Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
146,00 131,00 142,00
GO MT RJ
142,00 131,00 141,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1280,00
Garrote 18m 1550,00
Boi Magro 30m 1910,00
Bezerra 12m 950,00
Novilha 18m 1170,00
Vaca Boiadeira 1320,00

Atualizado em: 13/12/2017 12:20

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - Bandeira do atraso

 
 
 
Publicado em 06/04/2010

Celso Ming

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) promete mais um abril vermelho, com um festival de invasões, ocupações, derrubadas de cerca e destruição de plantações.

Na edição do caderno Aliás, no Estadão desse domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso denunciou o apego aos valores do atraso pelo MST. O sociólogo José de Souza Martins, que há décadas estuda os movimentos sociais no Brasil, observa que, longe de ser uma vanguarda dos novos tempos, o MST é um núcleo aferrado a valores do conservadorismo. É o exemplo do que os cientistas políticos e também Fernando Henrique chamam de movimentos das utopias regressivas.

Houve um tempo em que o MST sabia o que perseguia. Queria a reforma agrária com a mesma radicalidade com que o viajante francês August Saint Hilaire viu esta terra em 1822: “Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil.” De lá para cá não aconteceu nem uma coisa nem outra. Também a reforma agrária vai perdendo o sentido depois que surgiram por aqui o agronegócio e o Bolsa Família. Quase não há mais latifúndio improdutivo e, onde ele ainda existe, os líderes do MST não se interessam por assentamentos, porque fica longe de tudo.

O MST está sem foco. Partiu para depredações do que chama de monoculturas. Ataca laranjais, plantações de eucalipto e até os seculares canaviais, a cultura trazida nas caravelas de Martim Afonso de Souza em 1530, como se fossem nocivos e como se houvesse outro jeito de produzir suco de laranja, celulose, açúcar e álcool.

O MST valoriza a cultura de subsistência como ideal de vida moderna. Em princípio, é hostil a novas tecnologias e aferra-se a uma agricultura familiar jecatatuísta, como se os verdadeiros valores da humanidade só se desenvolvessem em condições de atraso.

Quer parecer independente do governo Lula, a ponto de desprezar os interesses eleitorais do PT, mas depende dele para tudo, para distribuição de terras, para obtenção de sementes, para escoamento da produção e, até mesmo, para sobrevivência do assentamento. Relaciona-se com a autoridade como se fosse a única supridora dos excluídos, a força que faz chover e nascer o sol e que tem de lhe fazer a vontade aqui e agora.

Para as lideranças do MST não há nunca o que negociar. Tudo tem de ser como está na cabeça deles, inclusive a imposição do regime socialista no Brasil, seja lá o que isso signifique. “Não existe para o MST a ideia de passar pelos canais institucionalizados, partidos, etc.; existe é pressão”, aponta Fernando Henrique.

Apesar de tudo o que apronta, o MST vem sendo tolerado. E uma das razões pelas quais isso acontece parece ter a ver com a percepção de que cumpre a função de dar alguma organização ao lúmpen que se formou nas periferias das grandes cidades interioranas. Entrega-lhe uma bandeira e ensina-lhe alguns hinos, preserva-o da delinquência pura e simples e aponta-lhe um futuro cujo símbolo é o pedaço de chão que um dia vai receber.

As lideranças do MST ainda não perceberam que o assentado não quer terra; quer emprego. A maioria dos que compõem os acampamentos não sabe o que fazer com a terra que recebe. E os que sabem logo se dão conta de que, mesmo com a ajuda oficial, a terra não lhes oferece futuro se não estiver inserida no sistema global de produção, distribuição e consumo. Mas essas são imposições do capital internacional e do neoliberalismo…

Celso Ming é colunista do jornal O Estado de S. Paulo. Matéria publicada em 05/04/2010

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[13/12/2017] - Arroba: frigoríficos estão precisando comprar boi
[13/12/2017] - Reposição ganha força com a chegada das chuvas
[13/12/2017] - Exportação de gado subiu quase 32% em 2017
[13/12/2017] - Agência prevê 2018 melhor para os frigoríficos
[13/12/2017] - Mercosul cede, mas UE adia acordo para 2018
[13/12/2017] - Brasil trabalha forte para abrir mercado britânico
[13/12/2017] - Maggi crê que mercado dos EUA será reaberto logo

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[13/12/2017] - Argentina ganha espaço entre os exportadores
[13/12/2017] - JBS deverá devolver terreno de frigorífico no MT
[13/12/2017] - Câmara conclui aprovação da Lei do Funrural
[13/12/2017] - Famato pede prorrogação para inscrição no CAR
[13/12/2017] - MST invade fazenda recém-desocupada no Paraná
[12/12/2017] - Exportações de carne bovina: recorde histórico
[12/12/2017] - MAPA vai atender exigências dos russos
[12/12/2017] - Arroba: frigoríficos tentam segurar alta do boi
[12/12/2017] - Produção de carne fica estável no MS
[12/12/2017] - Frigoríficos criticam imposto menor para o boi
[12/12/2017] - Mais um processo contra a JBS e Wesley Batista
[12/12/2017] - UE quer abertura, mas carne bovina ainda é entrave
[11/12/2017] - Operação da PF investiga propina da JBS a fiscal
[11/12/2017] - Arroba continua a subir com firmeza
[11/12/2017] - Carne sobe e melhora perspectiva para o boi
[11/12/2017] - Reposição começa a se agitar no Tocantins
[11/12/2017] - Acordo com a UE pode ser anunciado até o dia 21
[11/12/2017] - Missão oficial de Hong Kong inspeciona frigorífico
[11/12/2017] - Funrural: votação deve acabar amanhã na Câmara
[11/12/2017] - Venda de milho está parada
[08/12/2017] - Arroba: frigoríficos pagam cada vez mais pelo boi
[08/12/2017] - Frigoríficos: vendas para o Natal surpreendem
[08/12/2017] - Reação do mercado agora depende do consumidor
[08/12/2017] - JBS diz que vai recuperar o mercado perdido
[08/12/2017] - BNDES deve vender ações da JBS
[08/12/2017] - JBS mantém planos de vender ações em NY
[08/12/2017] - Venda da Itambé pode parar na Justiça
[08/12/2017] - Governo do MS reduz impostos para laticínios
[08/12/2017] - Preço do farelo de algodão cai com força
[07/12/2017] - Arroba: boi sobe e tem mais espaço para alta
[07/12/2017] - Preço do bezerro sobe com volta das chuvas
[07/12/2017] - Exportações podem fechar ano com forte alta
[07/12/2017] - Ameaça de Trump faz México buscar carne do Brasil
[07/12/2017] - Negociações para reabertura da Rússia vão bem
[07/12/2017] - Compra da Itambé cria nova líder no leite
[07/12/2017] - Índios pedem ajuda para poder produzir
[06/12/2017] - Arroba: cotações firmes e subindo
[06/12/2017] - Confinamento deve fechar o ano com alta de 5,5%
[06/12/2017] - CCPR surpreende e vende Itambé imediatamente
[06/12/2017] - Leite: qual a perspectiva para os próximos meses?
[06/12/2017] - Leite caiu, mas custo de produção segue subindo
[06/12/2017] - Lácteos: Brasil importa menos, mas deficit segue
[06/12/2017] - Gilmar Mendes pede vista e Wesley continuará preso
[06/12/2017] - CPI da JBS pode convocar Lula e Dilma para depor
[06/12/2017] - Bancada corre contra o tempo por Funrural
[06/12/2017] - CNA pede aprovação da Reforma da Previdência
[06/12/2017] - Fazenda de frigorífico falido é invadida em SP
[05/12/2017] - Arroba sobe com demanda firme
[05/12/2017] - Carnes sobem e devem puxar a arroba do boi
[05/12/2017] - Recuperação no consumo puxa ações de frigoríficos

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br