Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
157,00 142,00 148,00
GO MT RJ
143,00 142,00 144,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1420,00
Garrote 18m 1700,00
Boi Magro 30m 2030,00
Bezerra 12m 1050,00
Novilha 18m 1300,00
Vaca Boiadeira 1470,00

Atualizado em: 18/4/2019 10:57

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Desmatamento zero

 
 
 
Publicado em 28/10/2008

Denis Lerrer Rosenfield *

A Amazônia não se tornará um zoológico ambiental, para turistas europeus e americanos usufruírem suas férias. A Amazônia tampouco será vítima de processos de exploração predatória, que podem vir a destruir um dos mais ricos ecossistemas do planeta. Um meio-termo deverá ser encontrado, em que haverá a preservação do meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e a incorporação de populações carentes ao processo produtivo.

Neste sentido, merece especial atenção o Projeto Preservar, do Instituto Alerta Pará, que propõe o desmatamento zero, com a plena utilização dos recursos da região, de tal maneira que a preservação da natureza seja acompanhada do desenvolvimento econômico e social.

Seria uma forma de esta região do País sair do impasse em que se encontra, como se não houvesse uma terceira alternativa, que harmonizaria a ocupação humana da natureza e sua sustentabilidade. Os fundamentalistas, de que lado forem, deveriam abandonar a cena.

Recentemente, vimos dois órgãos do Estado, Ibama e Incra, digladiando-se sobre o desmatamento da Amazônia. Felizmente, o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente decidiram levantar o véu da ação dos assentamentos, apresentados como responsáveis, dentre os primeiros, pelos desmatamentos, segundo o último relatório publicado. Tais questões estavam encobertas graças a um discurso de tipo ideológico, como se os assentados fossem, por princípio e contra todas as evidências, preservadores naturais do meio ambiente.

A realidade é bem outra. É, no entanto, igualmente necessário que as populações desassistidas, sem condições, sejam contempladas, e não abandonadas, pois, aí sim, o desmatamento poderá tornar-se inevitável. Nesta perspectiva, os interesses dos que produzem - assentados, agricultores familiares, produtores rurais, empresas do agronegócio e da mineração - deveriam estar coordenados dentro de uma política comum de desenvolvimento, capaz de vencer os ranços ideológicos que têm obstaculizado uma discussão para todos proveitosa.

O Projeto Preservar apresenta uma proposta inovadora. Ele advoga pelo desmatamento zero por meio de um novo zoneamento ecológico-econômico, que poderia utilizar as áreas já desmatadas, reconvertendo-as a novas culturas, graças ao emprego intensivo de meios tecnológicos e científicos.

Seu pressuposto consiste em que não se avançaria no desmatamento de novas áreas, mantendo a floresta em suas condições atuais. Ressalte-se que a floresta amazônica é a mais preservada de todo o planeta, enquanto os europeus, americanos, asiáticos e africanos destruíram, se não a totalidade, a maior parte de suas florestas nativas. O Brasil, o país que mais preservou, não tem por que receber lições de ninguém. Esses outros atores, que comparecem via ONGs, deveriam atentar para as florestas nativas de seus respectivos países.

Eis a proposta. A área territorial do Estado do Pará é constituída por 124,8 milhões de hectares, onde se destacam os seguintes números: 73 milhões de hectares, equivalentes a 58,5% do território paraense, correspondentes a unidades de conservação ambiental, terras indígenas e quilombolas; e 30 milhões de hectares de área antropizada, equivalentes a 24% da área total, incluindo a exploração humana de floresta, campo, cerrado e várzea. A floresta, especificamente, corresponde a 24 milhões de hectares, ou seja, a 19,2% dessa área.

No interior da área antropizada haveria a liberação de uma área da pecuária, em torno de 11 milhões de hectares, que se agregariam aos 3 milhões de hectares já em uso pela agricultura. Ou seja, a área de agricultura viria a corresponder a um total de 14 milhões de hectares. Isso se faria pela conversão da pecuária extensiva em intensiva, de alto valor tecnológico, com a conseqüente transferência desses 11 milhões de hectares para o cultivo agrícola. Não haveria nenhuma perda para a floresta nativa.

Um projeto desse tipo teria a vantagem de unir os diferentes atores sociais, econômicos, políticos e ambientais, que se digladiam atualmente na Amazônia e, em particular, no Pará.

Assentados poderiam vir a se integrar a uma economia de mercado, agricultores familiares seriam incentivados, os grileiros seriam obrigados a entrar numa relação contratual mediante a regularização fundiária, os produtores rurais teriam o reconhecimento dos anos de trabalho realizado, as empresas perseguiriam o desenvolvimento da região dentro de novos marcos regulatórios e os trabalhadores teriam condições dignas de vida. Não esqueçamos que só o Estado do Pará tem uma população de 7.321.493 habitantes, muitos dos quais em condições precárias.

Isso implica uma série de ações, que vão desde questões institucionais, como revisão e adequação de marcos regulatórios, particularmente os de natureza ambiental, fundiária e trabalhista, até questões de educação ambiental e tecnológica, passando por questões organizacionais, que dizem respeito aos próprios atores desse processo. Torna-se, sobretudo, necessário ter vontade política para levar a cabo tais transformações, que podem vir a ter um real impacto para a Amazônia, começando pelo exemplo oferecido pelo Estado do Pará.

Há uma proposta séria em discussão, que merece ser debatida. Não adianta lutar contra moinhos de vento. A própria soberania do País está em questão e, quanto a isto, não pode haver tergiversação alguma. As mais ricas jazidas minerais se encontram nessa parte do País, com especial destaque para a bauxita, o cobre, o ferro, o quartzo, o ouro, o níquel e o caulim. A importância estratégica e empresarial salta aos olhos. O País vai crescer e se desenvolver, precisando incorporar ao mercado de trabalho populações excluídas, que clamam por trabalho, renda e condições dignas de vida.

A floresta não é um santuário, mas um local de integração com o homem, sempre e quando ela seja preservada. A proposta de desmatamento zero, congelando as atuais áreas, surge como um projeto inovador.

* Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[18/04/2019] - Arroba: não tem espaço para baixa
[18/04/2019] - Melhorou cenário para o confinamento?
[18/04/2019] - Chuvas puxam preço do boi no Mato Grosso
[18/04/2019] - Como está a reposição no Pará?
[18/04/2019] - RS procura mercados para exportar gado em pé
[18/04/2019] - Exportações: receita do frango supera carne bovina
[18/04/2019] - Caminhoneiros vão mesmo entrar em greve?

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[18/04/2019] - Pecuaristas preocupados com a volta da aftosa
[17/04/2019] - Arroba: tem frigorífico pagando mais
[17/04/2019] - Carne: varejo dá sinais de melhora
[17/04/2019] - Leite vai continuar subindo?
[17/04/2019] - Especialistas defendem prazo maior para o CAR
[17/04/2019] - Governo quer destravar o crédito rural
[16/04/2019] - Arroba: alta perdeu força
[16/04/2019] - É hora de vender o boi?
[16/04/2019] - Carne: preços não têm força para subir
[16/04/2019] - Exportações estão mais fracas em abril
[16/04/2019] - China fala em ampliar compras de carne do Brasil
[16/04/2019] - Rússia adia visita que liberaria mais frigoríficos
[16/04/2019] - Bertin terá que explicar negócio com a JBS
[16/04/2019] - Banco prevê alta forte para ações da JBS
[16/04/2019] - PIB do Agro deverá crescer mais que o previsto
[16/04/2019] - Nova Previdência trará investimentos para o Agro
[16/04/2019] - Governo anuncia pacote para evitar greve
[16/04/2019] - Caminhoneiros se dizem insatisfeitos com ajuda
[15/04/2019] - Invasões de terra caíram com Bolsonaro
[15/04/2019] - Arroba: preço não dá sinal de queda
[15/04/2019] - Reposição está ficando mais cara
[15/04/2019] - Bezerro está em falta no Mato Grosso
[15/04/2019] - JBS vale R$ 35 bilhões a mais após a delação
[15/04/2019] - Produtores rurais cobram aplicação de impostos
[15/04/2019] - Vai sobrar milho em 2019?
[12/04/2019] - Governo teme nova greve dos caminhoneiros
[12/04/2019] - Líder dos caminhoneiros elogia ação de Bolsonaro
[12/04/2019] - Arroba: boi segue em subindo com força
[12/04/2019] - Milho: como ficará a produção em 2019?
[12/04/2019] - Arroba em alta forte também no Pará
[12/04/2019] - Paraná vai debater fim da vacinação
[12/04/2019] - Crise chega forte à pecuária argentina
[11/04/2019] - Arroba: boi continua subindo sem parar
[11/04/2019] - CEPEA: uma mudança importante na arroba
[11/04/2019] - Exportação de gado em pé subiu em março
[11/04/2019] - Imposto sobre a carne sobe 140%
[11/04/2019] - Catástrofe sanitária pode beneficiar a JBS
[11/04/2019] - Lácteos: importações caíram com força em março
[11/04/2019] - Bolsonaro: Brasil está de braços abertos a árabes
[11/04/2019] - Qual opinião dos árabes sobre encontro?
[11/04/2019] - Bolsonaro enfrenta dilema com setor rural
[10/04/2019] - A arroba do boi vai continuar subindo?
[10/04/2019] - Arroba do boi em alta firme
[10/04/2019] - JBS e Marfrig começam nova briga
[10/04/2019] - JBS compra mais uma empresa nos EUA
[10/04/2019] - IMEA prevê produção recorde de milho no MT
[10/04/2019] - Dívida do Funrural preocupa produtores rurais
[10/04/2019] - Preservação ambiental tem que virar negócio
[09/04/2019] - Arroba: preço do boi segue subindo
[09/04/2019] - Reposição fechou mês em alta

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br