Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
153,00 138,00 145,00
GO MT RJ
137,00 138,00 141,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1650,00
Boi Magro 30m 2060,00
Bezerra 12m 1050,00
Novilha 18m 1300,00
Vaca Boiadeira 1480,00

Atualizado em: 15/2/2019 12:26

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

A insensatez ao metro quadrado

 
 
 
Publicado em 03/02/2009

Kátia Abreu

A questão florestal não pode ser reduzida a conflito ideológico. Nem desligada da preservação ambiental. A definição de uma lei eficaz de modelos de "zoneamento ecológico-econômico" não pode ocorrer em clima de provocação e irracionalidade. A vantagem é que, desta vez, a demagogia não terá interlocutores. Os produtores rurais, visados tradicionalmente pela maioria das propostas sobre "reservas legais", recusam a carapuça odiosa de inimigos públicos que sempre lhes foi pespegada.

 

Este é um dos pontos em que está sendo mais vigorosa a ruptura da agropecuária brasileira com sua antiga imagem, posto que a defesa intransigente do meio ambiente se tornou a premissa de todas as suas posições. Aliás, antes de mais nada, os produtores rurais não aceitam ser tratados como especuladores imobiliários. São agentes econômicos - reais contribuintes do desenvolvimento nacional -, que utilizam a terra como um dos seus insumos. Ou seja, a propriedade legítima não é um fim ou instrumento de dominação, mas um meio essencial do processo de produção. Portanto, como tal exige ser considerada, sem fetichismos ou demonizações.

 

Outra preliminar importante é que a agropecuária não quer, não pleiteia, não aceita permissões ou regalias que comprometam o ambiente.

 

A agropecuária brasileira tanto está comprometida com os programas definidos pela ONU para que se atinja a meta de extinguir a fome no mundo até 2015, como está empenhada em reclamar o reconhecimento dos seus serviços ambientais, especialmente na redução das emissões de gás carbônico (CO2).

 

Não apenas assume a causa ambientalista, como pretende ver reconhecida como valor econômico - isto é, quantificada e avaliada a preços em moeda corrente - sua contribuição aos programas mundiais de preservação.

 

O papel ecológico dos cultivos é reconhecido em pelo menos três importantes aspectos. Primeiro, pelos efeitos da fotossíntese das plantações. Lavouras de soja, por exemplo, sequestram CO2 tal como ocorre com as coberturas florestais. Segundo, os estabelecimentos rurais, tanto para a defesa do solo quanto para a irrigação, desenvolvem importante papel de gestão dos recursos hídricos, protegendo mananciais e matas ciliares. Em terceiro, finalmente, preserva a biodiversidade por meio da manutenção das reservas legais.

 

Jogados à mesa tais argumentos e declarações de princípios, discutamos objetivamente o problema do dimensionamento da reserva legal, uma questão que se arrasta desde 1934 e agora atinge o paroxismo com a fixação do índice de 80% de reserva legal para as áreas de floresta situadas na Amazônia, estabelecido sem qualquer critério. Um absurdo na contramão de estudos técnico-científicos.

 

A insensatez de se tentar dimensionar por metro quadrado fixo as áreas de preservação precisa ser enfrentada com bom senso e não como confronto político estéril, jogo de arquibancada de radicais. As regras sobre reserva legal são cabalisticamente fixadas com números mágicos. Só no Brasil elas existem e sem previsão de remuneração ao proprietário.

 

O zoneamento estabelecido pela MP 2166/67-2001 está longe de ser uma ferramenta eficaz para o planejamento de uso e das potencialidades agronômicas das terras. Para se ter uma ideia da irracionalidade, basta um fato: com a consolidação do Zoneamento Ecológico-Econômico (as chamadas ZEEs) da Amazônia Legal, sobrariam apenas 4% da região para atividades agropecuárias - ou 10% da sua superfície. Expressões aritméticas se tornam absurdas abstrações se forem manejadas com ignorância ou com má fé.

 

Por exemplo, não é absurdo falar em desmatamento zero - ou seja, mais do que um quarto, 50% ou 80% discutidos até agora e que são marcas arbitrárias. Numa discussão séria, em que se considere uma regulação das áreas já ocupadas, algumas há décadas, se pode perfeitamente chegar à proibição total de desmatamentos. A agropecuária já não precisa de expansão territorial, mas da consolidação e manejo eficazes da área atualmente ocupada.

 

Os produtores rurais assumem a vanguarda da questão ambiental. Uma posição sem plano de recuo.

* Kátia Abreu é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e senadora (DEM-TO).

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[15/02/2019] - Frigoríficos aumentam a pressão sobre o boi
[15/02/2019] - Carne: será que as vendas melhoram no Carnaval?
[15/02/2019] - Leite: governo ainda não aumentou tarifa da UE
[15/02/2019] - Leite: CEPEA mudará cálculo do preço ao produtor
[15/02/2019] - China fecha acordo para importar frango do Brasil
[15/02/2019] - Acordo com China puxa ações de frigoríficos
[15/02/2019] - JBS substitui Marfrig e assina parceria com ACNB

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[15/02/2019] - Empresa da JBS tem prejuízo nos EUA
[15/02/2019] - Marfrig já está exportando ao Japão
[14/02/2019] - Carne: margem de lucro do varejo aumentou
[14/02/2019] - Arroba: o mercado está devagar?
[14/02/2019] - CEPEA: produtividade aumentou nos últimos anos
[14/02/2019] - Justiça pede explicações sobre fim da tarifa
[14/02/2019] - Produtores de leite protestam por falta de energia
[14/02/2019] - Indígenas plantam 18 mil hectares de grãos
[14/02/2019] - Tereza defende o direito de índios de produzir
[14/02/2019] - Funrural: produtor tem dúvidas sobre o pagamento
[14/02/2019] - Governo incentiva financiamento rural
[14/02/2019] - Frio extremo mata gado leiteiro nos EUA
[13/02/2019] - Leite: como o governo aumentará a tarifa da UE?
[13/02/2019] - Reforma aumenta contribuição rural ao INSS
[13/02/2019] - Conta de luz rural pode aumentar
[13/02/2019] - Arroba: oferta curta está puxando preço do boi
[13/02/2019] - Exportações de couro em alta
[13/02/2019] - Oferta de gado pode diminuir
[13/02/2019] - MT: utilização de capacidade dos frigos é recorde
[13/02/2019] - Falta reposição no Pará
[13/02/2019] - Exportações do agro batem US$ 102 bi em 1 ano
[13/02/2019] - Minerva quer incentivo fiscal para reabrir unidade
[12/02/2019] - Exportações: fevereiro já começou com recordes?
[12/02/2019] - Exportações à Rússia em 2019 já batem 2018
[12/02/2019] - Governo deve rever fim de taxa ao leite europeu
[12/02/2019] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[12/02/2019] - Reposição: expectativa pela chegada dos bezerros
[12/02/2019] - Carne: queda nos preços perde força
[12/02/2019] - Milho: produtor deve ter cautela
[12/02/2019] - Funrural: Abrafrigo diz que dívida não existe
[12/02/2019] - Crédito rural tem forte alta nas contratações
[12/02/2019] - Índios e produtores comemoram colheita juntos
[11/02/2019] - Arroba: pecuarista segura o boi esperando a alta
[11/02/2019] - Exportações de gado cresceram 55% em 1 ano
[11/02/2019] - Conta do boi não fecha, diz líder rural
[11/02/2019] - Ministério não vê danos com leite da UE
[11/02/2019] - Produtores pedem taxa sobre o leite em pó
[11/02/2019] - Milho: colheita não reduziu preços
[11/02/2019] - Milho: safrinha gera preocupação
[11/02/2019] - Farelo de soja: preço caiu
[11/02/2019] - Crédito: Tereza pede redução gradual de subsídio
[08/02/2019] - Marfrig demite 400 funcionários de frigorífico
[08/02/2019] - Marfrig pode exportar carne para o Japão
[08/02/2019] - Frigoríficos estão em alta na Bolsa
[08/02/2019] - Arroba teve pequena alta em SP
[08/02/2019] - Arroba: mercado está devagar em Goiânia
[08/02/2019] - STF confirma que tabela de frete está valendo
[08/02/2019] - Alimentos em alta no mercado internacional
[08/02/2019] - Brumadinho: BB deve suspender contratos
[08/02/2019] - Aftosa: MAPA publica manual de vacinação

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br