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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

MT: Valor da arroba aumenta 3% em duas semanas
 
 
Publicado em 14/11/2007
Em apenas duas semanas, a arroba do boi gordo registrou uma valorização média próxima de 3% em Mato Grosso. De acordo com o Centro de Comercialização de Bovinos da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), os preços médios da arroba nas áreas habilitadas para exportação passaram de R$ 59,33, no começo do mês, para R$ 61,10, ontem, incremento de 2,98%. Praticamente todas as regiões do Estado, inclusive as áreas não habilitadas, melhoraram suas cotações este mês.

A recuperação dos preços para o produtor é explicada pela menor oferta de bois de pasto nesta época do ano e pela comercialização de gado confinado, que é mais caro e responde atualmente por cerca de 80% de todo o volume de abate no Estado. Na maioria das áreas habilitadas para exportação, os preços da arroba esta semana abriram na casa de R$ 61 a arroba.

Em Tangará da Serra, o Marfrig ofertou R$ 61, mesmo preço pago em Paranatinga. As melhores cotações foram registradas em Pedra Preta, onde o Friboi pagou R$ 63, e em Pedra Preta o valor acertado com o pecuarista foi de R$ 62.

Em Cuiabá e Várzea Grande a Sadia ofertou ontem R$ 61, mesmo preço pago em Quatro Marcos pelo frigorífico Quatro Marcos.

As piores cotações foram verificadas em Araputanga (Friboi), Mirassol D’Oeste (Perdigão) e Pontes e Lacerda (Arantes), onde os preços da arroba do boi gordo ficaram em R$ 60.

A reação nos preços da arroba do boi gordo confirma a previsão do coordenador do Centro-Boi, Luís Heraldo Padilha, que apontava para o mês de novembro o início da recuperação dos preços devido à redução da oferta de bois confinados e o aumento do consumo no final do ano.

Segundo a Associação dos Criadores do Estado de Mato Grosso (Acrimat), o consumo interno realmente vem aumentando. “Aliado a este fator, tivemos o prolongamento da estiagem e a desova de gado confinado em uma época mais cedo do que a esperada”, afirma o presidente da associação, Jorge Pires.

Ele admite que esteja havendo uma recuperação para o produtor, mas os preços ainda não são os ideais. “O pecuarista hoje está em uma situação mais confortável e o invernista começa a recuperar os prejuízos. Mas, ainda estamos longe do preço ideal, que seria de R$ 70 por arroba para que possamos ter um ganho real com a pecuária de corte”.

De acordo com o diretor executivo da Associação dos Proprietários Rurais (APR/MT), Paulo Resende, os custos do boi confinado são bem maiores para o produtor, o que teria motivado a alta nos preços da arroba do boi. “O que está chegando no mercado é boi de confinamento e semiconfinamento, que tem um custo a mais para o pecuarista. Por isso os preços subiram”, explicou. A tendência, na avaliação de Resende, é o preço continuar subindo “até chegar o boi de pasto no mercado”, o que deve ocorrer somente a partir de janeiro. O diretor da APR/MT acredita que os preços poderão chegar nos patamares de R$ 65 a R$ 70 até ao final do próximo mês.

A Famato aponta que os estoques oriundos dos confinamentos estão cada vez mais reduzidos e a tendência é de que os preços mantenham a sua trajetória altista. “Os estoques estão realmente no fim e acreditamos que até o começo de janeiro poderemos ter novas altas”, diz o diretor da Famato, Eduardo Alves Ferreira Neto. Com informações do Diário de Cuiabá.

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