Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
140,00 132,00 135,00
GO MT RJ
132,00 129,00 136,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1200,00
Garrote 18m 1430,00
Boi Magro 30m 1720,00
Bezerra 12m 900,00
Novilha 18m 1130,00
Vaca Boiadeira 1350,00

Atualizado em: 19/10/2017 10:19

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Mais espaço para os sem-terra

 
 
 
Publicado em 07/08/2009

Aloísio de Toledo César

Os espaços em branco deixados pelo Estado brasileiro no território nacional expõem aos nossos olhos, a toda hora, a sua ocupação por grupos criminosos organizados. Exemplo mais ostensivo é o das quadrilhas que se tornam donas de favelas e substituem o administrador público, direcionando o dia a dia dos moradores e com isso submetendo-se à sua vontade. Enfim, um poder paralelo se implanta, quase sempre na forma de desafio.

Esse mal terrível se amplia incontrolavelmente e dá a dimensão da incompetência do poder público. Talvez o exemplo das favelas não seja o mais grave. É possível que o mais grave esteja no campo, onde verdadeiros exércitos organizados partem para a ocupação de terras que eles próprios adjetivam de devolutas, improdutivas, sem dono, etc.

Numa verdadeira democracia é perfeitamente compreensível, e até mesmo desejável, que grupos de pessoas marginalizadas ou excluídas se organizem para pressionar o poder público em favor de suas reivindicações. Nesse prisma, por ser democrático, os grupos organizados de sem-terra acabaram por ser aceitos, assim como demais associações de classe, partidos políticos que odeiam a democracia, sindicatos, segmentos não-governamentais, etc. Mas causa perplexidade não que esses grupos existam e defendam os próprios interesses, mas que tirem proveito dos vazios deixados pelo Estado para cometer crimes não punidos, que se multiplicam a cada dia, ao estímulo da impunidade. Quando não há certeza da punição, como no caso dos sem-terra, o mau exemplo faz a criminalidade crescer sem controle.

É forçoso observar que a prática das invasões se fortalece na medida em que as reivindicações dos grupos organizados não encontram resposta do poder público. Sendo inúteis as pressões democraticamente exercidas, violência e criminalidade surgem como alternativa seguida. Diferente seria se houvesse um esforço efetivo e transparente em favor da reforma agrária, não essa claramente inútil que decorre das invasões. Só uma política agrária feita com inteligência poderia, a esta altura, livrar o País das invasões e dos transtornos que representam para os proprietários de terras.

É sempre bom não esquecer que, além de violação civil e constitucional ao direito de propriedade, a invasão de terras constitui crime, previsto no Código Penal, que se consuma com a invasão real (física) ou ficta (grave ameaça), da qual participem no mínimo três pessoas ou muitas mais. É o que todo dia desfila aos nossos olhos, pelas páginas dos jornais e pelas telas da televisões. Por se tratar de crime, seria dever do poder público evitá-lo e combatê-lo. Mas, a despeito de o aparelhamento policial ter conhecimento prévio das invasões, elas ocorrem sem a menor oposição e até mesmo com o estímulo do atual governo federal.

Não há dúvida alguma de que as organizações de sem-terra têm em sua gênese a falida doutrina marxista, combalida e desacreditada no mundo todo, mas que ainda encontra adeptos fervorosos nos grupos íntimos do presidente da República. Como quem acende uma vela a Deus e outra ao diabo, o chefe da Nação assopra a brasa para aquecer o regime capitalista ao mesmo tempo que, com "a mão do gato", alimenta e estimula os que pregam a economia de Estado.

Todos sabemos quanto a impunidade estimula a criminalidade. Indiferente a isso e aceitando passivamente que os grupos de sem-terra, disseminados por todo o País, invadam propriedades, criando um perigoso conflito de classes, o presidente da República muitas vezes causa a impressão de que se diverte com isso. Em verdade, não só o seu governo, como os dos Estados, conhecem por antecipação as invasões e se tornam delas expectadores, permitindo que se consumem, ou seja, fica perfeitamente claro que o espaço é deixado em aberto propositadamente. Isso traduz a ideia de que os sem-terra são usados para favorecer interesses políticos e partidários e até para facilitar desapropriações de terras de pessoas espertas, que não conseguem vendê-las. A corrupção, nesse contexto, alia-se à agitação. Lamentavelmente, além de deixar o País de pernas para o ar, esse comportamento serve tão somente para negar os princípios democráticos alcançados a duras penas pelos brasileiros.

Interessante conferir que alguns grupos chegam mesmo a avisar publicamente, em entrevistas públicas, o mês em que as invasões ocorrerão (quem não se lembra da repetição do "abril vermelho"?). E o poder público nada faz para resguardar a ordem e garantir o direito de propriedade, assegurado pela Constituição federal. Mais grave: a restituição da paz social passa a depender da reintegração de posse determinada pelo Judiciário, o qual, contudo, encontra enorme dificuldade para punir criminalmente os invasores, dada a confusão quanto à identificação da autoria (os invasores em geral são centenas). O omissão do governante, quando deixa de impedir uma invasão da qual tem conhecimento prévio, é criminosa, porque não pode abdicar do dever de cumprir as leis e a Constituição, as quais jurou cumprir no ato de posse.

Estudiosos do problema representado pelos sem-terra estimam que esse exército hoje é composto por muito mais de 1 milhão de pessoas. Somente um dos grupos, o MST, de acordo com estudo da pesquisadora Elenira de Jesus Souza, da Universidade Estadual Paulista, mobilizou 376.329 famílias de 2000 a 2007, com a média de cinco pessoas por família. Incrivelmente, até a Comissão Pastoral da Terra, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tem estimulado as invasões de áreas privadas, ao pretexto talvez de proteger os grupos marginalizados da sociedade. Não deixa de ser curioso que os bispos católicos se empenhem em estimular as invasões, para favorecer grupos que se valem da violência, mas se esqueçam daqueles que são invadidos e sofrem os prejuízos por elas causados. Soa como se os invadidos estejam sendo excluídos da religião católica ou tenham alguma coisa que ver com o demônio, pelo "pecado" de possuírem um pedaço de terra.

Aloísio de Toledo César é desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[19/10/2017] - Saída da JBS trava mercado do boi no MS
[19/10/2017] - Pecuaristas não aceitam tombo da arroba no MS
[19/10/2017] - CPI: ação da JBS é estratégia do medo
[19/10/2017] - Protesto de funcionários da JBS reúne 4 mil no MS
[19/10/2017] - Com parada da JBS, pecuaristas pedem ICMS menor
[19/10/2017] - Justiça suspende bloqueio de bens dos Batista
[19/10/2017] - Arroba: parada da JBS afeta mercado do boi em SP

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[19/10/2017] - Incerteza trava o mercado do boi
[19/10/2017] - Cade: venda do Mataboi deve ser anulada em 1 mês
[19/10/2017] - Marfrig reinicia abates em mais uma unidade
[19/10/2017] - Exportação de boi tem queda de quase 70%
[19/10/2017] - Leite cada vez mais caro para produzir
[19/10/2017] - Queda do leite deixa produtores com dívidas
[19/10/2017] - Produtores e índios querem trabalhar. E a Funai?
[19/10/2017] - Juízes e fiscais se recusam a aplicar nova lei
[18/10/2017] - JBS suspende abates em todas as unidades do MS
[18/10/2017] - Cade rejeita compra do Mataboi por Júnior Friboi
[18/10/2017] - BNDES pagou caro por ações da JBS, diz TCU
[18/10/2017] - Arroba: mercado do boi está devagar
[18/10/2017] - Polpa cítrica está mais cara
[18/10/2017] - Cade em alerta por concentração em insumos
[17/10/2017] - A verdade sobre a portaria do trabalho escravo
[17/10/2017] - Funcionários da JBS temem demissões em massa
[17/10/2017] - JBS disse que quer vender ações nos EUA em 2018
[17/10/2017] - CVM abre processo contra diretor da JBS
[17/10/2017] - Exportações de carne bovina sinalizam recorde
[17/10/2017] - UE: França vai usar Carne Fraca para barrar acordo
[17/10/2017] - Arroba: mercado trava com ofertas baixas
[17/10/2017] - Reposição sofre com a seca e indefinição da arroba
[17/10/2017] - Maggi: bloqueio ao leite uruguaio é temporário
[17/10/2017] - Produtores pedem maior atenção à pecuária de leite
[16/10/2017] - JBS desiste de oferta de ações nos EUA
[16/10/2017] - Cade deve rejeitar nesta semana compra do Mataboi
[16/10/2017] - Arroba: mercado vive impasse
[16/10/2017] - Atacado da carne caiu mas margem de frigo subiu
[16/10/2017] - ICMS cai, mas preço da carne não cairá
[16/10/2017] - Leite: produtor pede socorro
[16/10/2017] - Governo envia missão para discutir leite uruguaio
[16/10/2017] - Reposição lenta não derruba preços em MG
[16/10/2017] - Uréia agrícola está mais cara
[16/10/2017] - Argentina quer 5% do mercado da UE para o Mercosul
[11/10/2017] - MPF concorda com a PF e denuncia irmãos Batista
[11/10/2017] - PF vê risco de calote bilionário da JBS
[11/10/2017] - Frigoríficos esperam novos mercados ainda em 2017
[11/10/2017] - Arroba: mercado em ritmo de feriadão
[11/10/2017] - MAPA tenta solução para vender mais ao Irã
[11/10/2017] - Brasil suspende importação de leite do Uruguai
[11/10/2017] - O leite vai subir com embargo ao Uruguai?
[11/10/2017] - CEPEA: consumo de leite ainda é fraco
[11/10/2017] - Produtor de leite vive momento complicado
[11/10/2017] - Milho volta a subir
[10/10/2017] - Justiça já bloqueou R$ 730 milhões da JBS
[10/10/2017] - PF aponta que irmãos Batista manipularam o mercado
[10/10/2017] - Carne: preço sobe e ensaia recuperação
[10/10/2017] - Exportações: outubro começou com alta de 25%
[10/10/2017] - Arroba: frigoríficos estão testando o pecuarista
[10/10/2017] - Governo do MT não vai prorrogar ICMS menor

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br