Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
141,00 133,00 137,00
GO MT RJ
133,00 130,00 136,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1200,00
Garrote 18m 1430,00
Boi Magro 30m 1720,00
Bezerra 12m 900,00
Novilha 18m 1130,00
Vaca Boiadeira 1350,00

Atualizado em: 16/10/2017 10:09

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Resistência da mosca-dos-chifres a inseticidas

 
 
 
Publicado em 30/08/2006

Antonio Thadeu Medeiros de Barros

No início da década de 80, a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) era registrada pela primeira vez no país, mais precisamente em Roraima. Alguns anos depois, causava apreensão à toda a classe produtora, quando passou a fazer parte do cenário pecuário nacional. O incômodo causado pela mosca aos bovinos leva a significativas perdas à produção e, no Brasil, os prejuízos causados por este parasita foram estimados em US$ 150 milhões anuais.

Infelizmente, um controle efetivo da mosca-dos-chifres não tem sido conseguido sem o uso de produtos químicos e programas de controle são basicamente, para não dizer quase exclusivamente, dependentes do uso de inseticidas. Ao longo dos anos, a prática indiscriminada do controle químico tem demonstrado seus efeitos negativos, em particular, a seleção de populações de moscas resistentes aos inseticidas, com conseqüente redução da eficácia dos produtos utilizados e o aumento dos custos de controle.

A resistência é uma característica genética, a qual aumenta na população em função do uso de inseticidas (ou carrapaticidas). Ou seja, quanto mais o pesticida for utilizado, mais rápida e maior a seleção de moscas resistentes na população e, consequentemente, maior o nível de resistência atingido. A capacidade das moscas de tolerar concentrações incialmente letais promove uma redução gradual na eficácia dos pesticidas, até a sua completa ineficácia e ausência de controle do parasita. Esta situação já é uma realidade com relação aos carrapatos, os quais se mostram resistentes à maioria dos carrapaticidas existentes no mercado.

Resistência ocorre em mais de 500 espécies de artrópodes em todo o mundo, com cerca de 200 espécies de importância médica e/ou veterinária e estimativas conservadoras sobre seus prejuízos atingem US$ 1 bilhão/ano. Particularmente com relação à mosca-dos-chifres, resistência já foi diagnosticada em vários países, incluindo Canadá, México, Uruguai, Argentina e EUA. Neste último, a mosca se encontra resistente à maioria dos inseticidas existentes.

Resistência em mosca-dos-chifres tem sido reportada a diferentes classes de inseticidas mas o problema adquire maiores proporções com relação aos piretróides (no Brasil, quatro em cada cinco inseticidas para controle da mosca são ou possuem piretróides em sua composição). Enganam-se aqueles que pensam que este é um processo “longo e demorado”; resistência pode aparecer em poucos (3 a 5) anos. Embora fatores biológicos, genéticos e ecológicos influenciem o desenvolvimento de resistência, os fatores operacionais (classe, formulação, e concentração do inseticida, método de aplicação, freqüência de tratamentos, etc.) desempenham o papel mais importante. Felizmente, estes fatores podem ser efetivamente controlados mas, por outro lado, infelizmente, o “uso racional” dos produtos continua perdendo espaço para o “uso indiscriminado”.

Embora uma quantidade relativamente grande de inseticidas possa ser encontrada no mercado, tais produtos representam apenas cinco classes. Em geral, o desenvolvimento de resistência a qualquer produto implica não apenas na ineficácia daquele inseticida em particular mas, devido a um fenômeno denominado de “resistência cruzada” (comum entre inseticidas piretróides), toda a classe de inseticidas torna-se comprometida. Contribui para agravar a situação o fato de que, dependendo do mecanismo de resistência envolvido, a resistência a um determinado inseticida pode levar também ao estabelecimento de resistência a inseticidas de outras classes. Adicione-se a esta situação o altíssimo custo e longo tempo exigidos para desenvolvimento de um novo inseticida, e percebe-se o quanto torna-se importante o uso criterioso e racional dos produtos hoje disponíveis.

Independente disto, um agravante comum quando da suspeita de resistência tem sido o emprego de maiores concentrações ou quantidades do inseticida, na tentativa de recuperar a eficácia original do produto. Outras medidas comuns são o aumento da freqüência de tratamentos e substituição pouco criteriosa do produto (freqüentemente por outro de mesmo princípio ativo) visando reverter o quadro e retomar um nível aceitável de controle. As conseqüências destas práticas tendem a ser econômica e ambientalmente negativas a curto, médio e longo prazos, e um agravamento da situação tende a ocorrer.

Relatos dos produtores sobre a ineficácia ou o menor período de eficácia dos produtos e o rápido retorno das infestações têm sido cada vez mais freqüentes, levando à suspeita de resistência em várias regiões bovinocultoras do país. A despeito do mau uso dos produtos (levando a possíveis suspeitas infundadas sobre resistência), mais de 20 anos de uso indiscriminado de inseticidas e a experiência adquirida em outros países sugerem uma provável ocorrência de resistência da mosca-dos-chifres a inseticidas em nosso país. A demanda por estudos que pudessem comprovar a ocorrência e avaliar a magnitude do problema de resistência originou um projeto de diagnóstico da resistência da mosca-dos-chifres a inseticidas com a participação de 8 Centros de Pesquisa da Embrapa: Embrapa Pantanal, Gado de Corte, Gado de Leite, Cerrados, Pecuária Sul, Tabuleiros Costeiros, Meio Norte e Roraima, em realização há dois anos.

Os resultados obtidos até o momento, a partir de testes realizados em 159 propriedades, localizadas em 79 municípios e 13 estados, permitiram traçar um perfil preliminar da situação da resistência no país e evidenciaram uma situação bem mais grave que a inicialmente suposta. Resistência da mosca a inseticidas piretróides foi detectada em 84% das propriedades e encontra-se distribuída em todas as regiões do país.

Resistência da mosca a inseticidas (piretróides) é, portanto, uma realidade nacional e se traduz em efetivo problema à pecuária. Em termos práticos, os resultados comprovam cientificamente uma suspeita empírica previamente existente e uma realidade vivenciada por muitos produtores, há anos. Se, por um lado a presença de moscas resistentes não significa necessariamente um problema imediato em algumas propriedades (visto que problemas no controle dependerão da freqüência destas moscas na população) pode-se assumir que o problema, caso ainda não exista, está efetivamente a caminho.
____________________________________________________
Antonio Thadeu Medeiros de Barros (thadeu@cpap.embrapa.br) é pesquisador da Embrapa Pantanal, na área de Sanidade Animal.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[16/10/2017] - JBS desiste de oferta de ações nos EUA
[16/10/2017] - Cade deve rejeitar nesta semana compra do Mataboi
[16/10/2017] - Arroba: mercado vive impasse
[16/10/2017] - Atacado da carne caiu mas margem de frigo subiu
[16/10/2017] - ICMS cai, mas preço da carne não cairá
[16/10/2017] - Leite: produtor pede socorro
[16/10/2017] - Governo envia missão para discutir leite uruguaio

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[16/10/2017] - Reposição lenta não derruba preços em MG
[16/10/2017] - Uréia agrícola está mais cara
[16/10/2017] - Argentina quer 5% do mercado da UE para o Mercosul
[11/10/2017] - MPF concorda com a PF e denuncia irmãos Batista
[11/10/2017] - PF vê risco de calote bilionário da JBS
[11/10/2017] - Frigoríficos esperam novos mercados ainda em 2017
[11/10/2017] - Arroba: mercado em ritmo de feriadão
[11/10/2017] - MAPA tenta solução para vender mais ao Irã
[11/10/2017] - Brasil suspende importação de leite do Uruguai
[11/10/2017] - O leite vai subir com embargo ao Uruguai?
[11/10/2017] - CEPEA: consumo de leite ainda é fraco
[11/10/2017] - Produtor de leite vive momento complicado
[11/10/2017] - Milho volta a subir
[10/10/2017] - Justiça já bloqueou R$ 730 milhões da JBS
[10/10/2017] - PF aponta que irmãos Batista manipularam o mercado
[10/10/2017] - Carne: preço sobe e ensaia recuperação
[10/10/2017] - Exportações: outubro começou com alta de 25%
[10/10/2017] - Arroba: frigoríficos estão testando o pecuarista
[10/10/2017] - Governo do MT não vai prorrogar ICMS menor
[10/10/2017] - Acrimat: ICMS menor estimula concorrência pelo boi
[09/10/2017] - MPF vê risco de quebra da JBS
[09/10/2017] - Pecuaristas ainda preocupados com a crise da JBS
[09/10/2017] - Carne sobe e pode puxar a arroba do boi
[09/10/2017] - Arroba: frigoríficos tentam pressão sobre o boi
[09/10/2017] - Reposição: esperando pela chuva e pela alta do boi
[09/10/2017] - Pecuaristas do Mercosul criticam oferta européia
[06/10/2017] - Juiz bloqueia todos os bens da família Batista
[06/10/2017] - Justiça do MS bloqueia unidades e R$ 115 mi da JBS
[06/10/2017] - JBS reage a bloqueio de bens e dinheiro no MS
[06/10/2017] - Arroba: nem para lá, nem para cá
[06/10/2017] - Brasil abre mais um mercado para carne
[06/10/2017] - Arroba: preço do boi cai em Belo Horizonte
[06/10/2017] - Pecuaristas pedem volta do ICMS menor no MT
[06/10/2017] - Mato Grosso tem receita recorde com a carne bovina
[06/10/2017] - Pecuaristas denunciam fraude no leite uruguaio
[06/10/2017] - Funrural: Receita ignora resolução do Senado
[06/10/2017] - Governo prorroga desconto no ICMS de insumos
[05/10/2017] - BNDES volta a pedir mudanças na JBS
[05/10/2017] - Advogados vão atrás de provas contra os Batista
[05/10/2017] - Arroba: frigoríficos oferecem mais
[05/10/2017] - Arroba: exportações em alta não deixam sobrar boi
[05/10/2017] - Maggi negocia ampliação das vendas à Rússia
[05/10/2017] - Pecuarista joga 1.000 litros de leite fora
[05/10/2017] - Temer nega ter prometido arrendamento de reservas
[04/10/2017] - Arroba: reação dos preços está próxima?
[04/10/2017] - Reposição: relação de troca melhora no Tocantins
[04/10/2017] - Coaf identifica repasse de frigoríficos a político
[04/10/2017] - Coutinho diz que não apoiou monopólio da JBS
[04/10/2017] - PIB do Agro bate recorde histórico no Mato Grosso
[04/10/2017] - UE oferece cota baixa para carne do Mercosul

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br