Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
149,00 143,00 144,00
GO MT RJ
139,00 134,00 145,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1350,00
Garrote 18m 1570,00
Boi Magro 30m 1940,00
Bezerra 12m 970,00
Novilha 18m 1160,00
Vaca Boiadeira 1380,00

Atualizado em: 18/10/2018 10:22

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - Fazendas lá, ambientalistas aqui

 
 
 
Publicado em 19/07/2010

Denis Lerrer Rosenfield
O Estado de S.Paulo

Solicitado por vários leitores a voltar ao tema das ONGs, mostrarei a vinculação entre os "fazendeiros" americanos e a atuação de ONGs ambientalistas no Brasil. Trata-se de uma curiosa conjunção entre o agronegócio americano, ONGs ambientalistas (aqui, evidentemente), grandes empresas, governos e "movimentos sociais" no País.

A National Farmers Union (União Nacional dos Fazendeiros) e a Avoided Deforestation Partners (Parceiros pelo Desmatamento Evitado), dos EUA, encomendaram um estudo, assinado por Shari Friedman, da David Gardiner & Associates, publicado em 2010, para analisar a relação entre o desmatamento tropical e a competitividade americana na agricultura e na indústria da madeira. O seu título é altamente eloquente: Fazendas aqui, florestas lá.

O diagnóstico do estudo é que o desmatamento tropical na agricultura, pecuária e de florestas conduziu a uma "dramática expansão da produção de commodities que compete diretamente com os produtos americanos". Ou seja, é a competitividade do agronegócio brasileiro que deve ser diminuída para tornar mais competitivos os produtos americanos. O estudo é tão detalhado que chega a mostrar quanto ganhariam os Estados americanos e o país como um todo. E calcula que o ganho americano seria de US$ 190 bilhões a US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030.

As campanhas pela conservação das florestas tropicais e seu reflorestamento não seriam, nessa perspectiva, uma luta pela "humanidade". Elas respondem a interesses que não têm nada de ambientalistas. Ao contrário, o estudo chega a afirmar que os compromissos ambientalistas nos EUA poderiam até ser flexibilizados segundo as regras atuais, que não preveem nenhum reflorestamento de florestas nativas, do tipo "reserva legal", só existente em nosso país. Também denomina isso de "compensação", que poderia ser enunciada da seguinte maneira: mais preservação lá (no Brasil), menos preservação aqui (nos EUA).

Cito: "Eliminando o desmatamento por volta de 2030, limitar-se-iam os ganhos da expansão agrícola e da indústria da madeira nos países tropicais, produzindo um campo mais favorável para os produtos americanos no mercado global das commodities." Eles têm, pelo menos, o mérito da clareza, enquanto seus adeptos mascaram suas atividades.

Esse estudo reconhece o seu débito com a ONG Conservation International e com Barbara Bramble, da National Wildlife Federation, seção americana da WWF, igualmente presente em nosso país.

A Conservation International é citada duas vezes na página de agradecimentos, suponho que não por suas divergências. Mas ela publica em seu site um artigo dizendo-se contrária ao estudo. A impressão que se tem é a de que se trata de um artifício retórico para se desresponsabilizar das repercussões negativas desse estudo em nosso país e, em particular, na Câmara dos Deputados. Logicamente falando, sua posição não se sustenta, pois ao refutar as conclusões do artigo não deixa de compartilhar suas premissas. A rigor, não segue o princípio de não-contradição, condição de todo pensamento racional.

Por que não defende a "reserva legal" nos EUA e na Europa, segundo os mesmos princípios defendidos aqui? Seria porque contrariaria os interesses dos fazendeiros e agroindustriais de lá? Entre seus apoiadores se destacam Wall Mart, McDonald"s, Bank of America, Shell, Cargill, Kraft Foods Inc., Rio Tinto, Ford Motor Company, Volkswagen, WWF e Usaid. Os dados foram extraídos de seu site internacional.

Barbara Bramble é consultora sênior da National Wildlife Federation, a WWF americana. Sua seção brasileira segue os mesmos princípios e modos de atuação, tendo o mesmo nome. Se fosse coerente, deveria lutar para que os 20% de "reserva legal", a ser criada nos EUA e na Europa, fossem dedicados à wildlife, a "vida selvagem". Entre seus apoiadores e financiadores (dados extraídos de sua prestação de contas de 2009), destacam-se o Banco HSBC, Amex, Ibope, Natura, Wall Mart, Conservation Internacional, Embaixada dos Países Baixos, Greenpeace e Instituto Socioambiental (ISA). A lista não é exaustiva. Observe-se que a ONG Conservation International reaparece como parceira da WWF.

Ora, essa mesma consultora é sócia-fundadora do ISA, ONG ambientalista e indigenista. A atuação dessa ONG nacional está centrada na luta dita pelo meio ambiente e pelos "povos da floresta". Advoga claramente pela constituição de "nações indígenas" no Brasil, defendendo para elas uma clara autonomia, etapa preliminar de sua independência posterior, nos termos da Declaração dos Povos Indígenas da ONU.

Ela, junto com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), possui o mais completo mapeamento dos povos indígenas do Brasil. Sua posição é evidentemente contrária à revisão do Código Florestal. Dentre seus apoiadores e financiadores, destacam-se a Icco (Organização Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento), a NCA (Ajuda da Igreja da Noruega), as Embaixadas da Noruega, Britânica, da Finlândia, do Canadá, a União Europeia, a Funai, a Natura e a Fundação Ford (dados foram extraídos de seu site).

O ISA compartilha as mesmas posições do Cimi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do MST. Ora, esses "movimentos sociais", verdadeiras organizações políticas de esquerda radical, por sua vez, seguem os princípios da Teologia da Libertação, advogando pelo fim do agronegócio brasileiro e da economia de mercado, contra a construção de hidrelétricas e impondo severas restrições à mineração. Junto com as demais ONGs, lutam por uma substancial redução da soberania nacional.

Dedico este artigo aos 13 deputados, de diferentes partidos, e às suas equipes de assessores que tão dignamente souberam defender os interesses do Brasil, algo nada fácil nos dias de hoje.

Denis é professor de filosofia da UFRGS.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[18/10/2018] - Queda da arroba ganha força
[18/10/2018] - Produtividade do boi de SP é maior
[18/10/2018] - Carne bovina salva balança comercial de carnes
[18/10/2018] - Cuidado ao aderir ao Refis do Funrural
[18/10/2018] - Deputados reagem a nova demarcação no Paraná

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[17/10/2018] - Senado prorroga adesão ao Refis do Funrural
[17/10/2018] - Arroba perde força e recua
[17/10/2018] - Brasil não aproveita cota para vendas à UE
[17/10/2018] - Justiça aceita recuperação judicial de frigorífico
[17/10/2018] - BRF tenta acordo de leniência
[17/10/2018] - Milho: preços despencam e travam vendas
[17/10/2018] - Bancada já indica nomes ao MAPA de Bolsonaro
[17/10/2018] - Políticos já falam em taxar o agronegócio
[17/10/2018] - Reposição ganha força no Maranhão
[16/10/2018] - Exportações devem bater recorde novamente
[16/10/2018] - EUA prevêem que Brasil exportará mais carne
[16/10/2018] - Arroba: confinamento chega e pressiona o boi
[16/10/2018] - Consumo de carne dá sinais de melhora
[16/10/2018] - Leite: longa vida cai no atacado e no varejo
[16/10/2018] - PF vê fraudes praticadas pela BRF
[16/10/2018] - BRF diz ter tolerância zero
[16/10/2018] - MAPA: vigilância contra aftosa em Roraima
[15/10/2018] - Abílio Diniz é indiciado pela Carne Fraca
[15/10/2018] - Incêndio fecha unidade do Marfrig
[15/10/2018] - JBS tenta levantar US$ 500 mi para rolar dívidas
[15/10/2018] - Arroba: frigoríficos estão testando o mercado
[15/10/2018] - Reposição: preços vão subir?
[15/10/2018] - Carne recua no atacado
[15/10/2018] - Milho: compradores se retraem e preço cai
[15/10/2018] - Leite: preço afasta pecuaristas da atividade
[15/10/2018] - Confusão sobre Refis do Funrural só aumenta
[15/10/2018] - STF mantém liberação de gado em Santos
[15/10/2018] - Invasão de índios à Funai termina em morte
[11/10/2018] - Exportações do Agro devem chegar a R$ 100 bi
[11/10/2018] - Exportações de carne bovina devem bater R$ 7 bi
[11/10/2018] - Arroba: frigoríficos pressionam e mercado trava
[11/10/2018] - CEPEA: preço do boi oscila com força
[11/10/2018] - EUA batem recorde na exportação de carne
[10/10/2018] - Aliado detalha propostas de Bolsonaro para o Agro
[10/10/2018] - Bancada vai ao RJ para dar apoio a Bolsonaro
[10/10/2018] - Arroba: confinamento pressiona cotação do boi
[10/10/2018] - Preço da carne não caiu
[10/10/2018] - Leite: primeira queda em sete meses
[10/10/2018] - Custo para produzir leite continua subindo
[10/10/2018] - Novas regras devem facilitar o SISBOV
[10/10/2018] - Mato Grosso bate recorde de exportação de carne
[10/10/2018] - Senado deixa Funrural para o último dia
[09/10/2018] - Arroba: frigoríficos testam o mercado
[09/10/2018] - Carne tem preço firme no varejo
[09/10/2018] - Abrafrigo: exportações bateram recorde histórico
[09/10/2018] - Exportação começa outubro mantendo ritmo
[09/10/2018] - UE comprará mais carne bovina dos EUA
[09/10/2018] - Exportação de couro cresceu quase 20%
[09/10/2018] - Leite: preço do longa vida continua recuando
[09/10/2018] - JBS dobra capacidade em duas unidades

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br