Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
153,00 138,00 145,00
GO MT RJ
137,00 138,00 141,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1650,00
Boi Magro 30m 2060,00
Bezerra 12m 1050,00
Novilha 18m 1300,00
Vaca Boiadeira 1480,00

Atualizado em: 15/2/2019 12:26

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - A banalização das invasões

 
 
 
Publicado em 24/02/2010

Kátia Abreu

O gigantesco acampamento de 5.000 militantes do MST diante de 70 propriedades em São Paulo, seis das quais tomadas de assalto, invadidas com violência e depredações, no "Carnaval vermelho", seria um escândalo em qualquer lugar do mundo, mesmo em regiões conflagradas por guerras ou revoluções. No Brasil atual, porém, fatos dessa natureza estão se tornando rotina. Como no famoso título de Durrenmatt, "seria cômico se não fosse sério". Além de ser desmoralizante para uma nação democrática, pois as invasões violam o Código Civil -que protege expressamente o direito de propriedade de qualquer ameaça ou violência (artigo 1.210)-, é uma extravagante demonstração de desrespeito à Constituição e à própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Neste governo, temos média anual de 248 invasões, contra 166 no anterior. São números preocupantes. Demonstram que o país tem níveis democráticos absolutamente imaturos e, em muitas vezes, até inexistentes quanto ao direito de propriedade e à segurança jurídica no campo.

Para ampliar o poder da esquerda radical sobre órgãos federais e verbas públicas, grupos armados que investem na tese do conflito permanente tentando mudar à força o sistema de governo invadem cada vez mais. Esse mecanismo violento, ilegal e inquietante das invasões de propriedades produtivas atinge um segmento vital para o Brasil, já que a agropecuária responde por um terço dos empregos do país e pelo superavit de US$ 23 bilhões da balança comercial.

Não é possível supor que a violência do MST tenha se tornado rotina, que possa ser absorvida sem indignação na conta nebulosa de tolerância que se concede aos chamados "movimentos sociais", que misturam organizações realmente empenhadas na meritória defesa de direitos civis com maquinações radicais, anacrônicas, marginais e, principalmente, corruptas.

Aliás, assim como a notícia do "Carnaval vermelho" escapou dos registros indignados, proporcionais à sua gravidade, também passou discretamente pelo noticiário a informação a respeito das 43 entidades ditas "privadas e sem fins lucrativos" de Santa Catarina que receberam R$ 11 milhões de recursos federais. Não por mera coincidência, essas entidades estavam sob o comando de notórios dirigentes de invasões de terras.

O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou o "aprofundamento" das análises de convênios firmados entre o Incra (órgão federal controlado pelo MST) e a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina, que é ligada ao mesmo MST. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar se grupos armados que invadem terras recebem recursos públicos certamente vai fornecer mais dados sobre essa e outras distorções. Esses grupos de ativistas políticos radicais não têm compromisso com a reforma agrária. Se tivessem, em vez de desordem, aplicariam na melhoria dos assentamentos o dinheiro público que recebem. Nesses locais, inúmeras famílias vivem em situação extremamente precária, algumas em condições de extrema pobreza, conforme constatação de pesquisa Ibope.

Ao contrário das afirmações dos líderes desses grupos armados, a sociedade brasileira segue investindo no programa de reforma agrária. Juntos, os dois últimos governos (FHC e Lula) garantiram 80 milhões de hectares de terras para assentamentos. Só para fins de comparação: a área de produção de grãos do país ocupa, no total, 65 milhões de hectares e registra produção de 141 milhões de toneladas.

Esses investimentos poderiam ser maiores? Não sei. O que sei é que temos enormes deficits em todo o campo social. Nossas deficiências em saúde pública, em educação fundamental e moradia são conhecidas. Não contamos com serviços mínimos de segurança, como se a segurança não fosse a primeira condição para vivermos em liberdade. Há inúmeras demandas pressionando as estruturas do Estado, mas os recursos, infelizmente, são parcos e não dá para aumentar a já exorbitante carga de tributos.

Essa é a realidade do país que estamos enfrentando, no campo, com trabalho duro e muita esperança. Temos enorme paciência com as idas e vindas do tempo. Estamos acostumados às intempéries. O que não podemos mais tolerar são os retrocessos no Estado de Direito e a leniência de algumas das principais autoridades do país com o crime.

Invasão de terra é crime. E só países que aplicam a lei e a Justiça contra o crime avançam e melhoram, efetivamente, a vida de todos. O presidente da República não deveria mais se calar a respeito desse assunto. Antes que o MST ouse promover, como já está anunciado, o "abril vermelho", o presidente da República deveria dizer uma palavra aos produtores de alimentos do país e a todos os brasileiros sobre a violência das invasões de terra. Quem cala consente. Com a palavra, o exmo. sr. presidente.

KÁTIA ABREU é senadora da República pelo DEM-TO e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[15/02/2019] - Frigoríficos aumentam a pressão sobre o boi
[15/02/2019] - Carne: será que as vendas melhoram no Carnaval?
[15/02/2019] - Leite: governo ainda não aumentou tarifa da UE
[15/02/2019] - Leite: CEPEA mudará cálculo do preço ao produtor
[15/02/2019] - China fecha acordo para importar frango do Brasil
[15/02/2019] - Acordo com China puxa ações de frigoríficos
[15/02/2019] - JBS substitui Marfrig e assina parceria com ACNB

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[15/02/2019] - Empresa da JBS tem prejuízo nos EUA
[15/02/2019] - Marfrig já está exportando ao Japão
[14/02/2019] - Carne: margem de lucro do varejo aumentou
[14/02/2019] - Arroba: o mercado está devagar?
[14/02/2019] - CEPEA: produtividade aumentou nos últimos anos
[14/02/2019] - Justiça pede explicações sobre fim da tarifa
[14/02/2019] - Produtores de leite protestam por falta de energia
[14/02/2019] - Indígenas plantam 18 mil hectares de grãos
[14/02/2019] - Tereza defende o direito de índios de produzir
[14/02/2019] - Funrural: produtor tem dúvidas sobre o pagamento
[14/02/2019] - Governo incentiva financiamento rural
[14/02/2019] - Frio extremo mata gado leiteiro nos EUA
[13/02/2019] - Leite: como o governo aumentará a tarifa da UE?
[13/02/2019] - Reforma aumenta contribuição rural ao INSS
[13/02/2019] - Conta de luz rural pode aumentar
[13/02/2019] - Arroba: oferta curta está puxando preço do boi
[13/02/2019] - Exportações de couro em alta
[13/02/2019] - Oferta de gado pode diminuir
[13/02/2019] - MT: utilização de capacidade dos frigos é recorde
[13/02/2019] - Falta reposição no Pará
[13/02/2019] - Exportações do agro batem US$ 102 bi em 1 ano
[13/02/2019] - Minerva quer incentivo fiscal para reabrir unidade
[12/02/2019] - Exportações: fevereiro já começou com recordes?
[12/02/2019] - Exportações à Rússia em 2019 já batem 2018
[12/02/2019] - Governo deve rever fim de taxa ao leite europeu
[12/02/2019] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[12/02/2019] - Reposição: expectativa pela chegada dos bezerros
[12/02/2019] - Carne: queda nos preços perde força
[12/02/2019] - Milho: produtor deve ter cautela
[12/02/2019] - Funrural: Abrafrigo diz que dívida não existe
[12/02/2019] - Crédito rural tem forte alta nas contratações
[12/02/2019] - Índios e produtores comemoram colheita juntos
[11/02/2019] - Arroba: pecuarista segura o boi esperando a alta
[11/02/2019] - Exportações de gado cresceram 55% em 1 ano
[11/02/2019] - Conta do boi não fecha, diz líder rural
[11/02/2019] - Ministério não vê danos com leite da UE
[11/02/2019] - Produtores pedem taxa sobre o leite em pó
[11/02/2019] - Milho: colheita não reduziu preços
[11/02/2019] - Milho: safrinha gera preocupação
[11/02/2019] - Farelo de soja: preço caiu
[11/02/2019] - Crédito: Tereza pede redução gradual de subsídio
[08/02/2019] - Marfrig demite 400 funcionários de frigorífico
[08/02/2019] - Marfrig pode exportar carne para o Japão
[08/02/2019] - Frigoríficos estão em alta na Bolsa
[08/02/2019] - Arroba teve pequena alta em SP
[08/02/2019] - Arroba: mercado está devagar em Goiânia
[08/02/2019] - STF confirma que tabela de frete está valendo
[08/02/2019] - Alimentos em alta no mercado internacional
[08/02/2019] - Brumadinho: BB deve suspender contratos
[08/02/2019] - Aftosa: MAPA publica manual de vacinação

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br