Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
138,00 126,00 132,00
GO MT RJ
126,00 128,00 131,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1280,00
Garrote 18m 1520,00
Boi Magro 30m 1860,00
Bezerra 12m 960,00
Novilha 18m 1140,00
Vaca Boiadeira 1310,00

Atualizado em: 20/6/2018 11:24

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Rebanho desgarrado

 
 
 
Publicado em 13/04/2006

Xico Graziano (*)

Reforma agrária, todos sabem, serve para transformar trabalhador em produtor rural. O beneficiário, antes um pobre sem-terra, vira um progressista com-terra. Ganha cidadania. Certo?

Mais ou menos. No deformado processo da reforma agrária brasileira, mesmo depois de ocupar seu quinhão o caboclo continua tratado como sem-terra. Seu status não muda. Continua vivendo mal.

Onde reside o problema? Na emancipação dos projetos de assentamento rural. Ou melhor, em sua inexistência. Existem hoje, no mínimo, 500 mil famílias assentadas produzindo com precário vínculo à terra que receberam. No máximo, ostentam uma licença de ocupação, fornecida pelo Incra.

A situação é gravíssima e vem de longe. Desde a redemocratização, em 1985, com o governo Sarney, assentamentos rurais são instalados sem planejamento. Antes disso, na época militar, projetos considerados de colonização se espalharam, distribuindo terra sem nunca titular ninguém. Fora as exceções, cerca de 5% dos casos.

Resultado: forma-se no país uma espécie de quase-funcionários públicos, milhões de pessoas que, assentadas alhures, depende da benesse pública para viver. Nos projetos de reforma agrária, tudo cabe ao Incra executar: a ponte que roda na chuvarada, a escola das crianças, a água encanada. Fora as questões, essenciais, da produção rural. Resultado: o cordão umbilical dos sem-terra, ao governo, mantém-se indefinidamente.

Projeto de lei apresentado recentemente na Câmara dos Deputados (PL 6820/06) procura dar um freio de arrumação nesse arrastado processo da reforma agrária. Estabelece um prazo de 5 anos para que o governo, ao iniciar o assentamento rural, realize os investimentos necessários para sua consolidação. Na seqüência, obriga-se a emitir o título de posse dos novos agricultores.

A proposta é simples. Segue a linha da responsabilidade fiscal e social da gestão pública. Obras inacabadas consomem o Tesouro e facilitam o desvio do dinheiro público. Exigindo prazo, fixa metas para o planejamento. Quer fazer reforma agrária, faça, mas termine o investimento. Senão, vira uma rosca sem-fim.

Dificilmente a idéia vai prosperar rápida no Congresso. O próprio governo se oporá à limitação estabelecida. Sabem por quê? Porque o MST é radicalmente contrário à medida, opondo-se à titulação dos beneficiários da reforma agrária. É incrível.

Mas verdade. O MST prefere que o pobre-coitado continue um sem-terra. Comendo na sua mão. Quer dividir a terra, mas manter seu mando autoritário sobre os novos produtores rurais. Uma razão meio messiânica, ou fascista.

Malgrado as verbas que manipulam em convênios com o Incra e, por tabela, o acesso privilegiado aos financiamentos via Banco do Brasil, que irrigam o MST, a boiada vai se desgarrando. Os novos agricultores querem progredir, e exigem liberdade. O tema é recorrente. Velhos comunistas alertavam, lá atrás, que a reforma agrária, ao transformar o camponês em proprietário, incutia nele a mentalidade capitalista. Trata-se de uma verdade histórica.

Atento, o MST vai, aos poucos, alterando sua estratégia de atuação. Recentemente, organizou o MPA-Movimento dos Pequenos Agricultores que, segundo seu boletim divulgativo, luta em defesa de 8 (sic) milhões de famílias camponesas “massacradas pelas multinacionais e pelo agronegócio”. Busca assim, manter seu controle sobre os assentamentos rurais, mesmo trombando na política com a Contag, a poderosa central sindical no campo, que sempre representou os camponeses.

Já faz tempo que nas passeatas, marchas e demais manifestações do MST, o grosso da fileira se compõe de produtores assentados. O Zé Rainha é o maior exemplo. Desde 1995 ele detém um lote no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Embora beneficiado pela reforma agrária, portanto um com-terra, continua líder dos sem-terra. Só no Brasil mesmo!

A nova face do MST, arvorando-se representante dos pequenos agricultores, desgraçadamente carrega uma forte visão paternalista e perdulária. Basta acessar o site do MST e conhecer a pauta de reivindicações do MPA. É coisa simplesmente escandalosa.

Propõe o enquadramento das famílias camponesas como “segurados especiais” da Previdência; defende a aposentadoria das mulheres aos 55 anos, com 1 salário-mínimo e, aos 70 anos, com 2,5 salários. Exige que o governo controle os preços agrícolas, tabele os insumos, compre a produção e controle o comércio através de “uma grande empresa pública de exportações agrícolas”, proibindo as multinacionais de atuarem no mercado. Dá para entender?

É pouco. Querem também um crédito de R$ 100 mil por família, para “investimentos globais” na propriedade rural, com 4 anos de carência e 20 anos para pagar, juros fixos de 2% ao ano e, para quem fizer tudo direitinho, rebate de 50% nas parcelas a vencer. A previsão orçamentária, para 5 anos, somaria R$ 800 bilhões. Fácil.

É desanimador: o MST, ao querer agora dominar os com-terra, apresenta uma agenda velha, semelhante a pior demanda dos aproveitadores de sempre que, no campo ou na cidade, só pensam em mamar nas tetas do Estado. Pela direita ou na esquerda, agride a modernidade.

Pior, trata-se de uma agenda velhaca, construída para vender ilusões. Uma cantilena, rezada sobre a pobreza no campo, que promete o paraíso, ainda na terra. Esse populismo de esquerda, cultivado pelo MST, objetiva criar submissão, a mais desgraçada das misérias humanas. É lamentável.

(*) XICO GRAZIANO é diretor da AgroBrasil (artigo publicado terça-feira, 11 de abril, em coluna nos jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e O Tempo, de MG) 

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[20/06/2018] - Fiscal demitido se queixa de interferência
[20/06/2018] - Arroba: já começa a faltar boi
[20/06/2018] - Mercado da carne está ótimo para os frigoríficos
[20/06/2018] - STF debate hoje tabelamento de frete
[20/06/2018] - Venda de grãos travada por impasse no frete
[20/06/2018] - Governador de SP apóia fim da exportação de gado
[20/06/2018] - PIB do agro deve cair em 2018

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[20/06/2018] - BRF vende participação no Minerva
[20/06/2018] - Farelo de soja continua subindo
[20/06/2018] - Guerra comercial não ajuda o Brasil, diz Maggi
[19/06/2018] - PF indicia Batista e Miller por corrupção
[19/06/2018] - Arroba começa a dar sinais de alta
[19/06/2018] - Exportações de carne têm o pior junho em 9 anos
[19/06/2018] - Reposição sobe e arroba cai. E agora?
[19/06/2018] - Leite longa vida tem forte alta
[19/06/2018] - UE pressiona para que Mercosul ceda em acordo
[19/06/2018] - Temer espera que STF decida sobre fretes
[19/06/2018] - Ministro: tabela pode prejudicar caminhoneiros
[18/06/2018] - Operação investiga corrupção em unidade da JBS
[18/06/2018] - Arroba: oferta encurta e frigoríficos pagam mais
[18/06/2018] - Frigoríficos subiram preço da carne no atacado
[18/06/2018] - Cai a procura por reposição
[18/06/2018] - Milho: preços caíram quase 8% em sete dias
[18/06/2018] - Cooperativas obtêm liminar contra tabela de frete
[15/06/2018] - Arroba: está sobrando boi?
[15/06/2018] - MS tem maior número de abates em dois anos
[15/06/2018] - STF trava ações sobre tabelamento de frete
[15/06/2018] - CADE é contra tabelamento de fretes
[15/06/2018] - Entidade obteve liminar contra tabela de frete
[15/06/2018] - Frigoríficos pressionam e chefe da inspeção cai
[15/06/2018] - O dólar alto vai afetar o preço do farelo de soja?
[15/06/2018] - Insegurança jurídica custa caro ao produtor
[14/06/2018] - Impasse no mercado do boi
[14/06/2018] - CEPEA: escalas ditam o valor do boi
[14/06/2018] - IBGE: abates em alta no Brasil
[14/06/2018] - Impasse adia reabertura de frigorífico
[14/06/2018] - Leite: produtores do PR perderam milhões de litros
[14/06/2018] - Exportações do Agro mostraram força em maio
[14/06/2018] - Governo prevê acordo com a UE antes das eleições
[14/06/2018] - Acordo UE-Mercosul preocupa deputados do Agro
[14/06/2018] - STF quer que governo explique a tabela de frete
[14/06/2018] - Brasil vai exportar genética para o Equador
[13/06/2018] - Arroba: pecuarista deve segurar o boi?
[13/06/2018] - Frigoríficos estão aproveitando oferta para ganhar
[13/06/2018] - Reposição continua parada no Paraná
[13/06/2018] - CNA vai ao STF contra tabelamento de frete
[13/06/2018] - Transportadoras também vão à Justiça contra tabela
[13/06/2018] - Maggi não vê solução breve para fretes
[13/06/2018] - Caminhoneiros querem 50% de aumento
[13/06/2018] - Impasse sobre frete travou venda de grãos
[13/06/2018] - CADE arquiva processo contra Friboi por cartel
[13/06/2018] - Crédito rural está em alta
[13/06/2018] - Maggi prevê piora na relação com a UE
[13/06/2018] - Índios são presos por cobrar pedágio no MT
[12/06/2018] - Arroba: mercado está retomando o ritmo
[12/06/2018] - Reposição volta à normalidade depois da greve
[12/06/2018] - Exportações caem em junho depois da greve

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br