Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
222,00 210,00 217,00
GO MT RJ
210,00 198,00 206,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2010,00
Garrote 18m 2310,00
Boi Magro 30m 2810,00
Bezerra 12m 1510,00
Novilha 18m 1720,00
Vaca Boiadeira 2140,00

Atualizado em: 4/8/2020 12:29

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

A carne na OMC

 
 
 
Publicado em 27/02/2008

Pedro de Camargo Neto

A confusão que a pecuária de corte vive hoje trouxe à tona a possibilidade ao Brasil de reclamar na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o embargo imposto pela União Européia (UE) às exportações de carne bovina. Há várias manifestações nessa linha: setor privado, Parlamento e mesmo Itamaraty. O tema merece especial atenção, pois um contencioso desse tipo, ou mesmo sua ameaça, pode mais atrapalhar que ajudar.

O Acordo Sanitário e Fitossanitário da OMC assinado na Rodada Uruguai introduziu a exigência de evidência científica para estabelecer qualquer barreira sanitária ao comércio. O acordo SPS, como é conhecido, já foi utilizado algumas vezes no sistema de solução de controvérsias da OMC. No caso da pecuária cabe citar o contencioso iniciado pelos EUA contra a UE referente às restrições da utilização de hormônios de crescimento em bovinos. Os EUA venceram, provando cientificamente a inexistência de risco para a saúde humana, porém, a UE, ignorando o resultado, continuou restringindo o comércio.

No caso do Brasil, um possível questionamento seria a consistência científica à obrigatoriedade da rastreabilidade individual de bovinos ou a exigência de lista de propriedades previamente aprovadas para a exportação.

A crise da doença da vaca louca nos anos 90 levou a UE a introduzir um sistema de rastreabilidade que identifica cada animal do nascimento ao abate. A partir dessa introdução, passou a exigir que os países exportadores apresentassem também seus sistemas de controle, não necessariamente idênticos, mas confiáveis, e que transmitissem a segurança que buscavam. Para tanto, o Brasil apresentou em 2002 o Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), que não tem correspondido às expectativas da UE e que vem sendo sucessivamente alterado em razão das auditorias por ela realizadas. Um animal para estar regular no Sisbov precisa estar numa propriedade onde todos os animais são individualmente identificados, bem como exista um registro de movimentação de animais e alguns controles de vacinações e alimentação.

A motivação original da UE para introduzir a identificação individual de animais foi a vaca louca, doença que nunca existiu no Brasil. Não teria consistência científica, portanto, a exigência de identificação do nascimento ao abate, pois haveria outra maneira de comprovarmos a inexistência da doença. Este seria um contencioso forte. Contudo, esta não é a exigência atual da UE, e sim a comprovação da permanência do animal por 90 dias em região habilitada como livre de febre aftosa e por 40 dias na mesma propriedade, indicando claramente que a preocupação refere-se à quarentena relacionada à febre aftosa, e não à vaca louca.

Na auditoria realizada em dezembro, novamente constataram-se irregularidades, levando a UE a exigir que o Brasil fornecesse previamente uma lista das propriedades onde estão os bovinos para o abate. A inscrição no Sisbov passou a ser insuficiente para a UE.

Um limite quantitativo de propriedades certamente não teria base científica. Porém cabe ler com atenção o parágrafo da correspondência enviada ao Brasil. "Recomendamos que provisoriamente selecionem um número de propriedades, que possam estar sob o controle efetivo de seus serviços sanitários, dedicando tempo para que finalmente entre em vigor um sistema de controle... Nossa estimativa baseada em avaliação da grandeza do problema e da capacidade de correção é que não poderíamos receber uma lista com mais de 3% das estimadas 10 mil propriedades incluídas no Sisbov." A UE centrou a questão na confiabilidade do sistema, indicando que, baseado no tumultuado passado, esperava receber inicialmente uma lista pequena de 300 propriedades.

Algumas questões foram levantadas como irregulares ante o SPS e, por isso, passíveis de contencioso na OMC. Mas é preciso lembrar que um contencioso demora no mínimo três anos, tempo que atrapalharia ou mesmo interromperia o fluxo comercial, constituindo um irreparável prejuízo mesmo que seu resultado fosse, no final, positivo para o Brasil.

A exigência de lista de propriedades foi colocada pela UE ao Brasil como uma tentativa de resgatar a credibilidade que o Sisbov não apresentava. Os países que implantaram sistemas de rastreabilidade, sem os problemas identificados no Brasil, não possuem esta exigência. O número de 300 propriedades foi apresentado como parte do processo de reconstrução da essencial credibilidade. Um contencioso referente à exigência de lista prévia traria à tona as irregularidades do Sisbov ao longo desses anos. Não vejo interesse nesse tipo de ação.

O Brasil forneceu em janeiro uma lista de 2.700 propriedades prontamente rechaçada, porque com erros; 15 dias depois, outra lista de 600 propriedades também não foi aceita; e agora entregou uma lista com 200 propriedades, que estão sendo auditadas pelos veterinários da UE.

Tivesse o Brasil apresentado este ano uma lista, arrisco dizer, até o dobro das 300 sugeridas, porém 100% confiável, talvez tivesse sido aceita e hoje já poderíamos tê-la ampliado significativamente. Infelizmente, levamos um número muito maior, e pior, não confiável, obrigando-nos a retroceder e comprometendo a credibilidade do País.

Tivesse o Brasil levado uma lista de 2.700 propriedades correta, segundo o Sisbov, com firmeza e segurança, a UE seria obrigada a auditá-la, não podendo rechaçá-la exclusivamente pelo número. Uma recusa baseada no quantitativo poderia ser objeto de um contencioso. Não foi o que ocorreu.

O momento é de reconstruir nossa credibilidade, trabalhando dentro do sistema proposto pelo Brasil e negociando em paralelo um modelo adequado à realidade brasileira, que transmita a necessária segurança, sem exageros ou exigências descabidas.

Pedro de Camargo Neto, pecuarista, é presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs)

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[04/08/2020] - Julho confirma recorde histórico das exportações
[04/08/2020] - Arroba: não tem boi no mercado
[04/08/2020] - Oferta curta segue puxando a arroba em MT
[04/08/2020] - Para onde vai a arroba do boi?
[04/08/2020] - Indústria brasileira cresce pelo segundo mês
[04/08/2020] - Cade aprova mais uma aquisição da JBS

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[03/08/2020] - Arroba: boi comum já consegue preço de boi China?
[03/08/2020] - Carne sobe com otimismo do mercado
[03/08/2020] - Leite: preços tiveram forte alta em julho
[03/08/2020] - JBS usa Banco Original para fazer caixa
[03/08/2020] - Milho: mercado vive impasse
[03/08/2020] - Presidente do BC elogia medidas no crédito rural
[03/08/2020] - Polícia apreende 700 bovinos em operação
[03/08/2020] - Produtor deve tomar cuidado com o ITR deste ano
[31/07/2020] - Preço do boi pode bater recorde nos próximos dias
[31/07/2020] - Arroba: disparada do boi já começou
[31/07/2020] - Enchentes podem espalhar peste suína na China
[31/07/2020] - China: exportadores argentinos reagem a exigências
[31/07/2020] - A disparada nos preços da reposição
[31/07/2020] - Justiça condena fiscais do MAPA por Carne Fraca
[31/07/2020] - Justiça nega fechamento de unidade da JBS
[31/07/2020] - Agro faz Mato Grosso bater recorde de empregos
[30/07/2020] - Média da arroba do boi é recorde para julho
[30/07/2020] - Leite também bate recorde histórico de preço
[30/07/2020] - Arroba dispara com ajuda firme das exportações
[30/07/2020] - Reposição cada vez mais cara no Tocantins
[30/07/2020] - Goiás gerou empregos graças ao agronegócio
[30/07/2020] - Empresa da JBS nos EUA tem prejuízo no trimestre
[30/07/2020] - Confiança de serviços recuperou 50% da crise
[29/07/2020] - Mercado aponta para mais altas pro boi
[29/07/2020] - Minerva aproveita o momento e reverte prejuízo
[29/07/2020] - China bloqueia mais um frigorífico, agora de aves
[29/07/2020] - Confiança da indústria subiu, segundo a FGV
[29/07/2020] - Paraná muda regras para brucelose e tuberculose
[29/07/2020] - China vai investir em fazendas na Argentina?
[28/07/2020] - Exportações de carnes já bateram recorde histórico
[28/07/2020] - Sindicato quer reserva de mercado na fiscalização
[28/07/2020] - Carne sobe no atacado pela quinta semana
[28/07/2020] - Arroba: mercado devagar em SP
[28/07/2020] - Arroba: diferença entre MT e SP caiu
[28/07/2020] - Leite tem preço firme no Rio Grande do Sul
[28/07/2020] - RS terá inspeção decisiva em agosto
[27/07/2020] - Importações chinesas de carne subiram 74%
[27/07/2020] - China pode exigir testagem em massa em frigorífico
[27/07/2020] - Analistas recomendam ações de frigoríficos
[27/07/2020] - Arroba: tem como o boi cair?
[27/07/2020] - Mais um acordo bilionário para a pecuária
[27/07/2020] - Milho: preços variam conforme a região
[27/07/2020] - RS começa programa para vigiar gado na fronteira
[24/07/2020] - MAPA rebate declarações de diplomata da China
[24/07/2020] - Arroba: frigoríficos pagam mais para achar boi
[24/07/2020] - Reposição: impasse trava o mercado
[24/07/2020] - MP pede fechamento de outra unidade da JBS
[24/07/2020] - JBS: produção nos EUA já voltou à normalidade
[24/07/2020] - Confiança do consumidor subiu em julho
[24/07/2020] - Superávit do Agro ajuda a fechar as contas de SP

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br