Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
141,00 133,00 137,00
GO MT RJ
133,00 130,00 136,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1200,00
Garrote 18m 1430,00
Boi Magro 30m 1720,00
Bezerra 12m 900,00
Novilha 18m 1130,00
Vaca Boiadeira 1350,00

Atualizado em: 16/10/2017 10:09

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

A insensatez ao metro quadrado

 
 
 
Publicado em 03/02/2009

Kátia Abreu

A questão florestal não pode ser reduzida a conflito ideológico. Nem desligada da preservação ambiental. A definição de uma lei eficaz de modelos de "zoneamento ecológico-econômico" não pode ocorrer em clima de provocação e irracionalidade. A vantagem é que, desta vez, a demagogia não terá interlocutores. Os produtores rurais, visados tradicionalmente pela maioria das propostas sobre "reservas legais", recusam a carapuça odiosa de inimigos públicos que sempre lhes foi pespegada.

 

Este é um dos pontos em que está sendo mais vigorosa a ruptura da agropecuária brasileira com sua antiga imagem, posto que a defesa intransigente do meio ambiente se tornou a premissa de todas as suas posições. Aliás, antes de mais nada, os produtores rurais não aceitam ser tratados como especuladores imobiliários. São agentes econômicos - reais contribuintes do desenvolvimento nacional -, que utilizam a terra como um dos seus insumos. Ou seja, a propriedade legítima não é um fim ou instrumento de dominação, mas um meio essencial do processo de produção. Portanto, como tal exige ser considerada, sem fetichismos ou demonizações.

 

Outra preliminar importante é que a agropecuária não quer, não pleiteia, não aceita permissões ou regalias que comprometam o ambiente.

 

A agropecuária brasileira tanto está comprometida com os programas definidos pela ONU para que se atinja a meta de extinguir a fome no mundo até 2015, como está empenhada em reclamar o reconhecimento dos seus serviços ambientais, especialmente na redução das emissões de gás carbônico (CO2).

 

Não apenas assume a causa ambientalista, como pretende ver reconhecida como valor econômico - isto é, quantificada e avaliada a preços em moeda corrente - sua contribuição aos programas mundiais de preservação.

 

O papel ecológico dos cultivos é reconhecido em pelo menos três importantes aspectos. Primeiro, pelos efeitos da fotossíntese das plantações. Lavouras de soja, por exemplo, sequestram CO2 tal como ocorre com as coberturas florestais. Segundo, os estabelecimentos rurais, tanto para a defesa do solo quanto para a irrigação, desenvolvem importante papel de gestão dos recursos hídricos, protegendo mananciais e matas ciliares. Em terceiro, finalmente, preserva a biodiversidade por meio da manutenção das reservas legais.

 

Jogados à mesa tais argumentos e declarações de princípios, discutamos objetivamente o problema do dimensionamento da reserva legal, uma questão que se arrasta desde 1934 e agora atinge o paroxismo com a fixação do índice de 80% de reserva legal para as áreas de floresta situadas na Amazônia, estabelecido sem qualquer critério. Um absurdo na contramão de estudos técnico-científicos.

 

A insensatez de se tentar dimensionar por metro quadrado fixo as áreas de preservação precisa ser enfrentada com bom senso e não como confronto político estéril, jogo de arquibancada de radicais. As regras sobre reserva legal são cabalisticamente fixadas com números mágicos. Só no Brasil elas existem e sem previsão de remuneração ao proprietário.

 

O zoneamento estabelecido pela MP 2166/67-2001 está longe de ser uma ferramenta eficaz para o planejamento de uso e das potencialidades agronômicas das terras. Para se ter uma ideia da irracionalidade, basta um fato: com a consolidação do Zoneamento Ecológico-Econômico (as chamadas ZEEs) da Amazônia Legal, sobrariam apenas 4% da região para atividades agropecuárias - ou 10% da sua superfície. Expressões aritméticas se tornam absurdas abstrações se forem manejadas com ignorância ou com má fé.

 

Por exemplo, não é absurdo falar em desmatamento zero - ou seja, mais do que um quarto, 50% ou 80% discutidos até agora e que são marcas arbitrárias. Numa discussão séria, em que se considere uma regulação das áreas já ocupadas, algumas há décadas, se pode perfeitamente chegar à proibição total de desmatamentos. A agropecuária já não precisa de expansão territorial, mas da consolidação e manejo eficazes da área atualmente ocupada.

 

Os produtores rurais assumem a vanguarda da questão ambiental. Uma posição sem plano de recuo.

* Kátia Abreu é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e senadora (DEM-TO).

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[16/10/2017] - JBS desiste de oferta de ações nos EUA
[16/10/2017] - Cade deve rejeitar nesta semana compra do Mataboi
[16/10/2017] - Arroba: mercado vive impasse
[16/10/2017] - Atacado da carne caiu mas margem de frigo subiu
[16/10/2017] - ICMS cai, mas preço da carne não cairá
[16/10/2017] - Leite: produtor pede socorro
[16/10/2017] - Governo envia missão para discutir leite uruguaio

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[16/10/2017] - Reposição lenta não derruba preços em MG
[16/10/2017] - Uréia agrícola está mais cara
[16/10/2017] - Argentina quer 5% do mercado da UE para o Mercosul
[11/10/2017] - MPF concorda com a PF e denuncia irmãos Batista
[11/10/2017] - PF vê risco de calote bilionário da JBS
[11/10/2017] - Frigoríficos esperam novos mercados ainda em 2017
[11/10/2017] - Arroba: mercado em ritmo de feriadão
[11/10/2017] - MAPA tenta solução para vender mais ao Irã
[11/10/2017] - Brasil suspende importação de leite do Uruguai
[11/10/2017] - O leite vai subir com embargo ao Uruguai?
[11/10/2017] - CEPEA: consumo de leite ainda é fraco
[11/10/2017] - Produtor de leite vive momento complicado
[11/10/2017] - Milho volta a subir
[10/10/2017] - Justiça já bloqueou R$ 730 milhões da JBS
[10/10/2017] - PF aponta que irmãos Batista manipularam o mercado
[10/10/2017] - Carne: preço sobe e ensaia recuperação
[10/10/2017] - Exportações: outubro começou com alta de 25%
[10/10/2017] - Arroba: frigoríficos estão testando o pecuarista
[10/10/2017] - Governo do MT não vai prorrogar ICMS menor
[10/10/2017] - Acrimat: ICMS menor estimula concorrência pelo boi
[09/10/2017] - MPF vê risco de quebra da JBS
[09/10/2017] - Pecuaristas ainda preocupados com a crise da JBS
[09/10/2017] - Carne sobe e pode puxar a arroba do boi
[09/10/2017] - Arroba: frigoríficos tentam pressão sobre o boi
[09/10/2017] - Reposição: esperando pela chuva e pela alta do boi
[09/10/2017] - Pecuaristas do Mercosul criticam oferta européia
[06/10/2017] - Juiz bloqueia todos os bens da família Batista
[06/10/2017] - Justiça do MS bloqueia unidades e R$ 115 mi da JBS
[06/10/2017] - JBS reage a bloqueio de bens e dinheiro no MS
[06/10/2017] - Arroba: nem para lá, nem para cá
[06/10/2017] - Brasil abre mais um mercado para carne
[06/10/2017] - Arroba: preço do boi cai em Belo Horizonte
[06/10/2017] - Pecuaristas pedem volta do ICMS menor no MT
[06/10/2017] - Mato Grosso tem receita recorde com a carne bovina
[06/10/2017] - Pecuaristas denunciam fraude no leite uruguaio
[06/10/2017] - Funrural: Receita ignora resolução do Senado
[06/10/2017] - Governo prorroga desconto no ICMS de insumos
[05/10/2017] - BNDES volta a pedir mudanças na JBS
[05/10/2017] - Advogados vão atrás de provas contra os Batista
[05/10/2017] - Arroba: frigoríficos oferecem mais
[05/10/2017] - Arroba: exportações em alta não deixam sobrar boi
[05/10/2017] - Maggi negocia ampliação das vendas à Rússia
[05/10/2017] - Pecuarista joga 1.000 litros de leite fora
[05/10/2017] - Temer nega ter prometido arrendamento de reservas
[04/10/2017] - Arroba: reação dos preços está próxima?
[04/10/2017] - Reposição: relação de troca melhora no Tocantins
[04/10/2017] - Coaf identifica repasse de frigoríficos a político
[04/10/2017] - Coutinho diz que não apoiou monopólio da JBS
[04/10/2017] - PIB do Agro bate recorde histórico no Mato Grosso
[04/10/2017] - UE oferece cota baixa para carne do Mercosul

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br