Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
149,00 143,00 144,00
GO MT RJ
139,00 134,00 145,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1350,00
Garrote 18m 1570,00
Boi Magro 30m 1940,00
Bezerra 12m 970,00
Novilha 18m 1170,00
Vaca Boiadeira 1380,00

Atualizado em: 19/10/2018 11:39

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - Rastreabilidade é dever de todos

 
 
 
Publicado em 20/08/2009

Cesário Ramalho da Silva
Presidente da Sociedade Rural Brasileira

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) vê com bons olhos a medida do BNDES de atrelar a concessão de crédito ou a participação societária em frigoríficos ao rastreamento do gado adquirido de fazendas da Amazônia. O banco vai exigir licenciamento ambiental e regularização fundiária e trabalhista dos fornecedores dos frigoríficos, entre eles os pecuaristas.

Todavia, um alerta: a exigência de cumprimento das regras ambientais, fundiárias e trabalhistas como atributos para o embrião da rastreabilidade de processos e produtos - no caso a bovinocultura - precisa levar em conta que as legislações relativas a esses segmentos estão sendo objeto de mudança, em busca de sintonia com a realidade. Embora ainda não haja consenso sobre a amplitude das modificações que serão feitas na legislação ambiental, é fato que ela será alterada. No caso fundiário, a medida provisória de regularização das terras da Amazônia foi um passo importante. Quanto à legislação trabalhista, o desafio é maior, já que nem consta da agenda um debate que mostre ser necessário adequar essa legislação às particularidades da atividade rural.

Especificamente sobre o rastreamento do gado - da identificação de sua origem, passando pelo registro dos acontecimentos do seu processo de desenvolvimento (como alimentação, manejo e vacinas), chegando ao abate -, o que se busca, em primeiro plano, é segurança alimentar. A segmentação de qualidade, por meio de características como cortes, precocidade e marmoreio, é outra coisa.

A implementação do Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) sem consulta e debate com os principais agentes da cadeia produtiva, especialmente o principal ator, o pecuarista, levou à vulnerabilidade e ao colapso do sistema. Tentar identificar individualmente, de uma vez só, mais de 180 milhões de cabeças de gado num país de dimensões continentais foi e é utopia.

Pior, foi jogar a conta de um modelo inviável para a realidade da pecuária nacional no bolso do pecuarista. Se a rastreabilidade é o registro do animal desde seu nascimento até a mesa do consumidor, parece-nos claro que a responsabilidade tem de ser de toda a cadeia produtiva. Mas não foi o que aconteceu. O Sisbov configurou-se, na verdade, em mais um custo para o produtor.

Lembrando o momento posterior à imposição do Sisbov, como requisito para exportar para a União Europeia, o fato é que o preço da arroba do boi rastreado ficou praticamente igual à cotação do boi não rastreado antes da existência da rastreabilidade. E o boi não rastreado teve seu preço reduzido. Em vez de incentivado, o pecuarista se viu desestimulado. A esperança do ágio se concretizou em deságio.

Foram criados programas de bonificação para a carne rastreada, mas são iniciativas individuais, que não têm consistência para estabelecer um conceito nacional de segurança alimentar para o boi brasileiro. É disso que falamos. De uma reputação para o País todo, baseada na confiabilidade de um eixo central que seja flexível para ser aperfeiçoado constantemente. Diferenciais de preço significativos para carne rastreada só virão com o tempo, com a compreensão de que os atributos de segurança alimentar advindos de uma boa rastreabilidade custam, tornam o produto mais confiável e por isso devem ser remunerados.

Neste turbulento cenário faltou também disposição ao diálogo de algumas lideranças dos produtores, que privilegiaram o confronto em detrimento do consenso. Isso acarretou na inexistência de um discurso uniforme para os produtores. Sem contar ainda o cartel das certificadoras, que tentaram criar um mercado confiável de validação, que naufragou pela frágil credibilidade.

Para que a rastreabilidade vingue é preciso o envolvimento do varejo. Como um elo poderoso e próximo ao consumidor, o setor varejista não pode se manter alheio à questão. Recente encontro entre representantes do varejo e dos frigoríficos sinaliza mudanças. Mas entendemos que os pecuaristas também devem participar das negociações.

Até agora, a implantação da rastreabilidade bovina foi muito mais uma questão mercadológica do que um serviço de interesse público. Para ganhar musculatura, a rastreabilidade não pode restringir-se a ser um requisito para o mercado externo. Se ela ainda não encontra ressonância no mercado doméstico, em breve encontrará. E, ao ser valorizada naturalmente dentro de nossas fronteiras, certamente funcionará como um selo de confiança para os mercados internacionais.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[19/10/2018] - Arroba: frigoríficos seguem pressionando
[19/10/2018] - Baixa da arroba preocupa pecuaristas em GO
[19/10/2018] - Hong Kong quer restringir frigoríficos habilitados
[19/10/2018] - Irã quer ampliar compras de alimentos do Brasil
[19/10/2018] - Operações da PF ainda afetam vendas de carne
[19/10/2018] - Preço do leite negociado entre as indústrias caiu
[19/10/2018] - Escócia anuncia descoberta de caso de vaca louca

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[18/10/2018] - Queda da arroba ganha força
[18/10/2018] - Produtividade do boi de SP é maior
[18/10/2018] - Carne bovina salva balança comercial de carnes
[18/10/2018] - Cuidado ao aderir ao Refis do Funrural
[18/10/2018] - Deputados reagem a nova demarcação no Paraná
[17/10/2018] - Senado prorroga adesão ao Refis do Funrural
[17/10/2018] - Arroba perde força e recua
[17/10/2018] - Brasil não aproveita cota para vendas à UE
[17/10/2018] - Justiça aceita recuperação judicial de frigorífico
[17/10/2018] - BRF tenta acordo de leniência
[17/10/2018] - Milho: preços despencam e travam vendas
[17/10/2018] - Bancada já indica nomes ao MAPA de Bolsonaro
[17/10/2018] - Políticos já falam em taxar o agronegócio
[17/10/2018] - Reposição ganha força no Maranhão
[16/10/2018] - Exportações devem bater recorde novamente
[16/10/2018] - EUA prevêem que Brasil exportará mais carne
[16/10/2018] - Arroba: confinamento chega e pressiona o boi
[16/10/2018] - Consumo de carne dá sinais de melhora
[16/10/2018] - Leite: longa vida cai no atacado e no varejo
[16/10/2018] - PF vê fraudes praticadas pela BRF
[16/10/2018] - BRF diz ter tolerância zero
[16/10/2018] - MAPA: vigilância contra aftosa em Roraima
[15/10/2018] - Abílio Diniz é indiciado pela Carne Fraca
[15/10/2018] - Incêndio fecha unidade do Marfrig
[15/10/2018] - JBS tenta levantar US$ 500 mi para rolar dívidas
[15/10/2018] - Arroba: frigoríficos estão testando o mercado
[15/10/2018] - Reposição: preços vão subir?
[15/10/2018] - Carne recua no atacado
[15/10/2018] - Milho: compradores se retraem e preço cai
[15/10/2018] - Leite: preço afasta pecuaristas da atividade
[15/10/2018] - Confusão sobre Refis do Funrural só aumenta
[15/10/2018] - STF mantém liberação de gado em Santos
[15/10/2018] - Invasão de índios à Funai termina em morte
[11/10/2018] - Exportações do Agro devem chegar a R$ 100 bi
[11/10/2018] - Exportações de carne bovina devem bater R$ 7 bi
[11/10/2018] - Arroba: frigoríficos pressionam e mercado trava
[11/10/2018] - CEPEA: preço do boi oscila com força
[11/10/2018] - EUA batem recorde na exportação de carne
[10/10/2018] - Aliado detalha propostas de Bolsonaro para o Agro
[10/10/2018] - Bancada vai ao RJ para dar apoio a Bolsonaro
[10/10/2018] - Arroba: confinamento pressiona cotação do boi
[10/10/2018] - Preço da carne não caiu
[10/10/2018] - Leite: primeira queda em sete meses
[10/10/2018] - Custo para produzir leite continua subindo
[10/10/2018] - Novas regras devem facilitar o SISBOV
[10/10/2018] - Mato Grosso bate recorde de exportação de carne
[10/10/2018] - Senado deixa Funrural para o último dia
[09/10/2018] - Arroba: frigoríficos testam o mercado
[09/10/2018] - Carne tem preço firme no varejo
[09/10/2018] - Abrafrigo: exportações bateram recorde histórico

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br