Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
215,00 209,00 198,00
GO MT RJ
202,00 208,00 204,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1750,00
Garrote 18m 2105,00
Boi Magro 30m 2490,00
Bezerra 12m 1430,00
Novilha 18m 1660,00
Vaca Boiadeira 1910,00

Atualizado em: 21/6/2024 13:37

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Rebanho desgarrado

 
 
 
Publicado em 13/04/2006

Xico Graziano (*)

Reforma agrária, todos sabem, serve para transformar trabalhador em produtor rural. O beneficiário, antes um pobre sem-terra, vira um progressista com-terra. Ganha cidadania. Certo?

Mais ou menos. No deformado processo da reforma agrária brasileira, mesmo depois de ocupar seu quinhão o caboclo continua tratado como sem-terra. Seu status não muda. Continua vivendo mal.

Onde reside o problema? Na emancipação dos projetos de assentamento rural. Ou melhor, em sua inexistência. Existem hoje, no mínimo, 500 mil famílias assentadas produzindo com precário vínculo à terra que receberam. No máximo, ostentam uma licença de ocupação, fornecida pelo Incra.

A situação é gravíssima e vem de longe. Desde a redemocratização, em 1985, com o governo Sarney, assentamentos rurais são instalados sem planejamento. Antes disso, na época militar, projetos considerados de colonização se espalharam, distribuindo terra sem nunca titular ninguém. Fora as exceções, cerca de 5% dos casos.

Resultado: forma-se no país uma espécie de quase-funcionários públicos, milhões de pessoas que, assentadas alhures, depende da benesse pública para viver. Nos projetos de reforma agrária, tudo cabe ao Incra executar: a ponte que roda na chuvarada, a escola das crianças, a água encanada. Fora as questões, essenciais, da produção rural. Resultado: o cordão umbilical dos sem-terra, ao governo, mantém-se indefinidamente.

Projeto de lei apresentado recentemente na Câmara dos Deputados (PL 6820/06) procura dar um freio de arrumação nesse arrastado processo da reforma agrária. Estabelece um prazo de 5 anos para que o governo, ao iniciar o assentamento rural, realize os investimentos necessários para sua consolidação. Na seqüência, obriga-se a emitir o título de posse dos novos agricultores.

A proposta é simples. Segue a linha da responsabilidade fiscal e social da gestão pública. Obras inacabadas consomem o Tesouro e facilitam o desvio do dinheiro público. Exigindo prazo, fixa metas para o planejamento. Quer fazer reforma agrária, faça, mas termine o investimento. Senão, vira uma rosca sem-fim.

Dificilmente a idéia vai prosperar rápida no Congresso. O próprio governo se oporá à limitação estabelecida. Sabem por quê? Porque o MST é radicalmente contrário à medida, opondo-se à titulação dos beneficiários da reforma agrária. É incrível.

Mas verdade. O MST prefere que o pobre-coitado continue um sem-terra. Comendo na sua mão. Quer dividir a terra, mas manter seu mando autoritário sobre os novos produtores rurais. Uma razão meio messiânica, ou fascista.

Malgrado as verbas que manipulam em convênios com o Incra e, por tabela, o acesso privilegiado aos financiamentos via Banco do Brasil, que irrigam o MST, a boiada vai se desgarrando. Os novos agricultores querem progredir, e exigem liberdade. O tema é recorrente. Velhos comunistas alertavam, lá atrás, que a reforma agrária, ao transformar o camponês em proprietário, incutia nele a mentalidade capitalista. Trata-se de uma verdade histórica.

Atento, o MST vai, aos poucos, alterando sua estratégia de atuação. Recentemente, organizou o MPA-Movimento dos Pequenos Agricultores que, segundo seu boletim divulgativo, luta em defesa de 8 (sic) milhões de famílias camponesas “massacradas pelas multinacionais e pelo agronegócio”. Busca assim, manter seu controle sobre os assentamentos rurais, mesmo trombando na política com a Contag, a poderosa central sindical no campo, que sempre representou os camponeses.

Já faz tempo que nas passeatas, marchas e demais manifestações do MST, o grosso da fileira se compõe de produtores assentados. O Zé Rainha é o maior exemplo. Desde 1995 ele detém um lote no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Embora beneficiado pela reforma agrária, portanto um com-terra, continua líder dos sem-terra. Só no Brasil mesmo!

A nova face do MST, arvorando-se representante dos pequenos agricultores, desgraçadamente carrega uma forte visão paternalista e perdulária. Basta acessar o site do MST e conhecer a pauta de reivindicações do MPA. É coisa simplesmente escandalosa.

Propõe o enquadramento das famílias camponesas como “segurados especiais” da Previdência; defende a aposentadoria das mulheres aos 55 anos, com 1 salário-mínimo e, aos 70 anos, com 2,5 salários. Exige que o governo controle os preços agrícolas, tabele os insumos, compre a produção e controle o comércio através de “uma grande empresa pública de exportações agrícolas”, proibindo as multinacionais de atuarem no mercado. Dá para entender?

É pouco. Querem também um crédito de R$ 100 mil por família, para “investimentos globais” na propriedade rural, com 4 anos de carência e 20 anos para pagar, juros fixos de 2% ao ano e, para quem fizer tudo direitinho, rebate de 50% nas parcelas a vencer. A previsão orçamentária, para 5 anos, somaria R$ 800 bilhões. Fácil.

É desanimador: o MST, ao querer agora dominar os com-terra, apresenta uma agenda velha, semelhante a pior demanda dos aproveitadores de sempre que, no campo ou na cidade, só pensam em mamar nas tetas do Estado. Pela direita ou na esquerda, agride a modernidade.

Pior, trata-se de uma agenda velhaca, construída para vender ilusões. Uma cantilena, rezada sobre a pobreza no campo, que promete o paraíso, ainda na terra. Esse populismo de esquerda, cultivado pelo MST, objetiva criar submissão, a mais desgraçada das misérias humanas. É lamentável.

(*) XICO GRAZIANO é diretor da AgroBrasil (artigo publicado terça-feira, 11 de abril, em coluna nos jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e O Tempo, de MG) 


 


   Leia também:
 
[21/06/2024] - Arroba já é negociada a R$ 225
[21/06/2024] - Cai o preço da vaca em São Paulo
[21/06/2024] - Lula diz que houve falcatrua no leilão de arroz
[21/06/2024] - China tenta segurar preço interno da carne bovina
[20/06/2024] - Alta do dólar já afeta o preço do boi gordo
[20/06/2024] - Frigoríficos desistem de baixar o preço do boi
[20/06/2024] - Está sobrando carne bovina no mercado?

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[20/06/2024] - Fávaro tenta se segurar após depoimento de Geller
[20/06/2024] - Câmara aprova projeto que perdoa dívidas no RS
[19/06/2024] - Boi gordo pode voltar a subir?
[19/06/2024] - Arroba: oferta de boi está encurtando
[19/06/2024] - Fávaro promete Plano Safra recorde
[19/06/2024] - FPA quer CPI para investigar a compra de arroz
[18/06/2024] - Boi gordo começa a subir em duas praças
[18/06/2024] - Mercado paulista do boi vive estabilidade
[18/06/2024] - Como estão as exportações de carne em junho?
[18/06/2024] - Na Câmara, Geller entra em conflito com Fávaro
[18/06/2024] - UE aprova lei ambiental sob crítica do setor rural
[18/06/2024] - Milho: vai faltar armazém em Mato Grosso
[17/06/2024] - Exportações do Agro caíram 10% em maio
[17/06/2024] - Governo deve continuar tentando taxar o Agro
[17/06/2024] - Cai o número de vacas abatidas em Mato Grosso
[17/06/2024] - Como está o mercado do boi hoje?
[17/06/2024] - Milho: alta do dólar começa a puxar os preços
[14/06/2024] - Mercado do boi dá sinal de recuperação
[14/06/2024] - Como está o preço do boi no Tocantins?
[14/06/2024] - Exportação de sêmen bovino cresce quase 50%
[14/06/2024] - Faltam vacinas contra a brucelose
[14/06/2024] - Polícia faz operação contra roubo de gado em Minas
[14/06/2024] - Economia brasileira travou em abril
[13/06/2024] - Fávaro balança no cargo depois de denúncias
[13/06/2024] - Fora do governo, Neri Geller critica Carlos Fávaro
[13/06/2024] - Disparada do dólar vai puxar o preço do boi?
[13/06/2024] - Como está o preço do boi em SP e Goiás?
[13/06/2024] - Preço da carne volta a subir no atacado
[12/06/2024] - China já cancela compras do agronegócio do Brasil
[12/06/2024] - Rodrigo Pacheco devolve MP do PIS/COFINS a Lula
[12/06/2024] - Crise do MAPA com o Agro está cada vez pior
[12/06/2024] - Quanto vale o boi gordo?
[12/06/2024] - Leite: importações têm forte queda em maio
[12/06/2024] - Produtores de leite do RS recebem doações de ração
[11/06/2024] - Será que Pacheco vai devolver MP a Lula?
[11/06/2024] - MP do governo vai aumentar o preço dos alimentos
[11/06/2024] - Secretário de Fávaro pede demissão após denúncia
[11/06/2024] - Frigoríficos reclamam do preço da carne exportada
[11/06/2024] - Mercado do boi começou a semana devagar
[10/06/2024] - Frentes parlamentares querem devolver MP a Lula
[10/06/2024] - O boi vai subir no curto prazo?
[10/06/2024] - Quanto está o preço do boi?
[10/06/2024] - Abates passam de 1 milhão de cabeças em Goiás
[10/06/2024] - Milho: colheita avança e preços caem
[07/06/2024] - FPA exige devolução de MP que taxa exportações
[07/06/2024] - Comércio de soja parou depois da MP do governo
[07/06/2024] - Aprosoja: medida do governo é igual à da Argentina
[07/06/2024] - Brasil bate novo recorde de exportações de carne
[07/06/2024] - Quanto vale o boi em SP, ES e Mato Grosso?
[07/06/2024] - Preço do leite deve continuar subindo

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br