Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
153,00 138,00 145,00
GO MT RJ
137,00 138,00 141,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1650,00
Boi Magro 30m 2060,00
Bezerra 12m 1050,00
Novilha 18m 1300,00
Vaca Boiadeira 1480,00

Atualizado em: 15/2/2019 12:26

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Resistência da mosca-dos-chifres a inseticidas

 
 
 
Publicado em 30/08/2006

Antonio Thadeu Medeiros de Barros

No início da década de 80, a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) era registrada pela primeira vez no país, mais precisamente em Roraima. Alguns anos depois, causava apreensão à toda a classe produtora, quando passou a fazer parte do cenário pecuário nacional. O incômodo causado pela mosca aos bovinos leva a significativas perdas à produção e, no Brasil, os prejuízos causados por este parasita foram estimados em US$ 150 milhões anuais.

Infelizmente, um controle efetivo da mosca-dos-chifres não tem sido conseguido sem o uso de produtos químicos e programas de controle são basicamente, para não dizer quase exclusivamente, dependentes do uso de inseticidas. Ao longo dos anos, a prática indiscriminada do controle químico tem demonstrado seus efeitos negativos, em particular, a seleção de populações de moscas resistentes aos inseticidas, com conseqüente redução da eficácia dos produtos utilizados e o aumento dos custos de controle.

A resistência é uma característica genética, a qual aumenta na população em função do uso de inseticidas (ou carrapaticidas). Ou seja, quanto mais o pesticida for utilizado, mais rápida e maior a seleção de moscas resistentes na população e, consequentemente, maior o nível de resistência atingido. A capacidade das moscas de tolerar concentrações incialmente letais promove uma redução gradual na eficácia dos pesticidas, até a sua completa ineficácia e ausência de controle do parasita. Esta situação já é uma realidade com relação aos carrapatos, os quais se mostram resistentes à maioria dos carrapaticidas existentes no mercado.

Resistência ocorre em mais de 500 espécies de artrópodes em todo o mundo, com cerca de 200 espécies de importância médica e/ou veterinária e estimativas conservadoras sobre seus prejuízos atingem US$ 1 bilhão/ano. Particularmente com relação à mosca-dos-chifres, resistência já foi diagnosticada em vários países, incluindo Canadá, México, Uruguai, Argentina e EUA. Neste último, a mosca se encontra resistente à maioria dos inseticidas existentes.

Resistência em mosca-dos-chifres tem sido reportada a diferentes classes de inseticidas mas o problema adquire maiores proporções com relação aos piretróides (no Brasil, quatro em cada cinco inseticidas para controle da mosca são ou possuem piretróides em sua composição). Enganam-se aqueles que pensam que este é um processo “longo e demorado”; resistência pode aparecer em poucos (3 a 5) anos. Embora fatores biológicos, genéticos e ecológicos influenciem o desenvolvimento de resistência, os fatores operacionais (classe, formulação, e concentração do inseticida, método de aplicação, freqüência de tratamentos, etc.) desempenham o papel mais importante. Felizmente, estes fatores podem ser efetivamente controlados mas, por outro lado, infelizmente, o “uso racional” dos produtos continua perdendo espaço para o “uso indiscriminado”.

Embora uma quantidade relativamente grande de inseticidas possa ser encontrada no mercado, tais produtos representam apenas cinco classes. Em geral, o desenvolvimento de resistência a qualquer produto implica não apenas na ineficácia daquele inseticida em particular mas, devido a um fenômeno denominado de “resistência cruzada” (comum entre inseticidas piretróides), toda a classe de inseticidas torna-se comprometida. Contribui para agravar a situação o fato de que, dependendo do mecanismo de resistência envolvido, a resistência a um determinado inseticida pode levar também ao estabelecimento de resistência a inseticidas de outras classes. Adicione-se a esta situação o altíssimo custo e longo tempo exigidos para desenvolvimento de um novo inseticida, e percebe-se o quanto torna-se importante o uso criterioso e racional dos produtos hoje disponíveis.

Independente disto, um agravante comum quando da suspeita de resistência tem sido o emprego de maiores concentrações ou quantidades do inseticida, na tentativa de recuperar a eficácia original do produto. Outras medidas comuns são o aumento da freqüência de tratamentos e substituição pouco criteriosa do produto (freqüentemente por outro de mesmo princípio ativo) visando reverter o quadro e retomar um nível aceitável de controle. As conseqüências destas práticas tendem a ser econômica e ambientalmente negativas a curto, médio e longo prazos, e um agravamento da situação tende a ocorrer.

Relatos dos produtores sobre a ineficácia ou o menor período de eficácia dos produtos e o rápido retorno das infestações têm sido cada vez mais freqüentes, levando à suspeita de resistência em várias regiões bovinocultoras do país. A despeito do mau uso dos produtos (levando a possíveis suspeitas infundadas sobre resistência), mais de 20 anos de uso indiscriminado de inseticidas e a experiência adquirida em outros países sugerem uma provável ocorrência de resistência da mosca-dos-chifres a inseticidas em nosso país. A demanda por estudos que pudessem comprovar a ocorrência e avaliar a magnitude do problema de resistência originou um projeto de diagnóstico da resistência da mosca-dos-chifres a inseticidas com a participação de 8 Centros de Pesquisa da Embrapa: Embrapa Pantanal, Gado de Corte, Gado de Leite, Cerrados, Pecuária Sul, Tabuleiros Costeiros, Meio Norte e Roraima, em realização há dois anos.

Os resultados obtidos até o momento, a partir de testes realizados em 159 propriedades, localizadas em 79 municípios e 13 estados, permitiram traçar um perfil preliminar da situação da resistência no país e evidenciaram uma situação bem mais grave que a inicialmente suposta. Resistência da mosca a inseticidas piretróides foi detectada em 84% das propriedades e encontra-se distribuída em todas as regiões do país.

Resistência da mosca a inseticidas (piretróides) é, portanto, uma realidade nacional e se traduz em efetivo problema à pecuária. Em termos práticos, os resultados comprovam cientificamente uma suspeita empírica previamente existente e uma realidade vivenciada por muitos produtores, há anos. Se, por um lado a presença de moscas resistentes não significa necessariamente um problema imediato em algumas propriedades (visto que problemas no controle dependerão da freqüência destas moscas na população) pode-se assumir que o problema, caso ainda não exista, está efetivamente a caminho.
____________________________________________________
Antonio Thadeu Medeiros de Barros (thadeu@cpap.embrapa.br) é pesquisador da Embrapa Pantanal, na área de Sanidade Animal.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[15/02/2019] - Frigoríficos aumentam a pressão sobre o boi
[15/02/2019] - Carne: será que as vendas melhoram no Carnaval?
[15/02/2019] - Leite: governo ainda não aumentou tarifa da UE
[15/02/2019] - Leite: CEPEA mudará cálculo do preço ao produtor
[15/02/2019] - China fecha acordo para importar frango do Brasil
[15/02/2019] - Acordo com China puxa ações de frigoríficos
[15/02/2019] - JBS substitui Marfrig e assina parceria com ACNB

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[15/02/2019] - Empresa da JBS tem prejuízo nos EUA
[15/02/2019] - Marfrig já está exportando ao Japão
[14/02/2019] - Carne: margem de lucro do varejo aumentou
[14/02/2019] - Arroba: o mercado está devagar?
[14/02/2019] - CEPEA: produtividade aumentou nos últimos anos
[14/02/2019] - Justiça pede explicações sobre fim da tarifa
[14/02/2019] - Produtores de leite protestam por falta de energia
[14/02/2019] - Indígenas plantam 18 mil hectares de grãos
[14/02/2019] - Tereza defende o direito de índios de produzir
[14/02/2019] - Funrural: produtor tem dúvidas sobre o pagamento
[14/02/2019] - Governo incentiva financiamento rural
[14/02/2019] - Frio extremo mata gado leiteiro nos EUA
[13/02/2019] - Leite: como o governo aumentará a tarifa da UE?
[13/02/2019] - Reforma aumenta contribuição rural ao INSS
[13/02/2019] - Conta de luz rural pode aumentar
[13/02/2019] - Arroba: oferta curta está puxando preço do boi
[13/02/2019] - Exportações de couro em alta
[13/02/2019] - Oferta de gado pode diminuir
[13/02/2019] - MT: utilização de capacidade dos frigos é recorde
[13/02/2019] - Falta reposição no Pará
[13/02/2019] - Exportações do agro batem US$ 102 bi em 1 ano
[13/02/2019] - Minerva quer incentivo fiscal para reabrir unidade
[12/02/2019] - Exportações: fevereiro já começou com recordes?
[12/02/2019] - Exportações à Rússia em 2019 já batem 2018
[12/02/2019] - Governo deve rever fim de taxa ao leite europeu
[12/02/2019] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[12/02/2019] - Reposição: expectativa pela chegada dos bezerros
[12/02/2019] - Carne: queda nos preços perde força
[12/02/2019] - Milho: produtor deve ter cautela
[12/02/2019] - Funrural: Abrafrigo diz que dívida não existe
[12/02/2019] - Crédito rural tem forte alta nas contratações
[12/02/2019] - Índios e produtores comemoram colheita juntos
[11/02/2019] - Arroba: pecuarista segura o boi esperando a alta
[11/02/2019] - Exportações de gado cresceram 55% em 1 ano
[11/02/2019] - Conta do boi não fecha, diz líder rural
[11/02/2019] - Ministério não vê danos com leite da UE
[11/02/2019] - Produtores pedem taxa sobre o leite em pó
[11/02/2019] - Milho: colheita não reduziu preços
[11/02/2019] - Milho: safrinha gera preocupação
[11/02/2019] - Farelo de soja: preço caiu
[11/02/2019] - Crédito: Tereza pede redução gradual de subsídio
[08/02/2019] - Marfrig demite 400 funcionários de frigorífico
[08/02/2019] - Marfrig pode exportar carne para o Japão
[08/02/2019] - Frigoríficos estão em alta na Bolsa
[08/02/2019] - Arroba teve pequena alta em SP
[08/02/2019] - Arroba: mercado está devagar em Goiânia
[08/02/2019] - STF confirma que tabela de frete está valendo
[08/02/2019] - Alimentos em alta no mercado internacional
[08/02/2019] - Brumadinho: BB deve suspender contratos
[08/02/2019] - Aftosa: MAPA publica manual de vacinação

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br