Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
153,00 138,00 145,00
GO MT RJ
137,00 138,00 141,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1650,00
Boi Magro 30m 2060,00
Bezerra 12m 1050,00
Novilha 18m 1300,00
Vaca Boiadeira 1480,00

Atualizado em: 15/2/2019 12:26

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - Tenha dó!

 
 
 
Publicado em 24/09/2009

Fabiano Tito Rosa
Zootecnista da Scot Consultoria


Escrevi uma vez que a moda agora é bater na pecuária. Falar mal da atividade se tornou fashion, chique, in. E além de tudo dá ibope.

O pior é que os ataques, que antes se restringiam aos bovinos vivos e à carne, estão indo além. Chegaram, vejam só, ao sebo.

Matéria do último dia 22, veiculada pelo Repórter Brasil, dá conta de que a gordura animal (ou seja, o sebo) já responde por quase 15% da produção nacional de biodiesel, chegando a atingir um pico de aproximadamente 25% em janeiro deste ano.

Fantástico, não?

Mas a reportagem afirma que as usinas de biodiesel não costumam divulgar que utilizam gordura animal no processo de fabricação do combustível (como se precisassem). E argumenta: “A explicação para o silêncio pode estar nos graves problemas sociais, ambientais e trabalhistas da pecuária no Brasil. Associar a cadeia do agrocombustível a esses impactos negativos certamente prejudicaria a boa imagem de combustível limpo que empresários e gestores públicos vêm tentando criar”.

“Omitir dos consumidores a relação entre pecuária e biodiesel significa... enganá-los com o falso discurso da sustentabilidade”.

Para finalizar: “Quando um caminhoneiro abastece seu veículo com a mistura de 4% de biodiesel ao óleo diesel, obrigatória por lei, ele é levado a acreditar que está contribuindo para mitigar os efeitos das chamadas mudanças climáticas globais, por meio de redução nas emissões de gases de efeito estufa. O que provavelmente o caminhoneiro não sabe é que parte significativa daquele biodiesel (o percentual variou de 10,70% a 24,54% entre outubro de 2008 a junho de 2009) foi produzido com sebo bovino - e que, não por acaso, os municípios brasileiros com maiores taxas de desmatamento são também os que têm maior quantidade de bois e de casos fiscalizados de trabalho escravo”.

Aos fatos

Tem-se aí uma coleção, perigosa, de meias-verdades. Eis os fatos:

1. Sim, o Brasil é, hoje, o campeão de desmatamento (apesar das taxas decrescentes), simplesmente porque é o único ainda com florestas para derrubar. De acordo com dados da Embrapa, o Brasil mantém 69,4% das áreas originais de suas florestas, ao passo que a América do Sul conserva 54,8%, a América do Norte 34,4%, a Oceania 22,3%, a África 7,8%, a Ásia 5,6% e a Europa apenas 0,3%.

2. Há 8 mil anos, ainda de acordo com a Embrapa, o Brasil possuía 9,8% das áreas de floresta do planeta. Hoje possui 28,3%. Nosso agropecuarista, portanto, é conservacionista.

3. Cruzando dados da FAO (órgão das Nações Unidas para questões de agricultura e alimentação) e do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), constatamos que, entre 1975 e 2007, a produção brasileira de carne bovina aumentou 227%, ao passo que as áreas de pastagem cresceram apenas 3%. A pecuária, portanto, se expandiu através de aumento de produtividade, permitindo que as florestas permanecessem em pé.

4. Aliás, o aumento da produtividade da pecuária superou o da agricultura, que registrou 27% de expansão de área e 207% de crescimento da produção entre 1976 e 2007, de acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

5. O boi é uma verdadeira fábrica de matérias-primas. Os derivados do abate – carne, couro, sebo, farinhas, miúdos... – alimentam 49 segmentos industriais diferentes, dentre eles o de biodiesel. Os impactos ambientais gerados pela atividade, portanto, têm que ser rateados para uma enorme gama de produtos.

6. Por fim, estudos recentes mostram que a tecnificação da pecuária, além de reduzir a necessidade de abertura de novas áreas, promove a redução da “pegada de carbono” da atividade através da diminuição das emissões e da maximização do seqüestro de gases de efeito estufa. O segredo está na eficiência de aproveitamento dos alimentos e no aprimoramento do manejo das pastagens.

Os fatos mostram que a pecuária brasileira tem se expandido sobre bases sustentáveis. Ainda assim, pesquisadores, técnicos e produtores se esforçam, dia a dia, no desenvolvimento e na adoção de novas tecnologias que permitam melhorar ainda mais o quadro exposto.

São persistentes, apesar da falta de incentivo à pesquisa, da falta de crédito, das invasões de terra, da pressão descabida para a adoção de novos índices de produtividade (alguém me convença, com números, que eles são necessários), dos problemas logísticos e dos ataques descabidos e preconceituosos à imagem da atividade.

Para arrematar

Segui acompanhando a matéria. Depois de descer o porrete na pecuária, os redatores defendiam que uma das saídas para a produção de biodiesel era o dendê, o pinhão manso e outras culturas do tipo.

Nada contra essas culturas, mas elas não têm a escala e muito menos o aparato técnico-logístico com que já conta o sebo.

Aí fui obrigado a pegar na caneta e responder.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[15/02/2019] - Frigoríficos aumentam a pressão sobre o boi
[15/02/2019] - Carne: será que as vendas melhoram no Carnaval?
[15/02/2019] - Leite: governo ainda não aumentou tarifa da UE
[15/02/2019] - Leite: CEPEA mudará cálculo do preço ao produtor
[15/02/2019] - China fecha acordo para importar frango do Brasil
[15/02/2019] - Acordo com China puxa ações de frigoríficos
[15/02/2019] - JBS substitui Marfrig e assina parceria com ACNB

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[15/02/2019] - Empresa da JBS tem prejuízo nos EUA
[15/02/2019] - Marfrig já está exportando ao Japão
[14/02/2019] - Carne: margem de lucro do varejo aumentou
[14/02/2019] - Arroba: o mercado está devagar?
[14/02/2019] - CEPEA: produtividade aumentou nos últimos anos
[14/02/2019] - Justiça pede explicações sobre fim da tarifa
[14/02/2019] - Produtores de leite protestam por falta de energia
[14/02/2019] - Indígenas plantam 18 mil hectares de grãos
[14/02/2019] - Tereza defende o direito de índios de produzir
[14/02/2019] - Funrural: produtor tem dúvidas sobre o pagamento
[14/02/2019] - Governo incentiva financiamento rural
[14/02/2019] - Frio extremo mata gado leiteiro nos EUA
[13/02/2019] - Leite: como o governo aumentará a tarifa da UE?
[13/02/2019] - Reforma aumenta contribuição rural ao INSS
[13/02/2019] - Conta de luz rural pode aumentar
[13/02/2019] - Arroba: oferta curta está puxando preço do boi
[13/02/2019] - Exportações de couro em alta
[13/02/2019] - Oferta de gado pode diminuir
[13/02/2019] - MT: utilização de capacidade dos frigos é recorde
[13/02/2019] - Falta reposição no Pará
[13/02/2019] - Exportações do agro batem US$ 102 bi em 1 ano
[13/02/2019] - Minerva quer incentivo fiscal para reabrir unidade
[12/02/2019] - Exportações: fevereiro já começou com recordes?
[12/02/2019] - Exportações à Rússia em 2019 já batem 2018
[12/02/2019] - Governo deve rever fim de taxa ao leite europeu
[12/02/2019] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[12/02/2019] - Reposição: expectativa pela chegada dos bezerros
[12/02/2019] - Carne: queda nos preços perde força
[12/02/2019] - Milho: produtor deve ter cautela
[12/02/2019] - Funrural: Abrafrigo diz que dívida não existe
[12/02/2019] - Crédito rural tem forte alta nas contratações
[12/02/2019] - Índios e produtores comemoram colheita juntos
[11/02/2019] - Arroba: pecuarista segura o boi esperando a alta
[11/02/2019] - Exportações de gado cresceram 55% em 1 ano
[11/02/2019] - Conta do boi não fecha, diz líder rural
[11/02/2019] - Ministério não vê danos com leite da UE
[11/02/2019] - Produtores pedem taxa sobre o leite em pó
[11/02/2019] - Milho: colheita não reduziu preços
[11/02/2019] - Milho: safrinha gera preocupação
[11/02/2019] - Farelo de soja: preço caiu
[11/02/2019] - Crédito: Tereza pede redução gradual de subsídio
[08/02/2019] - Marfrig demite 400 funcionários de frigorífico
[08/02/2019] - Marfrig pode exportar carne para o Japão
[08/02/2019] - Frigoríficos estão em alta na Bolsa
[08/02/2019] - Arroba teve pequena alta em SP
[08/02/2019] - Arroba: mercado está devagar em Goiânia
[08/02/2019] - STF confirma que tabela de frete está valendo
[08/02/2019] - Alimentos em alta no mercado internacional
[08/02/2019] - Brumadinho: BB deve suspender contratos
[08/02/2019] - Aftosa: MAPA publica manual de vacinação

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br