Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
 
 
 
 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Leite: Projeto de megacooperativa está ameaçado
 
 
Publicado em 25/11/2010

O projeto de criação da maior cooperativa de lácteos do país e da América Latina está na corda bamba. Depois da saída da mineira Cemil, em agosto, a Minas Leite e a goiana Centroleite acabam de se retirar do projeto, que é encabeçado pela também mineira Itambé. Com a saída das três centrais, restaram apenas a Itambé e a Confepar, do Paraná, nas negociações.

Pelo projeto inicial, lançado há mais de um ano, a fusão das cinco cooperativas criaria uma empresa com receita anual de R$ 4 bilhões e captação de 7 milhões de litros de leite por dia.

A Itambé já iniciou conversações com outra cooperativa de leite para uma eventual união das operações, mas analistas avaliam que concretizar uma fusão ficou mais difícil, já que as negociações voltaram à estaca zero.

O presidente da Centroleite, Haroldo Max de Sousa, disse que a central decidiu sair das negociações após uma mudança no projeto original. De acordo com Sousa, o modelo inicial previa a criação de uma grande central focada na organização da produção, captação e comercialização do leite in natura, a Nova Central de Lácteos, e de uma S/A focada na industrialização e na comercialização do produtos. Na central, o comando seria proporcional ao volume de leite produzido e na S/A, proporcional ao capital de cada cooperativa. A Nova Central teria parte da S/A.

Após a saída da Cemil e da Minas Leite, a Itambé propôs uma mudança no modelo, segundo Sousa. Nessa nova proposta, as cooperativas seriam controladoras de uma holding que será acionista da S/A. "Descaracterizou o projeto", afirmou o presidente da Centroleite. Em sua visão, a substituição da cooperativa central por uma holding "descaracterizou as premissas de manter o controle da produção e dos preços da matéria-prima pelos produtores associados às cooperativas".

O presidente da Itambé, Jacques Gontijo, disse que "não houve mudança" e que "o produtor não perde força". Ele explicou que, após aconselhamento de assessores jurídicos, decidiu-se pela criação de uma holding, pois este seria um modelo mais transparente para atrair um investidor externo para o projeto.

"Estamos procurando um investidor para esta empresa, e um interlocutor único [a holding] facilita o processo". O plano de fusão das cooperativas contempla também a abertura de capital da nova empresa na bolsa no futuro. Ele disse ainda que o modelo anterior, em que as cooperativas eram acionistas da S.A, poderia dificultar decisões futuras da empresa.

Apesar da saída das três cooperativas do projeto, Gontijo afirma que a fusão ocorrerá. Segundo ele, a aglutinação com a Confepar será concretizada em breve. "Deixaremos a porta aberta para outras cooperativas interessadas em entrar no futuro".

Ainda que a mudança de modelo tenha pesado para a saída da Centroleite e da Minas Leite, o valor de cada cooperativa associada no novo negócio também explica as defecções. Como é bem maior que as outras cooperativas e tem mais ativos, a Itambé teria um peso bem maior na nova companhia, conforme avaliação realizada pela PricewaterhouseCoopers, contratada em 2009 para avaliar os ativos de cada central de laticínios e estabelecer o peso de cada um dos sócios no negócio. Foi essa a razão para a saída da Cemil.

O presidente da Centroleite, Haroldo Max de Sousa, admitiu que a participação "muito inferior para as cooperativas detentoras somente da produção" no valor avaliado pela Price também levou à retirada do projeto. Disse, porém, que desde o início estava claro que a Itambé teria mais peso. Na última avaliação da Price considerando a fusão das três cooperativas, a Itambé teria fatia de 87% da empresa, a Centroleite, 3%, e a Confepar, o restante, segundo Sousa. Com informações do Valor.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[26/01/2015] - Oferta curta segura a arroba do boi
[26/01/2015] - Rebanho em alta no Mato Grosso
[26/01/2015] - Preço da carne dispara no RS
[26/01/2015] - Churrasco está mais caro também em SP
[26/01/2015] - Venezuela quer comprar mais carne brasileira
[26/01/2015] - Seguro rural: calote ainda sem solução
[23/01/2015] - Arroba: vendas de carne preocupam frigoríficos

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[23/01/2015] - Fim do embargo russo: preocupação para o Brasil?
[23/01/2015] - JBS já é a quarta maior exportadora do Brasil
[23/01/2015] - Falta de chuva e preço travam a reposição
[23/01/2015] - Produtores de leite vivem drama no RS
[23/01/2015] - Crise no leite também chegou a SC
[23/01/2015] - Carne já é apontada como vilã da iinflação
[23/01/2015] - Crédito: o maior desafio de Kátia Abreu
[23/01/2015] - Venezuela deve US$ 5 bi a exportadores do Brasil
[22/01/2015] - Governo investiga brucelose em frigorífico
[22/01/2015] - Já tem frigorífico pagando mais pela arroba
[22/01/2015] - CEPEA: pecuarista não aceita pressão
[22/01/2015] - Kátia promete novas regras para frigoríficos
[22/01/2015] - Dilma volta a obrigar produtor a emplacar trator
[22/01/2015] - Indicados por Kátia respondem a processos
[22/01/2015] - Superávit do agro caiu 17% em SP
[21/01/2015] - Arroba do boi: animais de pasto começam a aparecer
[21/01/2015] - Kátia Abreu define relacionamento com frigoríficos
[21/01/2015] - Vendas caem mas preço da carne se mantém
[21/01/2015] - Inseminação cresce com alta na arroba
[21/01/2015] - Brasil dobrou exportações de lácteos em 2014
[21/01/2015] - Ministro quer Kátia fora da PEC das demarcações
[21/01/2015] - Governo tenta solucionar calote do seguro rural
[20/01/2015] - Sindicato ameaça Marfrig com greve nacional
[20/01/2015] - Mais um Batista para dominar o mercado?
[20/01/2015] - Mercado do boi gordo espera por uma definição
[20/01/2015] - Cinco países dominam exportações do agro do Brasil
[20/01/2015] - Bezerro 45% mais caro em Rondônia
[20/01/2015] - Importação de lácteos caiu em 2014
[20/01/2015] - Processo de rastreabilidade gera polêmica no MS
[19/01/2015] - Queda da carne trava compra de boi
[19/01/2015] - Frango na frente na concorrência com o boi
[19/01/2015] - Governo quer dar benefícios para manter Marfrig
[19/01/2015] - Área do milho deve cair 10%
[19/01/2015] - Kátia Abreu: abertura chinesa ajudou pouco
[16/01/2015] - Tabelamento do frete causa polêmica no MT
[16/01/2015] - Rial sai no melhor momento do Marfrig
[16/01/2015] - Um uruguaio no comando do Marfrig
[16/01/2015] - Mercado do boi termina a semana firme
[16/01/2015] - Demanda por reposição deve aumentar
[16/01/2015] - Oferta curta segura a arroba no Tocantins
[16/01/2015] - Como é feito o estudo epidemiológico para aftosa?
[15/01/2015] - CEO do Marfrig renuncia, papéis caem na Bolsa
[15/01/2015] - Frigoríficos já pagam mais pela arroba
[15/01/2015] - CEPEA: pecuaristas resistem a arroba menor
[15/01/2015] - Cai a diferença entre a arroba de SP e MT
[15/01/2015] - Leite longa vida continua caindo
[15/01/2015] - Banco vê tendência de concentração no leite
[15/01/2015] - Agro: um setor de quase meio trilhão
[14/01/2015] - Frigoríficos pagam acima da referência pelo boi
[14/01/2015] - Inflação em alta trava vendas de carne

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br