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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
151,00 141,00 142,00
GO MT RJ
138,00 135,00 148,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1340,00
Garrote 18m 1600,00
Boi Magro 30m 1950,00
Bezerra 12m 960,00
Novilha 18m 1200,00
Vaca Boiadeira 1480,00

Atualizado em: 27/9/2016 12:49

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Indústria aposta em subsídio para vender trator

 
 
 
Publicado em 10/12/2008

Os programas como o Mais Alimentos, do governo federal, o Pró Trator (SP) e o Trator Solidário (PR) serão utilizados como "porto seguro" contra a crise pelas indústrias de máquinas agrícolas em 2009. Destinados à agricultura familiar de pequeno porte, os programas foram criados com objetivo de abrir linhas de crédito para facilitar o acesso de pequenos produtores aos novos produtos, melhorando a tecnologia e a produtividade das lavouras diante do crescimento da demanda mundial por alimentos. No entanto, a mudança provocada pela crise levou as indústrias a apostarem suas fichas no mercado de tratores de pequeno e médio porte para sustentar o volume de vendas no Brasil em 2009. Com isso, a nova expectativa é pelo menos repetir os números de 2008.

No caso do programa Mais Alimentos, que foi lançado em julho deste ano, a expectativa do setor é comercializar 60 mil tratores e 300 mil máquinas e implementos em dois anos. No Paraná, o programa Trator solidário, que contempla máquinas de 50cv a 75cv, entrou em operação em 2007 e vendeu cerca de mil máquinas em seu primeiro ano. Já no Estado de São Paulo, o governo colocou à disposição dos agricultores neste mês R$ 400 milhões com juro zero para a aquisição de máquinas entre 50cv e 120cv.

Paulo Herrmann, diretor comercial da John Deere na América do Sul afirma que a crise produziu reflexos negativos na empresa. "Nosso objetivo era crescer em 2009, mas já revimos a meta e esperamos manter as vendas iguais a este ano, que foram muito boas". A companhia americana é uma das maiores fabricantes de tratores e colheitadeiras do mundo e irá ampliar o mix de sua produção para tratores de pequeno e médio porte em 2009, subindo dos atuais 45% para 60% do total produzido. O executivo disse que em 2008 foram vendidos 42 mil tratores e 4,2 mil colheitadeiras. A taxa de crescimento anual das vendas no Brasil não foi divulgada pela companhia. No entanto, Herrmann revelou que o País cresceu acima da média mundial. Em 2008, a companhia faturou US$ 28 bilhões no mundo com um crescimento de 16%.

A John Deere afirmou que continuará apostando no crescimento da agricultura brasileira no longo prazo e inaugurou ontem em Campinas, interior de São Paulo, o novo centro de distribuição de peças para a América do Sul. O investimento do projeto foi de US$ 18 milhões e levou pouco mais de um ano para ser concluído. Antônio Garcia, diretor de peças de reposição para a América do Sul disse que é o segundo grande investimento da empresa neste ano. Com isso, a expectativa é que 90% dos pedidos interno e externo na América do Sul sejam atendidos em até 24 horas. "O interessante é que quando passamos por períodos de crise, a demanda por peças de reposição cresce", completa Garcia.

"Independentemente da crise continuaremos fazendo o máximo para atender nossos clientes da melhor maneira", afirmou Gail Leese, vice-presidente mundial de peças para reposição da companhia. Em maio deste ano, a companhia americana inaugurou em Montenegro (RS) um complexo industrial de US$ 250 milhões.

Herrmann esclarece que os 200 funcionários dispensados na fábrica de Horizontina (RS) eram temporários. "Ao contrário do que foi enfatizado, contratamos 100 funcionários dos 300 que eram temporários", completa. Segundo informou, a companhia trabalha atualmente com 70% da capacidade instalada. Até setembro de 2009 a expectativa é que sejam investidos US$ 80 milhões no Brasil. "Metade disso já foi utilizado no centro de distribuição e em algumas outras áreas", conta. "O resto será utilizado até o prazo previsto"

A companhia acredita que o sistema de plantio com excesso de alavancagem (empréstimos para financiar as dívidas) somado à falta de logística precisa ser revisto no País. Herrmann aponta o caso do Mato Grosso como referência. "As políticas de seguro agrícola e preços mínimos que cubram os custos ajudariam a resolver o problema. Mas não podemos politizar as dívidas. O contrato assinado precisa ser cumprido". No entanto, a companhia negou que tenha pedido a apreensão de máquinas no estado. Com informações do portal Estadão.

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