bois alcançam preços melhores.

Pelo Código de Defesa do Consumidor, as normas da portaria nº 304 são o patamar mínimo de qualidade. "Sua não observância é prática abusiva e pode ser objeto de ação judicial do Ministério Público, passível de sanção pelo Estado. O Procon tem obrigação de multar e até interditar o estabelecimento", diz o promotor de Justiça Vidal Serrano Nunes.

Procurada pela reportagem, a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), do Ministério da Saúde, disse que as normas e a fiscalização são atribuições do Ministério da Agricultura. O ministério não atendeu o pedido de entrevista, informando apenas que "casos de irregularidades serão investigados".

Na esfera estadual, o coordenador de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Anselmo Lucchese, admitiu o problema. "Sabemos que ocorre. Há fiscalização, mas o efetivo é pequeno." Segundo ele, há 15 veterinários para atender todo o Estado, e só 2 atuam na Grande São Paulo.

Fama internacional

Para Sebastião Guedes, do CNPC (Conselho Nacional da Pecuária de Corte), a carne transportada irregularmente pode ter origem no abate clandestino.

Pesquisa realizada em 2001 pelo economista Paulo Furquim, professor da Fundação Getulio Vargas, mostra que a clandestinidade atinge 50% do mercado.

Em abril, em congresso internacional do setor produtivo (International Meat Conference, organizado pela Organização Permanente Internacional da Carne), em São Paulo, o consultor francês Richard Brown afirmou a uma platéia de líderes internacionais do setor que há irregularidade na comercialização de carne no país, ilustrando a denúncia com foto.

"Ainda há um grande setor 'informal' no Brasil que pode causar problemas. Cerca de 50% da carne é vendida ao ar livre", disse Brown durante a palestra intitulada "Uma perspectiva européia sobre as tendências de longo prazo da carne da América do Sul".  Com informações da Folha Online.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[05/03/2015] - Prejuízo do Minerva sobe 150%
[05/03/2015] - Queda de braço no mercado do boi
[05/03/2015] - CEPEA: greve prejudicou liquidez do boi
[05/03/2015] - Leite: produção ainda está mais alta que há 1 ano
[05/03/2015] - Brasil tenta reduzir barreiras ao agro

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[04/03/2015] - Arroba do boi volta a subir
[04/03/2015] - OMC: Argentina vence e pode ajudar carne do Brasil
[04/03/2015] - Nestlé reforça aposta no leite
[04/03/2015] - Lácteos em alta no atacado
[04/03/2015] - Governo analisa estímulos ao leite
[03/03/2015] - Indefinição no consumo trava mercado do boi
[03/03/2015] - Crise russa derruba exportações de carne bovina
[03/03/2015] - Brasil poderia dobrar exportações à China
[03/03/2015] - Iraque volta a importar a carne brasileira
[03/03/2015] - Bloqueios continuam em rodovias do Sul
[03/03/2015] - Marfrig prevê receita de até R$ 25 bi
[03/03/2015] - Frigoríficos do MT querem barrar saída de boi em p
[03/03/2015] - Terras estão 308% mais caras
[02/03/2015] - Greve dos caminhoneiros já afeta mercado do boi
[02/03/2015] - Minerva dá férias coletivas e fecha unidade
[02/03/2015] - Prejuízo do Marfrig sobe 241%
[02/03/2015] - JBS cancela oferta de ações
[02/03/2015] - Bloqueios de rodovias continuam
[02/03/2015] - JBS consegue liminar contra greve de caminhoneiros
[02/03/2015] - Um ano difícil para o produtor de leite
[02/03/2015] - Leite deve ter estabilidade no curto prazo
[27/02/2015] - Governo decide pelo confronto contra caminhoneiros
[27/02/2015] - Greve dos caminhoneiros continua em 5 estados
[27/02/2015] - Qual a previsão para a arroba nos próximos meses?
[27/02/2015] - África do Sul reabre mercado à carne do Brasil
[27/02/2015] - Reposição continua firme e em alta
[27/02/2015] - Frigorífico Kaiowá é parcialmente vendido
[26/02/2015] - Frigoríficos pagam acima da referência pela arroba
[26/02/2015] - Abates de bois são suspensos devido à greve
[26/02/2015] - Governo tentou acordo, mas greve continua
[26/02/2015] - Bloqueios em estradas afetam abastecimento
[26/02/2015] - CEPEA: exportações de carne ganham força
[25/02/2015] - Governo prevê que pecuária crescerá mais de 10%
[25/02/2015] - Frigoríficos reduzem abates para controlar arroba
[25/02/2015] - JBS paralisa abates por greve dos caminhoneiros
[25/02/2015] - Graxarias já sofrem com queda no consumo de carne
[25/02/2015] - Frango mais barato pressiona consumo do boi
[25/02/2015] - Combustíveis caros puxam custo do leite
[25/02/2015] - Já falta carne em supermercados
[25/02/2015] - Sem transporte, produtores descartam leite
[24/02/2015] - Arroba: estoques de carne não estão altos
[24/02/2015] - Recuperação de pastos: produção pode subir 500%
[24/02/2015] - Greve dos caminhoneiros paralisa rodovias
[24/02/2015] - Greve já afeta produção de leite e carne em SC
[24/02/2015] - JBS reabre unidades após férias coletivas
[24/02/2015] - Vaca louca não afetará exportações do Canadá
[23/02/2015] - Bezerro caro preocupa pecuaristas
[23/02/2015] - Arroba: escalas curtas, mercado firme
[23/02/2015] - Minerva compra frigorífico na Colômbia
[23/02/2015] - Preço alto trava reposição no Pará

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br