Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
149,00 143,00 144,00
GO MT RJ
138,00 135,00 146,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1380,00
Garrote 18m 1630,00
Boi Magro 30m 2000,00
Bezerra 12m 1010,00
Novilha 18m 1250,00
Vaca Boiadeira 1420,00

Atualizado em: 7/12/2018 12:09

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - O preço dos alimentos

 
 
 
Publicado em 22/03/2011

Sen. Kátia Abreu
Presidente da CNA

O preço dos alimentos está em alta em todos os mercados há alguns meses. Em consequência, a agricultura começa a entrar na agenda política. Essa súbita atenção deve ser bem apreciada por todos, uma vez que produtores rurais, salvo em épocas de crise, são quase sempre negligenciados pelos governos. A experiência, contudo, recomenda precaução. A crise não é boa conselheira, mas campo propício a medidas improvisadas, que buscam aplausos, mas não produzem soluções.

Antes de qualquer coisa, devemos indagar por que os preços estão subindo. Se quisermos respostas precisas, temos de ignorar os suspeitos habituais. É o caso dos mercados futuros de produtos agrícolas. A exemplo dos mordomos de filmes policiais, eles podem até parecer, mas não são os culpados. Por uma razão elementar: com exceção de períodos curtos, as cotações ali não se descolam dos fundamentos que regem a oferta e a demanda dos produtos.

Mercados futuros, na verdade, ajudam a dar transparência ao processo de formação dos preços. Outro suspeito são as ocorrências climáticas, em especial secas e inundações. O papel desses fatores é real, mas grãos e carnes são produzidos hoje em tantas latitudes diferentes que essas ocorrências influem de forma bem mais limitada.
A elevação do custo da comida afeta a todos e temos de lidar com o problema de forma objetiva. Nesse sentido, o primeiro passo é reconhecer sua causa. Os preços estão subindo em virtude da elevação da demanda nas regiões pobres do mundo, em especial na Ásia, onde centenas de milhões de pessoas estão saindo da miséria e comendo mais, comendo melhor.

A solução então é produzir mais grãos, mais carnes e mais frutas. Afinal, seria desumano, para dizer o mínimo, desejar que os pobres comam menos. Controle de preços, formação de estoques e outras modalidades de intervenção de governos na atividade privada não funcionam. E a história mostra que a agricultura e o agricultor só precisam de liberdade para acomodar preços de forma a remunerar o produtor, sem punir o consumidor.

Os últimos governos compreenderam a questão e não cederam às tentações intervencionistas. No entanto, leis anteriores à revolução agrícola dos anos 1970 continuam sendo obstáculos à expansão da produção rural. É o caso do Código Florestal, que veio à luz na década de 1960, quando o Brasil tinha agricultura incapaz de abastecer até o pequeno mercado doméstico de então.

Se não incomodavam a agricultura estagnada e sem futuro de antes, alguns aspectos dessa legislação são nocivos aos interesses do país hoje. E sem nenhuma vantagem para a natureza. O fato é que o Código Florestal precisa ser revisto e atualizado. Do contrário, ficará seriamente comprometida a capacidade da nossa agropecuária de responder aos aumentos da demanda interna de alimentos. Não será possível, tampouco, atender as novas demandas do mundo emergente.

As mudanças pelas quais lutam os produtores não se destinam a aumentar o desmatamento. Eles querem apenas que as áreas de produção, abertas com grande sacrifício e elevados custos, quando a legislação permitia, sejam reconhecidas e regularizadas, e não criminalizadas com efeito retroativo.

A esterilização dessas áreas é um retrocesso que só pode interessar aos países que concorrem conosco no mercado mundial e estão em desvantagem. Afinal, somos o segundo maior exportador de alimentos do mundo e um dos únicos em condição de aumentar a produção preservando o ambiente.

O Brasil hoje é outro. Em 1960, éramos 70 milhões de brasileiros, importávamos comida e tínhamos 200 milhões de hectares na produção de alimentos. Agora, ocupamos 230 milhões de hectares, somos 191 milhões e temos uma agropecuária moderna, que assimilou tecnologias, gera empregos, distribui renda e produz com eficiência, e de forma sustentável, comida de qualidade para o mercado interno e o mundo.

* Artigo originalmente publicado pelo jornal "Folha de S. Paulo" em 19 de março de 2011

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[07/12/2018] - STF impede multa por desrespeito à tabela do frete
[07/12/2018] - Mais uma greve dos caminhoneiros?
[07/12/2018] - Arroba do boi ganha força na alta
[07/12/2018] - Mercado do boi está devagar em SC
[07/12/2018] - Marfrig fecha compra de unidades da BRF
[07/12/2018] - Tereza: produtor deve ser pago para preservar
[07/12/2018] - Milho deve ficar mais caro em 2019

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[07/12/2018] - Funai irá para o Ministério dos Direitos Humanos
[06/12/2018] - Arroba do boi voltou a subir em São Paulo
[06/12/2018] - Exportação de boi em alta em novembro
[06/12/2018] - Boi deve subir no Mato Grosso
[06/12/2018] - Há frigoríficos pagando mais pelo boi
[06/12/2018] - CNA pede suspensão de multas por tabela
[06/12/2018] - Custos devem derrubar PIB do Agro em 2018
[06/12/2018] - Dívida do Funrural será extinta?
[06/12/2018] - Minerva nega oferta para comprar ativos da BRF
[06/12/2018] - Prazo para o CAR termina em 31 de dezembro
[05/12/2018] - JBS: Batistas fora da liderança
[05/12/2018] - JBS: foco no aumento da margem de lucro
[05/12/2018] - Arroba do boi segue firme
[05/12/2018] - Bezerro subiu mais que a arroba na Bahia
[05/12/2018] - Bolsonaro nega que Funai vá para o MAPA
[05/12/2018] - Projeto pode aumentar burocracia
[04/12/2018] - Arroba começa dezembro em alta
[04/12/2018] - Reposição está em falta no mercado
[04/12/2018] - Dólar segura preço do farelo de soja
[04/12/2018] - Exportações de carne seguem com força
[04/12/2018] - Agro tem a maior alta no PIB do trimestre
[04/12/2018] - Empregos no Agro: maior nível desde 2016
[04/12/2018] - Bolsonaro pode transferir Funai para o MAPA
[04/12/2018] - Falta de vacinas impede vacinação no Brasil
[04/12/2018] - Não faltam vacinas para doação à Venezuela
[04/12/2018] - JBS: aumenta o recall de carne por salmonela
[03/12/2018] - Vai faltar boi em 2019?
[03/12/2018] - BNDES prepara sua saída da JBS
[03/12/2018] - Marfrig pode voltar às compras
[03/12/2018] - Arroba: otimismo aumenta com o preço do boi
[03/12/2018] - Carne sobe forte no atacado
[03/12/2018] - Milho: vendedores recuam e preços sobem
[03/12/2018] - Aftosa: vacinação foi prorrogada em 7 estados
[03/12/2018] - MS quer reduzir imposto sobre o farelo de soja
[03/12/2018] - Bolsonaro diz que não fará acordos contra o Agro
[03/12/2018] - Bancada do Agro não promete ser fiel a Bolsonaro
[30/11/2018] - Arroba: frigoríficos têm dificuldade para comprar
[30/11/2018] - Varejo não consegue repassar alta da carne
[30/11/2018] - China deve liberar mais frigoríficos em janeiro
[30/11/2018] - Futuro ministro defende frete tabelado
[30/11/2018] - Mato Grosso também prorroga vacinação
[30/11/2018] - PIB do Agro ensaia uma reação
[29/11/2018] - Arroba do boi volta a subir
[29/11/2018] - Arroba: dá para conseguir mais pelo boi?
[29/11/2018] - Exportações de carne: alta de quase 25%
[29/11/2018] - Banco está otimista com lucro de frigoríficos
[29/11/2018] - Marfrig confirma pedido de propina no MS
[29/11/2018] - Aftosa: vacinação será prorrogada no Paraná
[29/11/2018] - Carne: reabertura dos EUA ficou para 2019
[29/11/2018] - Milho: exportações em alta

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br