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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
301,00 291,00 297,00
GO MT RJ
285,00 294,00 292,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2940,00
Garrote 18m 3360,00
Boi Magro 30m 3970,00
Bezerra 12m 2610,00
Novilha 18m 3010,00
Vaca Boiadeira 3220,00

Atualizado em: 7/5/2021 10:29

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Pecuarista pode virar refém dos grandes frigos

 
 
 
Publicado em 27/04/2021

A elevada ociosidade dos frigoríficos brasileiros de carne bovina, gerada pela escassez de animais prontos para abate em meio a um mercado interno fraco, pode dificultar a vida dos pecuaristas que ainda têm animais disponíveis.

Com unidades menores fechando as portas, analistas destacam que o atual contexto tende a aumentar a concentração do mercado de carne bovina entre as grandes indústrias exportadoras, reduzindo as opções de venda desses produtores.

“Realmente, essa concentração de mercado preocupa porque, para o pecuarista, isso pode ser nocivo a longo prazo, gerando uma situação que costumamos chamar de oligopsônio, quando há poucos compradores para muitos fornecedores”, aponta o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias.

Ele lembra que as perspectivas para 2021 são de um fechamento mais agressivo das indústrias, principalmente as menores e sem acesso ao mercado externo. A previsão da consultoria é de que os preços do boi gordo mantenham-se acima de R$ 300 mesmo no auge da safra, quando a maior oferta normalmente pressiona as cotações da arroba.

“Por mais que haja perspectiva de queda da arroba do boi gordo, o custo ainda é alto para a indústria frigorífica”, pontua o analista.

O pesquisador do Centro de Inteligência da Carne da Embrapa, Guilherme Cunha Malafaia, ressalta que a dificuldade de negociação dos produtores diante da concentração do mercado é um problema antigo no país e que tem se agravado diante do cenário atual.

De acordo com ele, os mais prejudicados por esse processo acentuado pela pandemia e pelo ciclo de alta da arroba tendem a ser justamente os pecuaristas menores, com maior dificuldade de acesso a novas tecnologias e índices de produtividade dentro ou abaixo da média nacional.

“Logicamente, no momento em que você fica sem opções de venda, acaba tendo que se sujeitar ao preço que o frigorífico daquela praça pode pagar pelo seu produto. Não tem muito para onde correr”, pontua Malafaia.

Carne mais cara

Diante do cenário de consumo per capita de carne bovina no menor patamar desde 1996, o pesquisador da Embrapa não vê espaço para a indústria repassar esses aumentos no custo da arroba ao consumidor final.

Com isso, o preço médio dos cortes dianteiros, normalmente mais populares, já estão próximo dos valores do traseiro bovino, onde encontram-se carnes nobres, como picanha e o file mignon.

“A gente trabalha hoje com um dianteiro de R$ 18 o quilo em São Paulo contra um traseiro de R$ 20,75 estagnado há um bom tempo. E o preço do traseiro está proibitivo mesmo”, relata Iglesias ao destacar que é justamente nesses cortes mais nobres que a indústria tem registrado maior dificuldade em escoar a sua produção no mercado interno.

Sem saída para fazer frente à concentração de mercado, Malafaia avalia que o ciclo de alta da arroba num contexto de crise econômica tende a acentuar a exclusão daqueles pecuaristas menos tecnificados, como previu a Embrapa em pesquisa recente na qual traçou as perspectivas para o setor nas próximas duas décadas.

“Esses produtores vão deixar a pecuária justamente por conta disso. Porque é um setor mais concentrado quando comparado com a agricultura, que também tem um giro maior. Então, não é só um fator de escala, mas também de atratividade de negócio. E esse conjunto da obra é que vai fazer com que 50% dos produtores deixem o mercado até 2040”, conclui Malafaia. Com informações do Globo Rural.

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