Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
313,00 302,00 313,00
GO MT RJ
304,00 298,00 298,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2620,00
Garrote 18m 2900,00
Boi Magro 30m 3420,00
Bezerra 12m 2240,00
Novilha 18m 2680,00
Vaca Boiadeira 2840,00

Atualizado em: 6/12/2021 11:15

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - Mais preconceito

 
 
 
Publicado em 31/08/2009

Roberto Rodrigues

A agropecuária brasileira tem recebido seguidas agressões injustas, embora seja extremamente competitiva e venha dando inequívocas demonstrações disso.

No ano passado, respondeu por 36% das exportações totais brasileiras, e o saldo comercial do agronegócio, de US$ 60 bilhões, foi mais do que o dobro do saldo comercial total do país, de US$ 24,8 bilhões.

Nos primeiros sete meses deste ano, com crise e tudo, e embora os preços de quase todas as commodities agrícolas tenham caído em relação ao mesmo período do ano passado, o agronegócio exportou 45% de tudo o que o Brasil mandou para fora -bem mais do que em 2008! Aliás, é bom lembrar que, em 1998, o agronegócio exportou US$ 21,5 bilhões; no ano passado, o valor chegou a US$ 71,8 bilhões.

O mercado interno tem sido abastecido com alimentos, fibras e energia da melhor qualidade e a preços compatíveis. Expandiu-se a produção de frutas, de flores e de orgânicos. Os agricultores enfrentaram as crises todas com respostas progressistas e baseadas em tecnologia preservacionista e gestão de qualidade. Sustentabilidade é hoje um tema importante em todas as modernas fazendas brasileiras, bem como nas cooperativas agropecuárias, nos sindicatos e nas sociedades rurais.

Portanto, os produtores brasileiros têm alimentado e vestido seus concidadãos e produzem um saldo comercial salvador de nossa balança externa. E produzindo álcool que emite só 11% do CO2 emitido pela gasolina, ainda têm contribuído eficientemente para a redução do aquecimento global.

Mesmo assim, não existe um reconhecimento por esses resultados. Na revista "Veja" desta semana, James "Jim" Rogers, megainvestidor norte-americano, informa que os agricultores do mundo todo serão os grandes responsáveis pelo progresso futuro, e deterão parte significativa da renda global. Os países desenvolvidos sabem disso e apoiam seus produtores com pesados subsídios. Tanto é que a Rodada Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio), cujo objetivo é abrir o comércio mundial agrícola, não avança por causa da proteção dos países ricos a sua agropecuária.

E aqui? Só pancadaria: não se resolve a questão do endividamento passado, causado por questões macroeconômicas; o seguro rural continua sem o Fundo de Catástrofe, o que o limita totalmente; falta uma estratégia articulada do governo para resolver as questões da logística, da infraestrutura, da agregação de valor, da promoção comercial etc. Mas dois temas são agora muito relevantes: o ambiental e o fundiário.

Na área ambiental, é preciso resolver de vez a questão do Código Florestal e do Código Ambiental, com participação dos agricultores. Hoje, a eles só se imputa o ônus desse processo que interessa a toda a sociedade. E na área fundiária volta à baila o tema dos índices de produtividade, assunto anacrônico, do século passado. Alguém do governo quer arbitrar a produtividade dos agricultores e pecuaristas: a fazenda que produzir abaixo desse número arbitrado pode ser desapropriada para fins de reforma agrária.

Só na agricultura! Por que não tem índice de produtividade em banco, em supermercado, em fábrica, em bar, em cinema, em loja etc.? Porque o mercado desapropria quem não for eficiente! Na agricultura agora também é assim. Esse foi um tema para meados do século passado, quando a agricultura não cumpria o papel que hoje cumpre com grande eficiência.

Chega de preconceito!

ROBERTO RODRIGUES, 67, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV (Fundação Getulio Vargas), presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp - Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula).

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[06/12/2021] - EUA não vão parar de importar carne do Brasil
[06/12/2021] - Não vai ter carne para atender chineses
[06/12/2021] - Arroba: frigoríficos vão pagar ainda mais?
[06/12/2021] - Arroba: mercado de olho no consumo
[06/12/2021] - Milho: vendedores seguram oferta e preço sobe
[03/12/2021] - Arroba: referências em alta
[03/12/2021] - Arroba: frigoríficos pagam bem mais

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[03/12/2021] - Leite: mercado sofre ajuste
[03/12/2021] - Exportações do Agro cresceram quase 20%
[03/12/2021] - Agro precisa de apoio, diz FAESP
[03/12/2021] - Minerva conclui compra de frigoríficos
[03/12/2021] - Crédito rural: contratações cresceram 23,5%
[02/12/2021] - Arroba: frigoríficos entram com força na compra
[02/12/2021] - CEPEA: boi volta a bater nas máximas
[02/12/2021] - Rússia habilita mais duas unidades para exportação
[02/12/2021] - Vizinhos da Rússia também querem importar carne
[02/12/2021] - Por que o PIB do Agro caiu?
[02/12/2021] - Inflação medida pelo IPC também perdeu força
[01/12/2021] - Arroba: boi segue em alta
[01/12/2021] - Arroba: frigoríficos já estão pagando mais em SP
[01/12/2021] - EUA devem aumentar importação de carne do Brasil
[01/12/2021] - Exportações: volume caiu, mas preço da carne subiu
[01/12/2021] - Deputados debatem aumento de custo na pecuária
[01/12/2021] - MAPA prorroga vacinação em 14 estados
[01/12/2021] - Câmara aprova indenização a pecuaristas
[30/11/2021] - Arroba: frigoríficos pagam acima da referência
[30/11/2021] - Scot vê oferta curta de boi
[30/11/2021] - Boi gordo em alta em Goiás
[30/11/2021] - Abates aumentaram 18% em Mato Grosso
[30/11/2021] - Frigoríficos prevêem disparada do boi
[30/11/2021] - Leite: preço do leite caiu com força
[30/11/2021] - Senado aprova preço mínimo para perecíveis
[30/11/2021] - Tereza: produtor precisa ser pago por preservação
[29/11/2021] - Arroba: mercado agora espera sinal do consumo
[29/11/2021] - Embargo chinês é jogada comercial, diz produtor
[29/11/2021] - Ministro chama ameaça da UE de protecionismo
[29/11/2021] - Milho: preços reagem após 2 meses de queda
[29/11/2021] - Vacinação contra aftosa é prorrogada em SP
[29/11/2021] - Leite: indústrias reclamam de queda nas vendas
[29/11/2021] - IGP-M perde força e fica abaixo das previsões
[26/11/2021] - Arroba: boi em alta, carne também subiu
[26/11/2021] - Arroba: preços também subiram em SP
[26/11/2021] - Margem do pecuarista deve subir se China voltar
[26/11/2021] - Confinamento cresceu em 2021 e deve crescer mais
[26/11/2021] - EUA: Brasil lidera produtividade agropecuária
[26/11/2021] - Economia: atividade cresceu 2% em outubro
[26/11/2021] - Senado aprova projeto que pode reduzir frete
[25/11/2021] - Arroba: mercado em alta
[25/11/2021] - CEPEA vê arroba do boi a R$ 310
[25/11/2021] - Milho cai em Mato Grosso do Sul
[25/11/2021] - Produtores de suínos comemoram abertura russa
[25/11/2021] - Arbitragens mostram a briga por trás da JBS
[24/11/2021] - Rússia libera exportações de 12 frigoríficos
[24/11/2021] - Arroba: o que fazer agora?
[24/11/2021] - Arroba: reabertura chinesa já mexe com o preço
[24/11/2021] - Tereza: embargo chinês pode cair em dezembro
[24/11/2021] - Lácteos: preços em queda no Paraná

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br