Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
146,00 130,00 138,00
GO MT RJ
134,00 132,00 134,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1280,00
Garrote 18m 1530,00
Boi Magro 30m 1920,00
Bezerra 12m 980,00
Novilha 18m 1170,00
Vaca Boiadeira 1350,00

Atualizado em: 23/2/2018 11:29

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Resistência da mosca-dos-chifres a inseticidas

 
 
 
Publicado em 30/08/2006

Antonio Thadeu Medeiros de Barros

No início da década de 80, a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) era registrada pela primeira vez no país, mais precisamente em Roraima. Alguns anos depois, causava apreensão à toda a classe produtora, quando passou a fazer parte do cenário pecuário nacional. O incômodo causado pela mosca aos bovinos leva a significativas perdas à produção e, no Brasil, os prejuízos causados por este parasita foram estimados em US$ 150 milhões anuais.

Infelizmente, um controle efetivo da mosca-dos-chifres não tem sido conseguido sem o uso de produtos químicos e programas de controle são basicamente, para não dizer quase exclusivamente, dependentes do uso de inseticidas. Ao longo dos anos, a prática indiscriminada do controle químico tem demonstrado seus efeitos negativos, em particular, a seleção de populações de moscas resistentes aos inseticidas, com conseqüente redução da eficácia dos produtos utilizados e o aumento dos custos de controle.

A resistência é uma característica genética, a qual aumenta na população em função do uso de inseticidas (ou carrapaticidas). Ou seja, quanto mais o pesticida for utilizado, mais rápida e maior a seleção de moscas resistentes na população e, consequentemente, maior o nível de resistência atingido. A capacidade das moscas de tolerar concentrações incialmente letais promove uma redução gradual na eficácia dos pesticidas, até a sua completa ineficácia e ausência de controle do parasita. Esta situação já é uma realidade com relação aos carrapatos, os quais se mostram resistentes à maioria dos carrapaticidas existentes no mercado.

Resistência ocorre em mais de 500 espécies de artrópodes em todo o mundo, com cerca de 200 espécies de importância médica e/ou veterinária e estimativas conservadoras sobre seus prejuízos atingem US$ 1 bilhão/ano. Particularmente com relação à mosca-dos-chifres, resistência já foi diagnosticada em vários países, incluindo Canadá, México, Uruguai, Argentina e EUA. Neste último, a mosca se encontra resistente à maioria dos inseticidas existentes.

Resistência em mosca-dos-chifres tem sido reportada a diferentes classes de inseticidas mas o problema adquire maiores proporções com relação aos piretróides (no Brasil, quatro em cada cinco inseticidas para controle da mosca são ou possuem piretróides em sua composição). Enganam-se aqueles que pensam que este é um processo “longo e demorado”; resistência pode aparecer em poucos (3 a 5) anos. Embora fatores biológicos, genéticos e ecológicos influenciem o desenvolvimento de resistência, os fatores operacionais (classe, formulação, e concentração do inseticida, método de aplicação, freqüência de tratamentos, etc.) desempenham o papel mais importante. Felizmente, estes fatores podem ser efetivamente controlados mas, por outro lado, infelizmente, o “uso racional” dos produtos continua perdendo espaço para o “uso indiscriminado”.

Embora uma quantidade relativamente grande de inseticidas possa ser encontrada no mercado, tais produtos representam apenas cinco classes. Em geral, o desenvolvimento de resistência a qualquer produto implica não apenas na ineficácia daquele inseticida em particular mas, devido a um fenômeno denominado de “resistência cruzada” (comum entre inseticidas piretróides), toda a classe de inseticidas torna-se comprometida. Contribui para agravar a situação o fato de que, dependendo do mecanismo de resistência envolvido, a resistência a um determinado inseticida pode levar também ao estabelecimento de resistência a inseticidas de outras classes. Adicione-se a esta situação o altíssimo custo e longo tempo exigidos para desenvolvimento de um novo inseticida, e percebe-se o quanto torna-se importante o uso criterioso e racional dos produtos hoje disponíveis.

Independente disto, um agravante comum quando da suspeita de resistência tem sido o emprego de maiores concentrações ou quantidades do inseticida, na tentativa de recuperar a eficácia original do produto. Outras medidas comuns são o aumento da freqüência de tratamentos e substituição pouco criteriosa do produto (freqüentemente por outro de mesmo princípio ativo) visando reverter o quadro e retomar um nível aceitável de controle. As conseqüências destas práticas tendem a ser econômica e ambientalmente negativas a curto, médio e longo prazos, e um agravamento da situação tende a ocorrer.

Relatos dos produtores sobre a ineficácia ou o menor período de eficácia dos produtos e o rápido retorno das infestações têm sido cada vez mais freqüentes, levando à suspeita de resistência em várias regiões bovinocultoras do país. A despeito do mau uso dos produtos (levando a possíveis suspeitas infundadas sobre resistência), mais de 20 anos de uso indiscriminado de inseticidas e a experiência adquirida em outros países sugerem uma provável ocorrência de resistência da mosca-dos-chifres a inseticidas em nosso país. A demanda por estudos que pudessem comprovar a ocorrência e avaliar a magnitude do problema de resistência originou um projeto de diagnóstico da resistência da mosca-dos-chifres a inseticidas com a participação de 8 Centros de Pesquisa da Embrapa: Embrapa Pantanal, Gado de Corte, Gado de Leite, Cerrados, Pecuária Sul, Tabuleiros Costeiros, Meio Norte e Roraima, em realização há dois anos.

Os resultados obtidos até o momento, a partir de testes realizados em 159 propriedades, localizadas em 79 municípios e 13 estados, permitiram traçar um perfil preliminar da situação da resistência no país e evidenciaram uma situação bem mais grave que a inicialmente suposta. Resistência da mosca a inseticidas piretróides foi detectada em 84% das propriedades e encontra-se distribuída em todas as regiões do país.

Resistência da mosca a inseticidas (piretróides) é, portanto, uma realidade nacional e se traduz em efetivo problema à pecuária. Em termos práticos, os resultados comprovam cientificamente uma suspeita empírica previamente existente e uma realidade vivenciada por muitos produtores, há anos. Se, por um lado a presença de moscas resistentes não significa necessariamente um problema imediato em algumas propriedades (visto que problemas no controle dependerão da freqüência destas moscas na população) pode-se assumir que o problema, caso ainda não exista, está efetivamente a caminho.
____________________________________________________
Antonio Thadeu Medeiros de Barros (thadeu@cpap.embrapa.br) é pesquisador da Embrapa Pantanal, na área de Sanidade Animal.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[23/02/2018] - Banco está otimista com mercado de carne bovina
[23/02/2018] - Reabertura de exportações à Rússia pode demorar
[23/02/2018] - Falta de fiscais já prejudica as exportações
[23/02/2018] - Arroba: preço do boi pode voltar a cair
[23/02/2018] - Preço da carne caiu um pouco no varejo
[23/02/2018] - Farelo de soja subiu mais de 9% desde janeiro
[23/02/2018] - Ministro italiano: é hora de acordo com Mercosul

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[22/02/2018] - Wesley Batista não poderá voltar à JBS
[22/02/2018] - Exportações devem fechar fevereiro com alta de 31%
[22/02/2018] - Arroba: boi tem pequena alta
[22/02/2018] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[22/02/2018] - Pecuaristas franceses contra acordo com o Mercosul
[22/02/2018] - Frigorífico da JBS continua fechado no MS
[22/02/2018] - Governo mantém sobretaxa sobre leite importado
[22/02/2018] - Justiça adia julgamento do caso Itambé-Vigor
[21/02/2018] - JBS: STJ decide soltar os irmãos Batista
[21/02/2018] - Incêndio atinge unidade da JBS
[21/02/2018] - Enchente paralisa abates em frigorífico
[21/02/2018] - Arroba: frigoríficos controlam as compras
[21/02/2018] - Qual a expectativa para o mercado de reposição?
[21/02/2018] - Brasil, enfim, livre oficialmente da aftosa
[21/02/2018] - Preço do leite começa a se recuperar no RS
[21/02/2018] - Brasil e Canadá negociarão acordo comercial
[21/02/2018] - STF retoma hoje julgamento do Código Florestal
[20/02/2018] - Arroba: impasse no mercado do boi
[20/02/2018] - Arroba: pecuarista tende a segurar o boi
[20/02/2018] - Carne: momento chave para o boi gordo
[20/02/2018] - Pecuária do MT deve crescer quase 4% em 2018
[20/02/2018] - Governo deve prorrogar adesão ao Refis do Funrural
[20/02/2018] - Acordo com UE pode gerar corrida de concorrentes
[20/02/2018] - Hospital pede doações do agro para sobreviver
[19/02/2018] - Arroba: escalas estão menores
[19/02/2018] - Margem do varejo subiu em 2018
[19/02/2018] - Pecuarista não tem culpa do preço da carne
[19/02/2018] - Reposição parada no Rio de Janeiro
[19/02/2018] - Deputado quer proibir exportação de gado em SP
[19/02/2018] - Laticínio fecha e deixa produtores na mão
[19/02/2018] - O mercado do leite vai melhorar?
[19/02/2018] - MG registra os maiores prejuízos com leite
[19/02/2018] - MAPA prevê PIB menor para o agro, boi deve crescer
[19/02/2018] - Milho: mercado lento com recesso de Carnaval
[19/02/2018] - Pecuarista vai pagar dívida de frigos com Funrural
[19/02/2018] - Depois de suspeitas, JBS fecha mesa de câmbio
[16/02/2018] - Arroba: preços firmes com alta da carne
[16/02/2018] - Preço do bezerro se recupera
[16/02/2018] - Malásia confirma missão de inspeção ao Brasil
[16/02/2018] - Produtores temem apagão do milho em 2018
[16/02/2018] - CVM abre novo inquérito sobre a JBS
[16/02/2018] - Funrural: deputado quer que Temer prorrogue prazo
[16/02/2018] - Crédito rural começa 2018 com força
[15/02/2018] - Arroba: é hora de vender?
[15/02/2018] - Tombo da arroba interrompe reposição no Maranhão
[15/02/2018] - Disputa pelo controle da Itambé continua
[15/02/2018] - Empresa da JBS nos EUA tem alta de 90% no lucro
[15/02/2018] - Briga entre China e EUA pode beneficiar o Brasil?
[14/02/2018] - Arroba: o que esperar desta semana?
[14/02/2018] - Preço da carne despenca no atacado

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br