Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
141,00 133,00 137,00
GO MT RJ
133,00 130,00 136,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1200,00
Garrote 18m 1430,00
Boi Magro 30m 1720,00
Bezerra 12m 900,00
Novilha 18m 1130,00
Vaca Boiadeira 1350,00

Atualizado em: 16/10/2017 10:09

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Gianetti: Basta de hipocrisia de ONGs estrangeiras

 
 
 
Publicado em 23/06/2009

Roberto Gianetti da Fonseca

Na vida não é proibido errar. O que deveria, sim, ser proibido é mentir. Basta da hipocrisia dessas ONGs estrangeiras que por aí circulam impunemente no nosso país e vamos direto aos fatos e dados que interessam à população brasileira em geral.

Creio que a maioria das pessoas não tem uma noção exata da dimensão da cadeia produtiva da pecuária bovina no Brasil: com um rebanho de aproximadamente 198 milhões de cabeças - dito o maior rebanho comercial do mundo, responsável pela geração de milhões de empregos em todas as fases da produção, do pasto à indústria, e de cerca de 8% do PIB, além de exportações de carne e couro que conjuntamente em 2008 superaram a cifra de US$8,5 bilhões -, ela é de importância capital para a economia nacional.

Talvez por conta desse inequívoco sucesso do setor, hoje em dia são a pecuária bovina e a indústria de abate e processamento da carne que sofrem as maiores pressões por conta da sustentabilidade socioambiental. De fato, o vertiginoso crescimento desse setor nos últimos anos se deu de forma desorganizada, prevalecendo em larga escala a produção informal, seja na pecuária, seja na indústria de abate; e também em passado não muito distante não havia no País a menor preocupação ambiental, haja vista que até os anos 1980 ainda se ofereciam benefícios fiscais e financeiros para a expansão da pecuária bovina em Estados das Regiões Centro-Oeste e Amazônica. O eventual mal feito no passado não pode comprometer a busca de aprimoramento para o futuro, mas negar a realidade atual ou mesmo querer eliminá-la do dia para a noite, isso, sim, é uma total utopia. Portanto, é mais do que hora de promover a sua estruturação em bases sustentáveis, de acordo com a legislação socioambiental em vigor. Isso pelo menos é o que deseja a indústria organizada e moderna da carne bovina, pela ação estratégica da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

A recente campanha de demonização do setor que vem sendo irresponsavelmente promovida por ONGs sensacionalistas e por alguns jornalistas com viés ideológico não apresenta nenhuma solução inteligente para o futuro, que combine o necessário aumento da produção de alimentos e o objetivo comum a todos brasileiros de preservação do meio ambiente, especialmente referindo-se à floresta amazônica. Não reconheço nessas ONGs nenhuma autoridade moral para tratar o assunto ambiental dessa forma que vem ocorrendo, pois a preocupação sobre este tema não é sua exclusividade. Passar fome no meio de um jardim botânico não me parece que seja um cenário desejável para cerca de 30 milhões brasileiros que hoje habitam aquela extensa e pobre região do País.

Na vida não é proibido errar. O que deveria, sim, ser proibido é mentir. Basta da hipocrisia dessas ONGs estrangeiras que por aí circulam impunemente no nosso país e vamos direto aos fatos e dados que interessam à população brasileira em geral.

As atividades de cria, recria e engorda de gado de corte ocupam cerca de 172 milhões de hectares do território brasileiro, principalmente nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde se concentram ao redor de 106,7 milhões de cabeças, ou seja, cerca de 53,9% do rebanho total. Na Região Norte/Amazônica encontram-se cerca de 38,5 milhões de cabeças (19,4% do total), distribuídas por mais de 500 mil propriedades de grande, médio e pequeno porte, com forte concentração no sul do Pará e em Rondônia. Portanto, para implantar um confiável sistema de rastreamento ambiental nessa região, primeiramente, deve-se regularizar a estrutura fundiária, ainda caótica.
Há dois índices de produtividade setorial no Brasil que ainda são muito ruins: a taxa de suporte de cabeças por hectare, cuja média nacional é de apenas 1,15 cabeça por hectare, por causa da predominância da criação extensiva em pastagens naturais de baixa qualidade; e a taxa de desfrute, que se refere ao número de abates sobre o rebanho total, que no caso do Brasil é de pouco mais de 22%, ou seja, cerca de 44 milhões de cabeças abatidas por ano, diante de um rebanho de 198 milhões. Em ambos os casos trata-se de índices medíocres de desempenho setorial, se comparados a outros países do mundo, e que se não melhorados poderão vir a comprometer no futuro a capacidade de crescimento sustentável desse setor em nosso país.

Especialistas no tema indicam que se houvesse no futuro próximo um adequado investimento público e privado que resultasse na melhoria genética do rebanho, na melhoria das pastagens, inclusive associando-se com sistemas intensivos ou semi-intensivos de engorda, na intensificação da defesa sanitária e do sistema de rastreabilidade da criação bovina, poderíamos no período de uma década aumentar a taxa de suporte para até 1,5 cabeça por hectare e a taxa de desfrute, para algo ao redor de 30%. Isso significa que o Brasil poderia vir a abater em 2020 cerca de 75 milhões de cabeças por ano, com um rebanho de 250 milhões, sem que fosse necessária a expansão adicional de sequer um hectare de terra, ou até ao contrário, poder-se-iam disponibilizar áreas de pastagens degradadas na própria Região Amazônica, até mesmo para a recuperação ambiental.

Para enfrentar esses enormes desafios é preciso que haja uma ação articulada em todos os elos da cadeia produtiva, do pecuarista ao varejo, passando pelo melhoramento genético e pela defesa sanitária do rebanho, com a efetiva participação da sociedade civil por meio de associações de classe como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), a própria Abiec e tantas outras. Somente pelo diálogo racional será possível a construção de soluções efetivas e duradouras, que venham no futuro confirmar a posição brasileira de potência ambiental e de maior produtora e exportadora de alimentos no mundo. Que venha logo a boa crítica, para nos ajudar a cumprir essa difícil missão.

Na vida não é proibido errar. O que deveria, sim, ser proibido é mentir. Basta da hipocrisia dessas ONGs estrangeiras que por aí circulam impunemente no nosso país e vamos direto aos fatos e dados que interessam à população brasileira em geral.

Creio que a maioria das pessoas não tem uma noção exata da dimensão da cadeia produtiva da pecuária bovina no Brasil: com um rebanho de aproximadamente 198 milhões de cabeças - dito o maior rebanho comercial do mundo, responsável pela geração de milhões de empregos em todas as fases da produção, do pasto à indústria, e de cerca de 8% do PIB, além de exportações de carne e couro que conjuntamente em 2008 superaram a cifra de US$8,5 bilhões -, ela é de importância capital para a economia nacional.

Talvez por conta desse inequívoco sucesso do setor, hoje em dia são a pecuária bovina e a indústria de abate e processamento da carne que sofrem as maiores pressões por conta da sustentabilidade socioambiental. De fato, o vertiginoso crescimento desse setor nos últimos anos se deu de forma desorganizada, prevalecendo em larga escala a produção informal, seja na pecuária, seja na indústria de abate; e também em passado não muito distante não havia no País a menor preocupação ambiental, haja vista que até os anos 1980 ainda se ofereciam benefícios fiscais e financeiros para a expansão da pecuária bovina em Estados das Regiões Centro-Oeste e Amazônica. O eventual mal feito no passado não pode comprometer a busca de aprimoramento para o futuro, mas negar a realidade atual ou mesmo querer eliminá-la do dia para a noite, isso, sim, é uma total utopia. Portanto, é mais do que hora de promover a sua estruturação em bases sustentáveis, de acordo com a legislação socioambiental em vigor. Isso pelo menos é o que deseja a indústria organizada e moderna da carne bovina, pela ação estratégica da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

A recente campanha de demonização do setor que vem sendo irresponsavelmente promovida por ONGs sensacionalistas e por alguns jornalistas com viés ideológico não apresenta nenhuma solução inteligente para o futuro, que combine o necessário aumento da produção de alimentos e o objetivo comum a todos brasileiros de preservação do meio ambiente, especialmente referindo-se à floresta amazônica. Não reconheço nessas ONGs nenhuma autoridade moral para tratar o assunto ambiental dessa forma que vem ocorrendo, pois a preocupação sobre este tema não é sua exclusividade. Passar fome no meio de um jardim botânico não me parece que seja um cenário desejável para cerca de 30 milhões brasileiros que hoje habitam aquela extensa e pobre região do País.

Na vida não é proibido errar. O que deveria, sim, ser proibido é mentir. Basta da hipocrisia dessas ONGs estrangeiras que por aí circulam impunemente no nosso país e vamos direto aos fatos e dados que interessam à população brasileira em geral.

As atividades de cria, recria e engorda de gado de corte ocupam cerca de 172 milhões de hectares do território brasileiro, principalmente nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde se concentram ao redor de 106,7 milhões de cabeças, ou seja, cerca de 53,9% do rebanho total. Na Região Norte/Amazônica encontram-se cerca de 38,5 milhões de cabeças (19,4% do total), distribuídas por mais de 500 mil propriedades de grande, médio e pequeno porte, com forte concentração no sul do Pará e em Rondônia. Portanto, para implantar um confiável sistema de rastreamento ambiental nessa região, primeiramente, deve-se regularizar a estrutura fundiária, ainda caótica.
Há dois índices de produtividade setorial no Brasil que ainda são muito ruins: a taxa de suporte de cabeças por hectare, cuja média nacional é de apenas 1,15 cabeça por hectare, por causa da predominância da criação extensiva em pastagens naturais de baixa qualidade; e a taxa de desfrute, que se refere ao número de abates sobre o rebanho total, que no caso do Brasil é de pouco mais de 22%, ou seja, cerca de 44 milhões de cabeças abatidas por ano, diante de um rebanho de 198 milhões. Em ambos os casos trata-se de índices medíocres de desempenho setorial, se comparados a outros países do mundo, e que se não melhorados poderão vir a comprometer no futuro a capacidade de crescimento sustentável desse setor em nosso país.

Especialistas no tema indicam que se houvesse no futuro próximo um adequado investimento público e privado que resultasse na melhoria genética do rebanho, na melhoria das pastagens, inclusive associando-se com sistemas intensivos ou semi-intensivos de engorda, na intensificação da defesa sanitária e do sistema de rastreabilidade da criação bovina, poderíamos no período de uma década aumentar a taxa de suporte para até 1,5 cabeça por hectare e a taxa de desfrute, para algo ao redor de 30%. Isso significa que o Brasil poderia vir a abater em 2020 cerca de 75 milhões de cabeças por ano, com um rebanho de 250 milhões, sem que fosse necessária a expansão adicional de sequer um hectare de terra, ou até ao contrário, poder-se-iam disponibilizar áreas de pastagens degradadas na própria Região Amazônica, até mesmo para a recuperação ambiental.

Para enfrentar esses enormes desafios é preciso que haja uma ação articulada em todos os elos da cadeia produtiva, do pecuarista ao varejo, passando pelo melhoramento genético e pela defesa sanitária do rebanho, com a efetiva participação da sociedade civil por meio de associações de classe como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), a própria Abiec e tantas outras. Somente pelo diálogo racional será possível a construção de soluções efetivas e duradouras, que venham no futuro confirmar a posição brasileira de potência ambiental e de maior produtora e exportadora de alimentos no mundo. Que venha logo a boa crítica, para nos ajudar a cumprir essa difícil missão.

Roberto Giannetti da Fonseca, economista e empresário, é presidente da Abiec.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[16/10/2017] - JBS desiste de oferta de ações nos EUA
[16/10/2017] - Cade deve rejeitar nesta semana compra do Mataboi
[16/10/2017] - Arroba: mercado vive impasse
[16/10/2017] - Atacado da carne caiu mas margem de frigo subiu
[16/10/2017] - ICMS cai, mas preço da carne não cairá
[16/10/2017] - Leite: produtor pede socorro
[16/10/2017] - Governo envia missão para discutir leite uruguaio

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[16/10/2017] - Reposição lenta não derruba preços em MG
[16/10/2017] - Uréia agrícola está mais cara
[16/10/2017] - Argentina quer 5% do mercado da UE para o Mercosul
[11/10/2017] - MPF concorda com a PF e denuncia irmãos Batista
[11/10/2017] - PF vê risco de calote bilionário da JBS
[11/10/2017] - Frigoríficos esperam novos mercados ainda em 2017
[11/10/2017] - Arroba: mercado em ritmo de feriadão
[11/10/2017] - MAPA tenta solução para vender mais ao Irã
[11/10/2017] - Brasil suspende importação de leite do Uruguai
[11/10/2017] - O leite vai subir com embargo ao Uruguai?
[11/10/2017] - CEPEA: consumo de leite ainda é fraco
[11/10/2017] - Produtor de leite vive momento complicado
[11/10/2017] - Milho volta a subir
[10/10/2017] - Justiça já bloqueou R$ 730 milhões da JBS
[10/10/2017] - PF aponta que irmãos Batista manipularam o mercado
[10/10/2017] - Carne: preço sobe e ensaia recuperação
[10/10/2017] - Exportações: outubro começou com alta de 25%
[10/10/2017] - Arroba: frigoríficos estão testando o pecuarista
[10/10/2017] - Governo do MT não vai prorrogar ICMS menor
[10/10/2017] - Acrimat: ICMS menor estimula concorrência pelo boi
[09/10/2017] - MPF vê risco de quebra da JBS
[09/10/2017] - Pecuaristas ainda preocupados com a crise da JBS
[09/10/2017] - Carne sobe e pode puxar a arroba do boi
[09/10/2017] - Arroba: frigoríficos tentam pressão sobre o boi
[09/10/2017] - Reposição: esperando pela chuva e pela alta do boi
[09/10/2017] - Pecuaristas do Mercosul criticam oferta européia
[06/10/2017] - Juiz bloqueia todos os bens da família Batista
[06/10/2017] - Justiça do MS bloqueia unidades e R$ 115 mi da JBS
[06/10/2017] - JBS reage a bloqueio de bens e dinheiro no MS
[06/10/2017] - Arroba: nem para lá, nem para cá
[06/10/2017] - Brasil abre mais um mercado para carne
[06/10/2017] - Arroba: preço do boi cai em Belo Horizonte
[06/10/2017] - Pecuaristas pedem volta do ICMS menor no MT
[06/10/2017] - Mato Grosso tem receita recorde com a carne bovina
[06/10/2017] - Pecuaristas denunciam fraude no leite uruguaio
[06/10/2017] - Funrural: Receita ignora resolução do Senado
[06/10/2017] - Governo prorroga desconto no ICMS de insumos
[05/10/2017] - BNDES volta a pedir mudanças na JBS
[05/10/2017] - Advogados vão atrás de provas contra os Batista
[05/10/2017] - Arroba: frigoríficos oferecem mais
[05/10/2017] - Arroba: exportações em alta não deixam sobrar boi
[05/10/2017] - Maggi negocia ampliação das vendas à Rússia
[05/10/2017] - Pecuarista joga 1.000 litros de leite fora
[05/10/2017] - Temer nega ter prometido arrendamento de reservas
[04/10/2017] - Arroba: reação dos preços está próxima?
[04/10/2017] - Reposição: relação de troca melhora no Tocantins
[04/10/2017] - Coaf identifica repasse de frigoríficos a político
[04/10/2017] - Coutinho diz que não apoiou monopólio da JBS
[04/10/2017] - PIB do Agro bate recorde histórico no Mato Grosso
[04/10/2017] - UE oferece cota baixa para carne do Mercosul

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br