Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
281,00 268,00 279,00
GO MT RJ
271,00 274,00 266,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2250,00
Garrote 18m 2690,00
Boi Magro 30m 3430,00
Bezerra 12m 2010,00
Novilha 18m 2430,00
Vaca Boiadeira 2660,00

Atualizado em: 19/1/2021 10:18

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Direitos humanos e direito de propriedade

 
 
 
Publicado em 18/01/2010

Denis Lerrer Rosenfield

O atual governo, em íntima colaboração com os ditos movimentos sociais e as alas mais à esquerda do PT, está produzindo uma completa deformação dos direitos humanos. De perspectiva universal, eles estão se tornando, nas mãos dos que teimam em instaurar no Brasil uma sociedade socialista/comunista, um instrumento particular de conquista do poder. Acontece que essa conquista do poder é agora mais insidiosa, passando por uma ampla campanha de formação da opinião pública.

De fato, se perguntarmos a qualquer um se é favorável ou não aos "direitos humanos", a resposta será certamente "sim". Se fizermos a mesma pergunta por uma sociedade socialista/comunista, a resposta será majoritariamente "não". Eis por que a forma de influenciar a opinião pública pressupõe essa armadilha das palavras, que corresponde a um plano ideológico predefinido.

Eis uma das razões de por que o dito programa insistiu em abrir uma crise com os militares, com o intuito claro de indispor a sociedade brasileira com a instituição militar. O uso de expressões como "repressão política", agora alterada para "violação dos direitos humanos", tem precisamente o propósito de reabrir uma ferida, de preferência infeccioná-la, para que o projeto socialista/comunista possa tornar-se mais palatável. Afinal, os militares seriam, nessa perspectiva, os "repressores", enquanto os que pegaram em armas por uma sociedade comunista seriam as "vítimas", os "democratas".

Maior falsificação da História é impossível. Os que lutaram contra o regime militar, em armas, fizeram-no, por livre escolha, em nome da instalação do comunismo no Brasil. A guerrilha do Araguaia era maoista, totalitária. Não o fizeram pela democracia. São, nesse aspecto, responsáveis por suas escolhas e não deveriam ter sido agraciados com a "bolsa-ditadura". Se optaram pelo comunismo, deveriam ser responsáveis por sua opção e não deveriam colocar-se como vítimas. Lamarca, Marighella e o próprio secretário Vannuchi pretendiam instalar o totalitarismo no Brasil. O primeiro, aliás, era um assassino confesso, tendo matado covardemente um refém, um tenente da Polícia Militar de São Paulo, a coronhadas. Eis os heróis dos "direitos humanos".

Todo o documento está escrito na linguagem própria dos ditos movimentos sociais, que são organizações políticas com o mesmo propósito socialista/comunista. Em seus documentos não escondem isso, embora, para efeitos públicos, utilizem a linguagem mais palatável dos "direitos humanos". O "neoliberalismo" e o "direito de propriedade" se tornam os vilões dessa nova versão deturpada dos direitos humanos.

Reintegrações de posse não seriam mais cumpridas sem que antes uma comissão de "direitos humanos" fizesse a mediação entre as partes. Ou seja, uma decisão judicial perderia simplesmente o valor. Na verdade, esses comitês seriam erigidos em instância judiciária final, que decidiria pelo cumprimento ou não de uma decisão judicial. O MST julgaria a ação do MST. No Pará, onde esse modelo já foi aplicado, por recomendação da Ouvidoria Agrária Nacional, o caos é total. Até intervenção federal, encaminhada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi pedida ao Supremo. A Justiça lá não era mais respeitada.

Qual é, então, o objetivo dessa diretriz de impedir o cumprimento de decisões judiciais? Legitimar, se não legalizar, as invasões dos ditos movimentos sociais, que teriam completa liberdade de ação. Sequestros, destruição de maquinário, corte de tendões do gado, incêndio de galpões, destruição de alojamentos de empregados e sedes de empresas não seriam mais crimes, mas expressões de ações baseadas nessa muito peculiar doutrina dos direitos humanos.

O agronegócio, em particular, vira vilão no documento. Não faltam críticas às monoculturas de eucaliptos, cana-de-açúcar e soja, que, nessa exótica perspectiva, seriam culturas atentatórias aos direitos humanos. A falta de qualquer cultura nos assentamentos seria, essa, sim, expressão de uma nova forma de agricultura. Os despropósitos, porém, não param por aí. Os setores de habitação e de construção civil são, também, novos alvos. Há propostas sobre novas abordagens do Estatuto das Cidades, que deveriam corresponder a essa nova doutrina. E até uma expressão algo enigmática de identificação de "terras produtivas" nas cidades, seja lá o que se queira dizer com isso. Em todo caso, o esquema é o mesmo. A invasão de um prédio em construção não seria suscetível de sentença judicial de reintegração de posse sem antes passar por uma "mediação" dos ditos movimentos sociais. Os mesmos que invadem são os que fariam a tal mediação.

Não pensem os industriais que essas medidas não os afetam. Também há no cardápio medidas dirigidas a esse setor. A expansão de uma usina de etanol, de uma siderurgia, de uma empresa de mineração deveria passar pela aprovação de um comitê de fábrica, por razões ditas ambientais. Não bastariam as licenças ambientais, já suficientemente rigorosas, mas, se esse plano for levado adiante, seria, então, necessário passar por esses novos "sovietes", porque é disso, na verdade, que se trata.

Para que as medidas sejam totais é imprescindível que a opinião pública seja controlada. Se elas forem mostradas em seu autoritarismo, certamente não passarão. Eis por que as empresas de comunicação deveriam estar subordinadas a um "conselho de direitos humanos", de fato, à autoridade dos novos "comissários da mídia", cujo poder poderia chegar a revogar uma concessão. Por exemplo, a filmagem divulgada pela Rede Globo de destruição dos laranjais da Cutrale seria, nessa nova ótica, atentatória aos "direitos humanos", por "criminalizar os movimentos sociais". Os novos comissários, que têm a ousadia de se apresentar como representantes dos direitos humanos, solapariam as próprias bases da democracia. Eis o que está em questão. O resto é palavreado!

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[19/01/2021] - Arroba começou a semana estável em SP
[19/01/2021] - Boi está em alta em Goiás
[19/01/2021] - Exportações perderam força na última semana
[19/01/2021] - Leite: preços devem ficar firmes, segundo o CEPEA
[19/01/2021] - ANTT publica tabela com fretes mais caros
[19/01/2021] - Atacado continua puxando índice de inflação
[19/01/2021] - Quadrilha simulava compra de gado em Goiás

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[18/01/2021] - Governo de SP decide taxar leite pasteurizado
[18/01/2021] - Leite: aumento do ICMS pode fechar fazendas
[18/01/2021] - Arroba: movimento de alta continua
[18/01/2021] - Carne sobe no atacado
[18/01/2021] - Milho: preços em disparada preocupam
[18/01/2021] - China ainda tenta recuperar produção de carne
[18/01/2021] - JBS vai antecipar pagamento de dívida
[18/01/2021] - Polícia recupera gado roubado em MG
[15/01/2021] - Arroba: frigoríficos seguem oferecendo mais
[15/01/2021] - Greve dos caminhoneiros: se ocorrer será pontual
[15/01/2021] - IGP-10 recua com queda de preços ao consumidor
[15/01/2021] - Doria cumpre parcialmente acordo com produtores
[15/01/2021] - Marfrig emite dívida ao menor juro de sua história
[14/01/2021] - Arroba: frigoríficos voltaram a pagar R$ 290
[14/01/2021] - CEPEA: boi já recuperou queda de dezembro
[14/01/2021] - China importou quase 10 milhões de t de carne
[14/01/2021] - Leite subiu mas não melhorou situação do produtor
[14/01/2021] - Caminhoneiros ameaçam Bolsonaro
[14/01/2021] - Doria ainda não mandou publicar redução do ICMS
[14/01/2021] - Secretário promete que redução de ICMS vai sair
[14/01/2021] - Pagamento por serviços ambientais vira lei
[13/01/2021] - BNDES desiste de vender ações da JBS
[13/01/2021] - Safras: alta do boi é muito agressiva
[13/01/2021] - Arroba: frigoríficos pagam até R$ 11 a mais
[13/01/2021] - Analista prevê boi firme até março
[13/01/2021] - Milho: EUA esperam safra menor no Brasil
[12/01/2021] - Exportações de carne começaram o ano em forte alta
[12/01/2021] - Agro: exportações dispararam em janeiro
[12/01/2021] - Exportações do Agro passaram de US$ 100 bi
[12/01/2021] - Arroba: frigoríficos estão precisando de boi
[12/01/2021] - Arroba: boi dispara também em Goiás
[12/01/2021] - Pecuaristas de MT estão otimistas
[12/01/2021] - Carne continua em falta na China
[12/01/2021] - Empresa da JBS paga multa para encerrar processo
[12/01/2021] - Bolsonaro cobra apoio da bancada do Agro
[12/01/2021] - Minério de ferro pressiona e IGP-M segue em alta
[11/01/2021] - Analista prevê ano favorável para a pecuária
[11/01/2021] - Arroba: preço do boi tem forte alta
[11/01/2021] - Milho: preços em disparada
[11/01/2021] - Argentina suspende veto às exportações de milho
[11/01/2021] - Dólar começa a semana em disparada
[08/01/2021] - Governo de SP promete recuar após tratoraço
[08/01/2021] - Produtores rurais protestam na Ceagesp
[08/01/2021] - Caminhoneiros voltam a ameaçar paralisação
[08/01/2021] - Arroba: alta do boi se espalha pelo Brasil
[08/01/2021] - Reposição começou 2021 devagar
[08/01/2021] - Carne: exportações bateram 2 mi de toneladas
[08/01/2021] - Ladrões fazem reféns para roubar gado em MT
[08/01/2021] - Setor de máquinas agrícolas está otimista
[07/01/2021] - Produtores protestam contra imposto maior em SP

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br