Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
149,00 143,00 144,00
GO MT RJ
138,00 135,00 146,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1630,00
Boi Magro 30m 2000,00
Bezerra 12m 1010,00
Novilha 18m 1250,00
Vaca Boiadeira 1420,00

Atualizado em: 7/12/2018 12:09

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

A Pecuária e as pastagens do Pantanal

 
 
 
Publicado em 15/09/2006

Cristina Aparecida Gonçalves Rodrigues
José Aníbal Comastri Filho

A aplicação de tecnologia na pecuária de corte do Pantanal, a principal atividade econômica da região, tem como propósito o aumento do número de bezerros desmamados, pois seu sistema extensivo de produção envolve principalmente a fase de cria. Para tanto, são necessários animais de boa linhagem genética com matrizes produtivas, rústicas e com boa habilidade materna, além de quantidade adequada de alimentos de qualidade, onde o manejo de pastagens é fundamental.

As principais tecnologias geradas e aplicadas pela Embrapa Pantanal através de experimentos e acompanhamento de algumas fazendas, proporcionaram aumentos palpáveis na produção. Estas referem-se ao manejo, introdução e seleção de animais anelorados tais como: substituição de touros de qualidade genética questionável por touros selecionados; descarte de matrizes improdutivas; exame andrológico nos touros; estação de monta (relação touro/vaca de 1/25); controle sanitário com vacinação e vermifugação estratégicas; cultivo de pasto para uso estratégico; adoção de piquetes para vacas prenhas e para touros em descanso; sal mineral formulado específico para cada sub-região; bezerros tratados ao nascer (cura do umbigo mais ivermectina) e desmamados precocemente (seis meses). Essas técnicas relativamente fáceis e de baixo custo são muito pouco adotadas pelos produtores pantaneiros por questões culturais ou falta de infra-estrutura como transporte adequado e instalações.

As pastagens naturais e também as cultivadas são igualmente importantes no sistema atual de produção. O Pantanal, a maior planície alagável do planeta, recentemente, declarado pela Unesco, como “Reserva da Biosfera”, apresenta-se como uma imensa pastagem nativa com várias fitofisionomias (mata chaquenha, cerradão, cerrado, campo sujo, campo limpo e baías com plantas aquáticas). Perto de 4,5 % da área do Pantanal (6.000 km2) são pastagens cultivadas de Brachiaria decumbens, B. brizantha e B. humidicola, principalmente, em áreas desmatadas de cordilheiras e de campo. Muitas dessas pastagens foram formadas há mais de 20 anos mantendo-se até hoje sem degradação.

As pastagens nativas na maioria das áreas são de baixa produtividade e baixa qualidade nutricional sendo necessários 3,6 ha/animal, podendo chegar na parte leste, a 5,0 ha/animal. São necessárias grandes propriedades para tornar a atividade economicamente viável e dependendo da região, alguns produtores precisam ter duas ou mais propriedades para socorrer o gado nos dois períodos críticos do ano: seca e cheia. As forrageiras de alta qualidade são principalmente hidrófilas e mais comuns no Pantanal baixo e as com grande quantidade são de baixa qualidade. O que fazer então? Quais tecnologias desenvolver e implantar sem degradar ou impactar os ecossistemas e com baixo custo?

Pesquisar manejo de pastagens nativas no Pantanal é um grande desafio. A experiência mostra que as pastagens precisam ser tratadas, conforme a natureza as tratam, ou seja, sem abusos por parte do homem e de forma racionalizada.

E o fogo tão combatido e temido é prejudicial ou um é aliado no manejo do pasto no Pantanal? Pesquisas em andamento com queimadas no caronal (grandes extensões de campo com dominância do capim-carona que ocupa perto de 5.000 km2 do Pantanal da Nhecolândia e outros tantos do Paiaguás, Cáceres, Abrobal e Aquidauana, cujo consumo pelo bovino dá-se somente pela sua rebrota até 14 dias após a queima) demonstraram em dois anos, que o fogo não alterou a diversidade das espécies vegetais, mas somente a cheia e a seca. Áreas destinadas a reserva ecológica e vedadas com retirada dos bovinos e eqüinos há anos, caminham para um processo de arborização e fechamento dos campos com grande acúmulo de material morto e macega, ocasionando em alguns casos, incêndios de difícil controle. Caberia aqui mais pesquisas com a utilização e permissão do uso de queimadas controladas e entrada do gado (taxa de lotação adequada), já que estes convivem no Pantanal há anos.

Diante de tais impasses surge a produção biológica (boi orgânico ou a carne verde) que parece ser um negócio perfeito para os pecuaristas de cria que estão dispostos a investir em suas propriedades em uma atividade que certamente terá, de médio a longo prazo, seu mercado crescente e organizado, principalmente visando o mercado externo. Já existem alguns projetos em implantação e o proprietário vê as vantagens de tais tecnologias, principalmente pelo Pantanal ser um local naturalmente limpo onde não há uso de agrotóxicos nos campos e nem uso de fertilizantes sobre as pastagens ou aplicação de carrapaticidas ou inseticidas sobre os bovinos. Tamanha conservação deve-se ao seu difícil acesso e aos próprios pantaneiros que deixam-se levar pelo ritmo dinâmico do Pantanal, sem tentar dominar o ambiente, moldando o seu empreendimento às características ecológicas da região.

Cristina Aparecida Gonçalves Rodrigues e José Aníbal Comastri Filho, são pesquisadores da Embrapa Pantanal (http://www.cpap.embrapa.br). E-mail: crisagr@cpap.embrapa.br e comastri@cpap.embrapa.br. )

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[07/12/2018] - STF impede multa por desrespeito à tabela do frete
[07/12/2018] - Mais uma greve dos caminhoneiros?
[07/12/2018] - Arroba do boi ganha força na alta
[07/12/2018] - Mercado do boi está devagar em SC
[07/12/2018] - Marfrig fecha compra de unidades da BRF
[07/12/2018] - Tereza: produtor deve ser pago para preservar
[07/12/2018] - Milho deve ficar mais caro em 2019

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[07/12/2018] - Funai irá para o Ministério dos Direitos Humanos
[06/12/2018] - Arroba do boi voltou a subir em São Paulo
[06/12/2018] - Exportação de boi em alta em novembro
[06/12/2018] - Boi deve subir no Mato Grosso
[06/12/2018] - Há frigoríficos pagando mais pelo boi
[06/12/2018] - CNA pede suspensão de multas por tabela
[06/12/2018] - Custos devem derrubar PIB do Agro em 2018
[06/12/2018] - Dívida do Funrural será extinta?
[06/12/2018] - Minerva nega oferta para comprar ativos da BRF
[06/12/2018] - Prazo para o CAR termina em 31 de dezembro
[05/12/2018] - JBS: Batistas fora da liderança
[05/12/2018] - JBS: foco no aumento da margem de lucro
[05/12/2018] - Arroba do boi segue firme
[05/12/2018] - Bezerro subiu mais que a arroba na Bahia
[05/12/2018] - Bolsonaro nega que Funai vá para o MAPA
[05/12/2018] - Projeto pode aumentar burocracia
[04/12/2018] - Arroba começa dezembro em alta
[04/12/2018] - Reposição está em falta no mercado
[04/12/2018] - Dólar segura preço do farelo de soja
[04/12/2018] - Exportações de carne seguem com força
[04/12/2018] - Agro tem a maior alta no PIB do trimestre
[04/12/2018] - Empregos no Agro: maior nível desde 2016
[04/12/2018] - Bolsonaro pode transferir Funai para o MAPA
[04/12/2018] - Falta de vacinas impede vacinação no Brasil
[04/12/2018] - Não faltam vacinas para doação à Venezuela
[04/12/2018] - JBS: aumenta o recall de carne por salmonela
[03/12/2018] - Vai faltar boi em 2019?
[03/12/2018] - BNDES prepara sua saída da JBS
[03/12/2018] - Marfrig pode voltar às compras
[03/12/2018] - Arroba: otimismo aumenta com o preço do boi
[03/12/2018] - Carne sobe forte no atacado
[03/12/2018] - Milho: vendedores recuam e preços sobem
[03/12/2018] - Aftosa: vacinação foi prorrogada em 7 estados
[03/12/2018] - MS quer reduzir imposto sobre o farelo de soja
[03/12/2018] - Bolsonaro diz que não fará acordos contra o Agro
[03/12/2018] - Bancada do Agro não promete ser fiel a Bolsonaro
[30/11/2018] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[30/11/2018] - Varejo não consegue repassar alta da carne
[30/11/2018] - China deve liberar mais frigoríficos em janeiro
[30/11/2018] - Futuro ministro defende frete tabelado
[30/11/2018] - Mato Grosso também prorroga vacinação
[30/11/2018] - PIB do Agro ensaia uma reação
[29/11/2018] - Arroba do boi volta a subir
[29/11/2018] - Arroba: dá para conseguir mais pelo boi?
[29/11/2018] - Exportações de carne: alta de quase 25%
[29/11/2018] - Banco está otimista com lucro de frigoríficos
[29/11/2018] - Marfrig confirma pedido de propina no MS
[29/11/2018] - Aftosa: vacinação será prorrogada no Paraná
[29/11/2018] - Carne: reabertura dos EUA ficou para 2019
[29/11/2018] - Milho: exportações em alta

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br