Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
310,00 301,00 309,00
GO MT RJ
296,00 294,00 294,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2590,00
Garrote 18m 2900,00
Boi Magro 30m 3420,00
Bezerra 12m 2240,00
Novilha 18m 2680,00
Vaca Boiadeira 2840,00

Atualizado em: 29/11/2021 11:22

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Bolso cheio, bolso vazio

 
 
 
Publicado em 18/04/2007

Nelson Pineda

Desde 2003, o Brasil é o maior exportador de carne bovina. Hoje, os produtores nacionais abastecem 30% do mercado mundial, uma marca considerável, mas que nos coloca diante de um paradoxo. Ao mesmo tempo em que se encontra no topo quando o assunto são as vendas, com um faturamento de US$ 3,92 bilhões em 2006, o país vive uma série crise interna que reduziu os preços pagos aos produtores ao menor patamar nos últimos 50 anos.

A principal razão disso é a concentração de um número limitado de frigoríficos exportadores nas mãos de poucos empresários, que exercem pressão sobre o mercado interno para a redução do preço, enquanto lucram com a venda direta aos clientes estrangeiros, responsáveis pelo consumo de 21% da carne bovina produzida nos pastos do Brasil.

Para se ter idéia, apenas 18 frigoríficos respondem por 98% das exportações do país - os cinco maiores controlam 65% do mercado, sendo que dois deles abocanham 40% do total. As conseqüências dessa concentração são óbvias. Os frigoríficos fazem negócio com quem se enquadrar naquilo que eles pedem, mas vendem ao Exterior praticando o preço de mercado internacional. Em fevereiro, eles faturaram US$ 351 milhões, com o envio de 201,9 toneladas de equivalente de carcaça, 68,8% a mais do que em fevereiro de 2006. A comparação em torno do volume de carne também é suculenta: aumento de 54,7% nas exportações.

Outra vantagem é que os frigoríficos exportadores gozam de desoneração fiscal sobre impostos como PIS e Cofins, o que permite reduzir seus custos de produção, provocando distorções no mercado interno, deixando os frigoríficos não exportadores na insolvência e sem possibilidades também de melhorar o preço da arroba paga ao produtor. Como se não bastasse, a cada sinal de aumento de preço da arroba, os frigoríficos se mobilizam para pressionar os produtores na direção contrária.

Em agosto de 2005, a arroba paga ao produtor paulista pelo frigorífico voltado ao mercado externo era menor do que o valor recebido pelo frigorífico destinado ao mercado interno com a venda do equivalente físico - que corresponde ao traseiro, dianteiro e ponta de agulha sem considerar couro e vísceras.

Um mês depois, com o aumento dos preços pagos pela arroba, a situação se inverteu, provocando uma situação desfavorável aos exportadores, que agiram rapidamente pressionando os produtores a reduzir o preço da arroba, ao mesmo tempo em que vendiam o produto mais caro no Exterior. Esperávamos o pior, como aconteceu com os Estados Unidos após a confirmação de um único caso de vaca louca no final de 2004, com o fechamento dos seus dois grandes mercados, a Austrália e o Japão.

Ocorre que não é fácil substituir o produto brasileiro lá fora, sobretudo pelo volume de carne que o Brasil exporta, o preço baixo e a possibilidade de que qualquer estado substitua outro que não tiver condições de levar a produção adiante. No ano passado, o setor esperava que o valor pago pela arroba subisse, mas isso não ocorreu. Agora faltam bezerros no mercado de reposição e ainda não é possível confirmar uma virada do ciclo de queda, que gira em torno de sete anos. O problema é que quando se fala em alta nos preços, o mercado se agita e surgem boatos de focos de aftosa, embargos da Rússia e assim por adiante.

A liderança no mercado mundial surgiu graças a alguns fatores, como o aparecimento da doença da vaca louca na década passada, o redução do rebanho norte-americano, o alto custo de produção de carne bovina na Europa, a seca australiana e o registro de focos de febre aftosa na Argentina em 2000, o que também ocorreu recentemente por aqui.

O Brasil também acabou penalizado com algumas restrições por 56 países, sobretudo pela carne produzida em são Paulo, no Paraná, Mato Grosso do Sul. Os grandes frigoríficos, com plantas industriais em vários outros estados habilitados, continuaram exportando, com a vantagem de que subiu o preço da carne brasileira no exterior. Desta forma, a suposta retração das exportações não teve grande impacto para a indústria exportadora, mas criou o cenário ideal para baixar ainda mais o preço da arroba paga ao produtor.

Esperávamos o pior, como aconteceu com os Estados Unidos após a confirmação de um único caso de vaca louca no final de 2004, com o fechamento dos seus dois grandes mercados, a Austrália e o Japão.

O governo brasileiro precisa criar medidas urgentes para evitar que a nossa pecuária sofra prejuízos incalculáveis no ganho de produtividade que alcançou nos anos últimos anos. As políticas públicas devem corrigir essas distorções fiscais, que favorecem poucos, incluindo as carnes na cesta básica, e promover a desoneração de insumos. Também se deveria facilitar a entrada de grupos estrangeiros no mercado nacional de carne bovina para aumentar a concorrência no setor. A concentração de poder nas mãos dos frigoríficos exportadores coloca em risco um segmento estratégico da economia. E não contribui em nada para o desenvolvimento do setor.

*Nelson Pineda é engenheiro, pecuarista e Diretor Técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[29/11/2021] - Arroba: mercado agora espera sinal do consumo
[29/11/2021] - Embargo chinês é jogada comercial, diz produtor
[29/11/2021] - Ministro chama embargo chinês de protecionismo
[29/11/2021] - Milho: preços reagem após 2 meses de queda
[29/11/2021] - Vacinação contra aftosa é prorrogada em SP
[29/11/2021] - Leite: indústrias reclamam de queda nas vendas
[29/11/2021] - IGP-M perde força e fica abaixo das previsões

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[26/11/2021] - Arroba: boi em alta, carne também subiu
[26/11/2021] - Arroba: preços também subiram em SP
[26/11/2021] - Margem do pecuarista deve subir se China voltar
[26/11/2021] - Confinamento cresceu em 2021 e deve crescer mais
[26/11/2021] - EUA: Brasil lidera produtividade agropecuária
[26/11/2021] - Economia: atividade cresceu 2% em outubro
[26/11/2021] - Senado aprova projeto que pode reduzir frete
[25/11/2021] - Arroba: mercado em alta
[25/11/2021] - CEPEA vê arroba do boi a R$ 310
[25/11/2021] - Milho cai em Mato Grosso do Sul
[25/11/2021] - Produtores de suínos comemoram abertura russa
[25/11/2021] - Arbitragens mostram a briga por trás da JBS
[24/11/2021] - Rússia libera exportações de 12 frigoríficos
[24/11/2021] - Arroba: o que fazer agora?
[24/11/2021] - Arroba: reabertura chinesa já mexe com o preço
[24/11/2021] - Tereza: embargo chinês pode cair em dezembro
[24/11/2021] - Lácteos: preços em queda no Paraná
[24/11/2021] - MAPA bota em marcha a diplomacia dos insumos
[24/11/2021] - Vacina será comunicada online em Mato Grosso
[24/11/2021] - Governo americano vai subsidiar frigoríficos
[24/11/2021] - Molina paga R$ 20 milhões para encerrar processo
[23/11/2021] - China dá primeiro sinal de fim do embargo
[23/11/2021] - Brasil é o único país que pode atender cota russa
[23/11/2021] - Frigoríficos recebem mais pela carne exportada
[23/11/2021] - Arroba: frigoríficos não acham boi pra comprar
[23/11/2021] - Boi subiu quase 10% em Goiás
[23/11/2021] - Aprosoja: UE pratica protecionismo disfarçado
[22/11/2021] - Arroba: em SP a referência já bate os R$ 310
[22/11/2021] - Arroba: boi também subiu na Bahia e no Rio
[22/11/2021] - Leite: margem do produtor está apertada
[22/11/2021] - Pecuaristas se retiram do Conseleite RS
[22/11/2021] - Milho: preço médio é o menor em 14 meses
[19/11/2021] - Rússia confirma liberação de frigoríficos
[19/11/2021] - Arroba: frigoríficos já pagam acima de R$ 310
[19/11/2021] - Arroba: disparada do boi continua em São Paulo
[19/11/2021] - CNA protesta contra ameaça à carne do Brasil
[19/11/2021] - Senador dos EUA quer barrar carne brasileira
[18/11/2021] - Brasil exporta leite à China pela primeira vez
[18/11/2021] - Arroba: pecuaristas estão segurando as vendas
[18/11/2021] - Arroba: parece que o jogo virou
[18/11/2021] - Rússia zera tarifa para importação de carne
[18/11/2021] - Produtores dos EUA querem barrar carne do Brasil
[18/11/2021] - JBS compra empresa de carne de laboratório
[18/11/2021] - Rússia garante venda de fertilizantes ao Brasil
[18/11/2021] - FPA: prorrogação da desoneração é boa para o Agro
[17/11/2021] - Diplomata chinês prevê volta das importações
[17/11/2021] - Com a volta da China, para quanto vai a arroba?
[17/11/2021] - Exportações: volume menor, preço bem maior
[17/11/2021] - Arroba: já tem frigorífico pagando mais de R$ 300
[17/11/2021] - Confinamento recua em MT após trava chinesa

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br