Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
146,00 130,00 138,00
GO MT RJ
134,00 132,00 134,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1280,00
Garrote 18m 1530,00
Boi Magro 30m 1920,00
Bezerra 12m 980,00
Novilha 18m 1170,00
Vaca Boiadeira 1350,00

Atualizado em: 23/2/2018 11:29

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - Bandeira do atraso

 
 
 
Publicado em 06/04/2010

Celso Ming

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) promete mais um abril vermelho, com um festival de invasões, ocupações, derrubadas de cerca e destruição de plantações.

Na edição do caderno Aliás, no Estadão desse domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso denunciou o apego aos valores do atraso pelo MST. O sociólogo José de Souza Martins, que há décadas estuda os movimentos sociais no Brasil, observa que, longe de ser uma vanguarda dos novos tempos, o MST é um núcleo aferrado a valores do conservadorismo. É o exemplo do que os cientistas políticos e também Fernando Henrique chamam de movimentos das utopias regressivas.

Houve um tempo em que o MST sabia o que perseguia. Queria a reforma agrária com a mesma radicalidade com que o viajante francês August Saint Hilaire viu esta terra em 1822: “Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil.” De lá para cá não aconteceu nem uma coisa nem outra. Também a reforma agrária vai perdendo o sentido depois que surgiram por aqui o agronegócio e o Bolsa Família. Quase não há mais latifúndio improdutivo e, onde ele ainda existe, os líderes do MST não se interessam por assentamentos, porque fica longe de tudo.

O MST está sem foco. Partiu para depredações do que chama de monoculturas. Ataca laranjais, plantações de eucalipto e até os seculares canaviais, a cultura trazida nas caravelas de Martim Afonso de Souza em 1530, como se fossem nocivos e como se houvesse outro jeito de produzir suco de laranja, celulose, açúcar e álcool.

O MST valoriza a cultura de subsistência como ideal de vida moderna. Em princípio, é hostil a novas tecnologias e aferra-se a uma agricultura familiar jecatatuísta, como se os verdadeiros valores da humanidade só se desenvolvessem em condições de atraso.

Quer parecer independente do governo Lula, a ponto de desprezar os interesses eleitorais do PT, mas depende dele para tudo, para distribuição de terras, para obtenção de sementes, para escoamento da produção e, até mesmo, para sobrevivência do assentamento. Relaciona-se com a autoridade como se fosse a única supridora dos excluídos, a força que faz chover e nascer o sol e que tem de lhe fazer a vontade aqui e agora.

Para as lideranças do MST não há nunca o que negociar. Tudo tem de ser como está na cabeça deles, inclusive a imposição do regime socialista no Brasil, seja lá o que isso signifique. “Não existe para o MST a ideia de passar pelos canais institucionalizados, partidos, etc.; existe é pressão”, aponta Fernando Henrique.

Apesar de tudo o que apronta, o MST vem sendo tolerado. E uma das razões pelas quais isso acontece parece ter a ver com a percepção de que cumpre a função de dar alguma organização ao lúmpen que se formou nas periferias das grandes cidades interioranas. Entrega-lhe uma bandeira e ensina-lhe alguns hinos, preserva-o da delinquência pura e simples e aponta-lhe um futuro cujo símbolo é o pedaço de chão que um dia vai receber.

As lideranças do MST ainda não perceberam que o assentado não quer terra; quer emprego. A maioria dos que compõem os acampamentos não sabe o que fazer com a terra que recebe. E os que sabem logo se dão conta de que, mesmo com a ajuda oficial, a terra não lhes oferece futuro se não estiver inserida no sistema global de produção, distribuição e consumo. Mas essas são imposições do capital internacional e do neoliberalismo…

Celso Ming é colunista do jornal O Estado de S. Paulo. Matéria publicada em 05/04/2010

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[23/02/2018] - Banco está otimista com mercado de carne bovina
[23/02/2018] - Reabertura de exportações à Rússia pode demorar
[23/02/2018] - Falta de fiscais já prejudica as exportações
[23/02/2018] - Arroba: preço do boi pode voltar a cair
[23/02/2018] - Preço da carne caiu um pouco no varejo
[23/02/2018] - Farelo de soja subiu mais de 9% desde janeiro
[23/02/2018] - Ministro italiano: é hora de acordo com Mercosul

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[22/02/2018] - Wesley Batista não poderá voltar à JBS
[22/02/2018] - Exportações devem fechar fevereiro com alta de 31%
[22/02/2018] - Arroba: boi tem pequena alta
[22/02/2018] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[22/02/2018] - Pecuaristas franceses contra acordo com o Mercosul
[22/02/2018] - Frigorífico da JBS continua fechado no MS
[22/02/2018] - Governo mantém sobretaxa sobre leite importado
[22/02/2018] - Justiça adia julgamento do caso Itambé-Vigor
[21/02/2018] - JBS: STJ decide soltar os irmãos Batista
[21/02/2018] - Incêndio atinge unidade da JBS
[21/02/2018] - Enchente paralisa abates em frigorífico
[21/02/2018] - Arroba: frigoríficos controlam as compras
[21/02/2018] - Qual a expectativa para o mercado de reposição?
[21/02/2018] - Brasil, enfim, livre oficialmente da aftosa
[21/02/2018] - Preço do leite começa a se recuperar no RS
[21/02/2018] - Brasil e Canadá negociarão acordo comercial
[21/02/2018] - STF retoma hoje julgamento do Código Florestal
[20/02/2018] - Arroba: impasse no mercado do boi
[20/02/2018] - Arroba: pecuarista tende a segurar o boi
[20/02/2018] - Carne: momento chave para o boi gordo
[20/02/2018] - Pecuária do MT deve crescer quase 4% em 2018
[20/02/2018] - Governo deve prorrogar adesão ao Refis do Funrural
[20/02/2018] - Acordo com UE pode gerar corrida de concorrentes
[20/02/2018] - Hospital pede doações do agro para sobreviver
[19/02/2018] - Arroba: escalas estão menores
[19/02/2018] - Margem do varejo subiu em 2018
[19/02/2018] - Pecuarista não tem culpa do preço da carne
[19/02/2018] - Reposição parada no Rio de Janeiro
[19/02/2018] - Deputado quer proibir exportação de gado em SP
[19/02/2018] - Laticínio fecha e deixa produtores na mão
[19/02/2018] - O mercado do leite vai melhorar?
[19/02/2018] - MG registra os maiores prejuízos com leite
[19/02/2018] - MAPA prevê PIB menor para o agro, boi deve crescer
[19/02/2018] - Milho: mercado lento com recesso de Carnaval
[19/02/2018] - Pecuarista vai pagar dívida de frigos com Funrural
[19/02/2018] - Depois de suspeitas, JBS fecha mesa de câmbio
[16/02/2018] - Arroba: preços firmes com alta da carne
[16/02/2018] - Preço do bezerro se recupera
[16/02/2018] - Malásia confirma missão de inspeção ao Brasil
[16/02/2018] - Produtores temem apagão do milho em 2018
[16/02/2018] - CVM abre novo inquérito sobre a JBS
[16/02/2018] - Funrural: deputado quer que Temer prorrogue prazo
[16/02/2018] - Crédito rural começa 2018 com força
[15/02/2018] - Arroba: é hora de vender?
[15/02/2018] - Tombo da arroba interrompe reposição no Maranhão
[15/02/2018] - Disputa pelo controle da Itambé continua
[15/02/2018] - Empresa da JBS nos EUA tem alta de 90% no lucro
[15/02/2018] - Briga entre China e EUA pode beneficiar o Brasil?
[14/02/2018] - Arroba: o que esperar desta semana?
[14/02/2018] - Preço da carne despenca no atacado

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br