Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
149,00 143,00 144,00
GO MT RJ
138,00 135,00 146,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1630,00
Boi Magro 30m 2000,00
Bezerra 12m 1010,00
Novilha 18m 1250,00
Vaca Boiadeira 1420,00

Atualizado em: 7/12/2018 12:09

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - MST: Ibope confirma o evidente

 
 
 
Publicado em 16/10/2009

Editorial publicado no Jornal O Estado de S. Paulo desta Sexta-Feira - 16/10/2009.

Aquilo que já se sabia por fartas evidências ficou demonstrado por idôneo instituto de pesquisa: o Ibope constatou que 72,3% das famílias assentadas pelo programa de reforma agrária, comandado pelo Incra, não obtêm nenhum tipo de renda com a produção de seus lotes; 37% não estão produzindo absolutamente nada; 24,6% produzem apenas o necessário para se alimentar; e 10,7% não conseguem nem o suficiente para o próprio abastecimento. Apenas 27% dos assentados auferem alguma renda de sua produção.

Segundo a pesquisa, em grande parte a sobrevivência nos assentamentos é assegurada por auxílios que vêm de fora. Observou o secretário executivo da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), instituição que encomendou a pesquisa feita nos assentamentos da reforma agrária, distribuídos por nove Estados: Verificamos que 49% da renda circulante não vem da terra, mas sim de aposentadorias, pensões, Bolsa-Família e seguro desemprego. Certamente, por se tratar da renda dos assentamentos, e não dos recursos destinados a financiar invasões de terras, ele não fez menção às cestas básicas e aos repasses de dinheiro público pelas ONGs ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST) e demais movimentos de sem-terra.

Como era de esperar, o MST contestou a pesquisa, qualificando-a de ridícula e arbitrária. Já o presidente do Incra, Rolf Hackbart, tentou desqualificar o instituto de pesquisa por ter entrevistado apenas mil famílias de assentados. Como o tamanho da amostragem é perfeitamente compatível com a distribuição estatística normal, dentro dos objetivos e limites do universo pesquisado, de duas uma: ou o presidente do Incra não tem a mínima noção do que seja estatística ou disse o que disse por má-fé. O único ponto que pareceu uma espantosa novidade foi a confissão de quem comanda a instituição pública que realiza o programa de reforma agrária do País, de que não tem quaisquer dados sobre a quantidade nem sobre a qualidade da produção dos assentamentos criados por esse programa. Em outras palavras, o governo distribui lotes de terras, mas não tem ideia do que os que os ganharam fazem com eles.

É fácil entender por que os assentamentos têm produção irrisória, os piores índices de desenvolvimento humano e um nível de pobreza que mais se assemelha aos de alguns países africanos. Além de o contingente de pessoas assentadas ser, em grande parte, proveniente das periferias das grandes cidades, sem qualquer experiência de trabalho ou produção rural, as mobilizações do MST e assemelhados para operações de invasões de fazendas, destruição de lavouras e tantas outras formas de vandalismo certamente não lhes deixam tempo, condição, ou disposição para trabalhar no cultivo da terra.

E invadir é a principal atividade do MST. Matéria de nossa edição de domingo dá conta de que os líderes emessetistas formados no Pontal do Paranapanema, região do Estado com maior número de conflitos fundiários, agora querem abrir outra frente em região de terras mais ricas, com melhor acesso rodoviário e maior proximidade de mercado. A região de Iaras, Borebi e Agudos, nos arredores de Bauru, não foi escolhida aleatoriamente. É que o Incra apontou ali a existência de 17 mil hectares de possíveis terras devolutas. Quer dizer, não importa que haja conflitos fundiários aguardando o pronunciamento da Justiça. Basta a possibilidade de que haja terras devolutas para que o MST promova grandes operações de invasão e devastação de fazendas. Os atos de vandalismo praticados na fazenda da Cutrale ? que receberam reprovação até do presidente Lula ? foram cometidos a pretexto de aquelas serem terras griladas e reclamadas pelo Incra, mesmo tendo a empresa proprietária exibido sua titularidade, reconhecida por decisões judiciais.

Enquanto isso, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, além de negar a existência de repasses de verbas públicas para o MST (desmentindo, assim, dados do Tribunal de Contas da União), afirma que a reação contra o vandalismo do MST não passa de uma onda persecutória contra os movimentos sociais. Mas o Brasil inteiro viu pela TV o que fazem os inocentes perseguidos do sr. Cassel.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[07/12/2018] - STF impede multa por desrespeito à tabela do frete
[07/12/2018] - Mais uma greve dos caminhoneiros?
[07/12/2018] - Arroba do boi ganha força na alta
[07/12/2018] - Mercado do boi está devagar em SC
[07/12/2018] - Marfrig fecha compra de unidades da BRF
[07/12/2018] - Tereza: produtor deve ser pago para preservar
[07/12/2018] - Milho deve ficar mais caro em 2019

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[07/12/2018] - Funai irá para o Ministério dos Direitos Humanos
[06/12/2018] - Arroba do boi voltou a subir em São Paulo
[06/12/2018] - Exportação de boi em alta em novembro
[06/12/2018] - Boi deve subir no Mato Grosso
[06/12/2018] - Há frigoríficos pagando mais pelo boi
[06/12/2018] - CNA pede suspensão de multas por tabela
[06/12/2018] - Custos devem derrubar PIB do Agro em 2018
[06/12/2018] - Dívida do Funrural será extinta?
[06/12/2018] - Minerva nega oferta para comprar ativos da BRF
[06/12/2018] - Prazo para o CAR termina em 31 de dezembro
[05/12/2018] - JBS: Batistas fora da liderança
[05/12/2018] - JBS: foco no aumento da margem de lucro
[05/12/2018] - Arroba do boi segue firme
[05/12/2018] - Bezerro subiu mais que a arroba na Bahia
[05/12/2018] - Bolsonaro nega que Funai vá para o MAPA
[05/12/2018] - Projeto pode aumentar burocracia
[04/12/2018] - Arroba começa dezembro em alta
[04/12/2018] - Reposição está em falta no mercado
[04/12/2018] - Dólar segura preço do farelo de soja
[04/12/2018] - Exportações de carne seguem com força
[04/12/2018] - Agro tem a maior alta no PIB do trimestre
[04/12/2018] - Empregos no Agro: maior nível desde 2016
[04/12/2018] - Bolsonaro pode transferir Funai para o MAPA
[04/12/2018] - Falta de vacinas impede vacinação no Brasil
[04/12/2018] - Não faltam vacinas para doação à Venezuela
[04/12/2018] - JBS: aumenta o recall de carne por salmonela
[03/12/2018] - Vai faltar boi em 2019?
[03/12/2018] - BNDES prepara sua saída da JBS
[03/12/2018] - Marfrig pode voltar às compras
[03/12/2018] - Arroba: otimismo aumenta com o preço do boi
[03/12/2018] - Carne sobe forte no atacado
[03/12/2018] - Milho: vendedores recuam e preços sobem
[03/12/2018] - Aftosa: vacinação foi prorrogada em 7 estados
[03/12/2018] - MS quer reduzir imposto sobre o farelo de soja
[03/12/2018] - Bolsonaro diz que não fará acordos contra o Agro
[03/12/2018] - Bancada do Agro não promete ser fiel a Bolsonaro
[30/11/2018] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[30/11/2018] - Varejo não consegue repassar alta da carne
[30/11/2018] - China deve liberar mais frigoríficos em janeiro
[30/11/2018] - Futuro ministro defende frete tabelado
[30/11/2018] - Mato Grosso também prorroga vacinação
[30/11/2018] - PIB do Agro ensaia uma reação
[29/11/2018] - Arroba do boi volta a subir
[29/11/2018] - Arroba: dá para conseguir mais pelo boi?
[29/11/2018] - Exportações de carne: alta de quase 25%
[29/11/2018] - Banco está otimista com lucro de frigoríficos
[29/11/2018] - Marfrig confirma pedido de propina no MS
[29/11/2018] - Aftosa: vacinação será prorrogada no Paraná
[29/11/2018] - Carne: reabertura dos EUA ficou para 2019
[29/11/2018] - Milho: exportações em alta

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br