Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
144,00 133,00 138,00
GO MT RJ
132,00 128,00 136,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1260,00
Garrote 18m 1510,00
Boi Magro 30m 1860,00
Bezerra 12m 970,00
Novilha 18m 1140,00
Vaca Boiadeira 1350,00

Atualizado em: 13/8/2018 09:51

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Gianetti: Basta de hipocrisia de ONGs estrangeiras

 
 
 
Publicado em 23/06/2009

Roberto Gianetti da Fonseca

Na vida não é proibido errar. O que deveria, sim, ser proibido é mentir. Basta da hipocrisia dessas ONGs estrangeiras que por aí circulam impunemente no nosso país e vamos direto aos fatos e dados que interessam à população brasileira em geral.

Creio que a maioria das pessoas não tem uma noção exata da dimensão da cadeia produtiva da pecuária bovina no Brasil: com um rebanho de aproximadamente 198 milhões de cabeças - dito o maior rebanho comercial do mundo, responsável pela geração de milhões de empregos em todas as fases da produção, do pasto à indústria, e de cerca de 8% do PIB, além de exportações de carne e couro que conjuntamente em 2008 superaram a cifra de US$8,5 bilhões -, ela é de importância capital para a economia nacional.

Talvez por conta desse inequívoco sucesso do setor, hoje em dia são a pecuária bovina e a indústria de abate e processamento da carne que sofrem as maiores pressões por conta da sustentabilidade socioambiental. De fato, o vertiginoso crescimento desse setor nos últimos anos se deu de forma desorganizada, prevalecendo em larga escala a produção informal, seja na pecuária, seja na indústria de abate; e também em passado não muito distante não havia no País a menor preocupação ambiental, haja vista que até os anos 1980 ainda se ofereciam benefícios fiscais e financeiros para a expansão da pecuária bovina em Estados das Regiões Centro-Oeste e Amazônica. O eventual mal feito no passado não pode comprometer a busca de aprimoramento para o futuro, mas negar a realidade atual ou mesmo querer eliminá-la do dia para a noite, isso, sim, é uma total utopia. Portanto, é mais do que hora de promover a sua estruturação em bases sustentáveis, de acordo com a legislação socioambiental em vigor. Isso pelo menos é o que deseja a indústria organizada e moderna da carne bovina, pela ação estratégica da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

A recente campanha de demonização do setor que vem sendo irresponsavelmente promovida por ONGs sensacionalistas e por alguns jornalistas com viés ideológico não apresenta nenhuma solução inteligente para o futuro, que combine o necessário aumento da produção de alimentos e o objetivo comum a todos brasileiros de preservação do meio ambiente, especialmente referindo-se à floresta amazônica. Não reconheço nessas ONGs nenhuma autoridade moral para tratar o assunto ambiental dessa forma que vem ocorrendo, pois a preocupação sobre este tema não é sua exclusividade. Passar fome no meio de um jardim botânico não me parece que seja um cenário desejável para cerca de 30 milhões brasileiros que hoje habitam aquela extensa e pobre região do País.

Na vida não é proibido errar. O que deveria, sim, ser proibido é mentir. Basta da hipocrisia dessas ONGs estrangeiras que por aí circulam impunemente no nosso país e vamos direto aos fatos e dados que interessam à população brasileira em geral.

As atividades de cria, recria e engorda de gado de corte ocupam cerca de 172 milhões de hectares do território brasileiro, principalmente nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde se concentram ao redor de 106,7 milhões de cabeças, ou seja, cerca de 53,9% do rebanho total. Na Região Norte/Amazônica encontram-se cerca de 38,5 milhões de cabeças (19,4% do total), distribuídas por mais de 500 mil propriedades de grande, médio e pequeno porte, com forte concentração no sul do Pará e em Rondônia. Portanto, para implantar um confiável sistema de rastreamento ambiental nessa região, primeiramente, deve-se regularizar a estrutura fundiária, ainda caótica.
Há dois índices de produtividade setorial no Brasil que ainda são muito ruins: a taxa de suporte de cabeças por hectare, cuja média nacional é de apenas 1,15 cabeça por hectare, por causa da predominância da criação extensiva em pastagens naturais de baixa qualidade; e a taxa de desfrute, que se refere ao número de abates sobre o rebanho total, que no caso do Brasil é de pouco mais de 22%, ou seja, cerca de 44 milhões de cabeças abatidas por ano, diante de um rebanho de 198 milhões. Em ambos os casos trata-se de índices medíocres de desempenho setorial, se comparados a outros países do mundo, e que se não melhorados poderão vir a comprometer no futuro a capacidade de crescimento sustentável desse setor em nosso país.

Especialistas no tema indicam que se houvesse no futuro próximo um adequado investimento público e privado que resultasse na melhoria genética do rebanho, na melhoria das pastagens, inclusive associando-se com sistemas intensivos ou semi-intensivos de engorda, na intensificação da defesa sanitária e do sistema de rastreabilidade da criação bovina, poderíamos no período de uma década aumentar a taxa de suporte para até 1,5 cabeça por hectare e a taxa de desfrute, para algo ao redor de 30%. Isso significa que o Brasil poderia vir a abater em 2020 cerca de 75 milhões de cabeças por ano, com um rebanho de 250 milhões, sem que fosse necessária a expansão adicional de sequer um hectare de terra, ou até ao contrário, poder-se-iam disponibilizar áreas de pastagens degradadas na própria Região Amazônica, até mesmo para a recuperação ambiental.

Para enfrentar esses enormes desafios é preciso que haja uma ação articulada em todos os elos da cadeia produtiva, do pecuarista ao varejo, passando pelo melhoramento genético e pela defesa sanitária do rebanho, com a efetiva participação da sociedade civil por meio de associações de classe como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), a própria Abiec e tantas outras. Somente pelo diálogo racional será possível a construção de soluções efetivas e duradouras, que venham no futuro confirmar a posição brasileira de potência ambiental e de maior produtora e exportadora de alimentos no mundo. Que venha logo a boa crítica, para nos ajudar a cumprir essa difícil missão.

Na vida não é proibido errar. O que deveria, sim, ser proibido é mentir. Basta da hipocrisia dessas ONGs estrangeiras que por aí circulam impunemente no nosso país e vamos direto aos fatos e dados que interessam à população brasileira em geral.

Creio que a maioria das pessoas não tem uma noção exata da dimensão da cadeia produtiva da pecuária bovina no Brasil: com um rebanho de aproximadamente 198 milhões de cabeças - dito o maior rebanho comercial do mundo, responsável pela geração de milhões de empregos em todas as fases da produção, do pasto à indústria, e de cerca de 8% do PIB, além de exportações de carne e couro que conjuntamente em 2008 superaram a cifra de US$8,5 bilhões -, ela é de importância capital para a economia nacional.

Talvez por conta desse inequívoco sucesso do setor, hoje em dia são a pecuária bovina e a indústria de abate e processamento da carne que sofrem as maiores pressões por conta da sustentabilidade socioambiental. De fato, o vertiginoso crescimento desse setor nos últimos anos se deu de forma desorganizada, prevalecendo em larga escala a produção informal, seja na pecuária, seja na indústria de abate; e também em passado não muito distante não havia no País a menor preocupação ambiental, haja vista que até os anos 1980 ainda se ofereciam benefícios fiscais e financeiros para a expansão da pecuária bovina em Estados das Regiões Centro-Oeste e Amazônica. O eventual mal feito no passado não pode comprometer a busca de aprimoramento para o futuro, mas negar a realidade atual ou mesmo querer eliminá-la do dia para a noite, isso, sim, é uma total utopia. Portanto, é mais do que hora de promover a sua estruturação em bases sustentáveis, de acordo com a legislação socioambiental em vigor. Isso pelo menos é o que deseja a indústria organizada e moderna da carne bovina, pela ação estratégica da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

A recente campanha de demonização do setor que vem sendo irresponsavelmente promovida por ONGs sensacionalistas e por alguns jornalistas com viés ideológico não apresenta nenhuma solução inteligente para o futuro, que combine o necessário aumento da produção de alimentos e o objetivo comum a todos brasileiros de preservação do meio ambiente, especialmente referindo-se à floresta amazônica. Não reconheço nessas ONGs nenhuma autoridade moral para tratar o assunto ambiental dessa forma que vem ocorrendo, pois a preocupação sobre este tema não é sua exclusividade. Passar fome no meio de um jardim botânico não me parece que seja um cenário desejável para cerca de 30 milhões brasileiros que hoje habitam aquela extensa e pobre região do País.

Na vida não é proibido errar. O que deveria, sim, ser proibido é mentir. Basta da hipocrisia dessas ONGs estrangeiras que por aí circulam impunemente no nosso país e vamos direto aos fatos e dados que interessam à população brasileira em geral.

As atividades de cria, recria e engorda de gado de corte ocupam cerca de 172 milhões de hectares do território brasileiro, principalmente nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde se concentram ao redor de 106,7 milhões de cabeças, ou seja, cerca de 53,9% do rebanho total. Na Região Norte/Amazônica encontram-se cerca de 38,5 milhões de cabeças (19,4% do total), distribuídas por mais de 500 mil propriedades de grande, médio e pequeno porte, com forte concentração no sul do Pará e em Rondônia. Portanto, para implantar um confiável sistema de rastreamento ambiental nessa região, primeiramente, deve-se regularizar a estrutura fundiária, ainda caótica.
Há dois índices de produtividade setorial no Brasil que ainda são muito ruins: a taxa de suporte de cabeças por hectare, cuja média nacional é de apenas 1,15 cabeça por hectare, por causa da predominância da criação extensiva em pastagens naturais de baixa qualidade; e a taxa de desfrute, que se refere ao número de abates sobre o rebanho total, que no caso do Brasil é de pouco mais de 22%, ou seja, cerca de 44 milhões de cabeças abatidas por ano, diante de um rebanho de 198 milhões. Em ambos os casos trata-se de índices medíocres de desempenho setorial, se comparados a outros países do mundo, e que se não melhorados poderão vir a comprometer no futuro a capacidade de crescimento sustentável desse setor em nosso país.

Especialistas no tema indicam que se houvesse no futuro próximo um adequado investimento público e privado que resultasse na melhoria genética do rebanho, na melhoria das pastagens, inclusive associando-se com sistemas intensivos ou semi-intensivos de engorda, na intensificação da defesa sanitária e do sistema de rastreabilidade da criação bovina, poderíamos no período de uma década aumentar a taxa de suporte para até 1,5 cabeça por hectare e a taxa de desfrute, para algo ao redor de 30%. Isso significa que o Brasil poderia vir a abater em 2020 cerca de 75 milhões de cabeças por ano, com um rebanho de 250 milhões, sem que fosse necessária a expansão adicional de sequer um hectare de terra, ou até ao contrário, poder-se-iam disponibilizar áreas de pastagens degradadas na própria Região Amazônica, até mesmo para a recuperação ambiental.

Para enfrentar esses enormes desafios é preciso que haja uma ação articulada em todos os elos da cadeia produtiva, do pecuarista ao varejo, passando pelo melhoramento genético e pela defesa sanitária do rebanho, com a efetiva participação da sociedade civil por meio de associações de classe como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), a própria Abiec e tantas outras. Somente pelo diálogo racional será possível a construção de soluções efetivas e duradouras, que venham no futuro confirmar a posição brasileira de potência ambiental e de maior produtora e exportadora de alimentos no mundo. Que venha logo a boa crítica, para nos ajudar a cumprir essa difícil missão.

Roberto Giannetti da Fonseca, economista e empresário, é presidente da Abiec.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[13/08/2018] - Arroba: oferta curta segue ditando o preço
[13/08/2018] - Arroba: seca história deve impactar preços
[13/08/2018] - Exportações de boi já ultrapassaram 2017
[13/08/2018] - Alta do milho segue firme
[13/08/2018] - CNA: lei da tabela de frete é um cheque em branco
[13/08/2018] - Começa hoje o prazo para declarar o ITR
[10/08/2018] - Frigoríficos estão otimistas com as exportações

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[10/08/2018] - Alta da arroba do boi continua firme
[10/08/2018] - Reposição: arroba sobe e movimenta o mercado
[10/08/2018] - Temer sanciona lei do frete tabelado
[10/08/2018] - Arábia Saudita quer mais um pedaço do Minerva
[10/08/2018] - Mais um processo contra os irmãos Batista
[10/08/2018] - Agro bateu recorde de exportações no semestre
[10/08/2018] - Milho: produção brasileira será menor
[10/08/2018] - MP do Refis do Funrural é prorrogada
[09/08/2018] - Margens dos frigoríficos seguem altas
[09/08/2018] - CEPEA: oferta curta segura a arroba do boi
[09/08/2018] - Ações do Minerva despencam após prejuízo
[09/08/2018] - Por frete, JBS importa milho da Argentina
[09/08/2018] - Vacinação chega a 97,32% do rebanho
[08/08/2018] - Arroba: mercado firme para o boi
[08/08/2018] - Carne sobe no atacado
[08/08/2018] - Minerva tem prejuízo de quase R$ 1 bi
[08/08/2018] - Brasil vai exportar embriões para a Índia
[08/08/2018] - Maggi espera reabertura da Rússia ainda em agosto
[08/08/2018] - PIB da Pecuária ainda sofre com a greve
[07/08/2018] - Arroba: semana começou com alta para o boi
[07/08/2018] - Está sobrando boi no Mato Grosso?
[07/08/2018] - Leite: preços caem com normalização do mercado
[07/08/2018] - Logística brasileira deve mudar após a greve
[07/08/2018] - BC: recuperação da economia continua
[07/08/2018] - Ataques de onças: dá para evitar?
[06/08/2018] - Candidatos vão atrás do voto do Agro
[06/08/2018] - Kátia Abreu é confirmada como vice de Ciro
[06/08/2018] - Arroba: semana começa otimista
[06/08/2018] - Reposição segue firme e em alta
[06/08/2018] - Alta do milho continua
[06/08/2018] - Produtor rural deve comprar caminhão?
[06/08/2018] - Boi avança em cidades famosas pela soja
[06/08/2018] - Barreiras comerciais travam exportações do Agro
[03/08/2018] - Ana Amélia é anunciada como vice de Alckmin
[03/08/2018] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[03/08/2018] - Carne tem pequena queda no varejo
[03/08/2018] - Marfrig recompra confinamento de seu controlador
[03/08/2018] - Marfrig pode substituir Minerva em vendas à BRF
[03/08/2018] - JBS fecha compra de caminhões contra tabela
[03/08/2018] - Milho: exportações em alta
[03/08/2018] - Produtores protestam contra ampliação de reservas
[03/08/2018] - MS sem vacinação em 2021. E as fronteiras?
[02/08/2018] - Exportações fecham mês em forte recuperação
[02/08/2018] - Arroba: frigoríficos apostam em melhora do consumo
[02/08/2018] - Julho foi um mês de alta para o boi gordo
[02/08/2018] - Leite: preço ao produtor subiu quase 20% em 2018
[02/08/2018] - Leite: custo de produção caiu em julho
[02/08/2018] - Leite: preço de derivados caiu no MS
[02/08/2018] - Importação de lácteos segue em queda
[02/08/2018] - Lucro de empresa da JBS EUA caiu pela metade

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br